LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS 1º Trimestre de 2017
Título: As Obras da Carne e o Fruto do
Espírito — Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada
diariamente – Osiel Gomes
Lição 3: O perigo das Obras da Carne – Data:
15 de Janeiro de 2017
TEXTO ÁUREO
“Vigiai
e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto,
mas a carne é fraca” (Mt 26.41).
VERDADE PRÁTICA
Oremos e
vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.
LEITURA DIÁRIA
Gl 5.19 O perigo da prostituição, da impureza e da
lascívia
Gl 5.20ª – O perigo da idolatria, das
feitiçarias e das inimizades
Gl 5.20b – O perigo das contendas, das
disputas e das iras
Gl 5.21 – O perigo da inveja, dos homicídios,
das bebedices e das glutonarias
Gl 5.21b – O perigo fatal das obras da carne
19. Ora, as obras da carne são manifestas:
imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
20. idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes,
ira, egoísmo, dissensões, facções
21. e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Gálatas 5:19-21
21. e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Gálatas 5:19-21
Gl 5.16 –
Como vencer as obras da carne
16 Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo
nenhum satisfarão os desejos da carne.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas
6.39-49.
39
— E disse-lhes uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego?
Não cairão ambos na cova?
40 — O discípulo não é superior a seu mestre, mas
todo o que for perfeito será como o seu mestre.
41 — E por que atentas tu no argueiro que está no
olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
42 — Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão,
deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave
que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então,
verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
43 — Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem
má árvore que dê bom fruto.
44 — Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio
fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos
abrolhos.
45 — O homem bom, do bom tesouro do seu coração,
tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da
abundância do seu coração fala a boca.
46 — E por que me chamais Senhor, Senhor, e não
fazeis o que eu digo?
47 — Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas
palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
48 — É semelhante ao homem que edificou uma casa, e
cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente,
bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava
fundada sobre rocha.
49 — Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao
homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com
ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
HINOS SUGERIDOS
419, 491
e 530 da Harpa Cristã.
OBJETIVO GERAL
Explicar
o perigo das obras da carne.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
- I. Identificar o que é concupiscência da carne;
- II. Mostrar o que é um caráter moldado pelo Espírito;
- III. Saber que uma vida que não agrada a Deus vive segundo a carne e é infrutífera.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Professor, todo ensino deve provocar uma mudança.
Se não há mudança, não há aprendizado. Seus alunos devem entender o perigo das
obras da carne e repudiar isso de suas vidas. Todos estão sujeitos a caírem
nesse mal, mas a partir do momento que o Espírito Santo tem o total controle
sobre o crente, dificilmente as obras da carne terão chance de se sobressair. A
oração e a vigilância são elementos fundamentais para a luta contra uma vida de
pecado, considerando que para Deus não há tamanho de pecado. Pecado é pecado e
ponto! O crente deve ouvir a Palavra e ser semelhante ao homem prudente:
colocando em prática tudo o que ouvir. Fazendo assim, permaneceremos firmes
quaisquer que sejam as tempestades que possam assolar a nossa vida.
COMENTÁRIO / INTRODUÇÃO
A lição deste domingo é um alerta para os que
querem agradar a Deus e ter uma vida frutífera. Estudaremos o perigo das obras
da carne. Precisamos ter cuidado, pois dentro de todo crente habita duas
naturezas: a natureza adâmica, a qual foi corrompida na Queda, e a nova
natureza, que é resultado da regeneração, do novo nascimento (Jo 3.3). Veremos
que a natureza adâmica, se não for controlada pelo Espírito, produz frutos que
levam o crente à morte espiritual.
PONTO CENTRAL
A
natureza adâmica deve ser controlada pelo Espírito.
I.
A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
1. A concupiscência da carne. Você
sabe o significado da palavra concupiscência? Segundo o Dicionário Wycliffe,
este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e
lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8). A velha natureza, se não for
controlada pelo Espírito, leva-nos a cometer as piores ações e abominações. Por
isso, precisamos vigiar e viver constantemente cheios do Espírito Santo (Ef
5.18). Paulo advertiu a Igreja, explicando que, quem semeia na carne, ou seja,
vive segundo a velha natureza, da carne ceifará corrupção (Gl 6.8). Nossos
desejos e vontades devem ser controlados pelo Espírito Santo, pois os desejos
da velha natureza são impuros e nos conduzem para a morte espiritual.
2. A vida guiada pela concupiscência da carne. Quem
controla seus desejos? Temos anseios, mas estes precisam ser controlados por
Deus. Devemos submeter nossos pensamentos e desejos ao controle divino. O
crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa
sem controle, sem qualquer deferência. A Palavra de Deus nos ensina que
precisamos mortificar nossa natureza (Cl 3.5). Mortificar é permitir que Deus
controle nossos pensamentos, vontades e ações. Vivemos em uma sociedade
hedonista, onde a busca pelo prazer tem feito com que muitos sejam dominados
por desejos malignos, praticando, sem qualquer pudor, toda a sorte de impureza,
e tudo em nome do prazer e da liberdade. Diante desse triste quadro, a Igreja
não pode se calar, mas deve expressar suas virtudes anunciando a mensagem da
salvação.
3. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos. Longe de
Deus e sem o controle do Espírito Santo, o homem manifesta seus desejos mais
perversos, trazendo sérios prejuízos para os relacionamentos na Igreja e fora
dela. Quando o homem se torna insensível à voz de Deus e ao Espírito, sendo
governado apenas por seus instintos, torna-se semelhante aos animais. Uma vida
conduzida pela velha natureza leva as pessoas a olharem apenas para os prazeres
momentâneos que o mundo oferece, não atentando para o que é eterno. Davi viu e
desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um
adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4). Ele não atentou para as consequências
dos seus atos. O crente não pode se deixar seduzir pelos prazeres deste mundo
(1Jo 2.15-17).
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
A concupiscência da carne e a
concupiscência dos olhos levam a pessoa a viver uma vida fora dos padrões
divinos.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Algumas pessoas pensam que o
mundanismo está limitado ao comportamento exterior — as pessoas com quem nos
associamos, os lugares que frequentamos, as atividades que apreciamos. O
mundanismo é também interior, porque começa no coração, e é caracterizado por
três atitudes:
(1) a cobiça pelo prazer físico — a
preocupação com a satisfação dos desejos físicos;
(2) a cobiça por tudo o que vemos —
almejar e acumular coisas, curvando-se ao deus do materialismo; e
(3) o orgulho das nossas posses —
obsessão pela condição, posição ou por ser importante. Quando a serpente tentou
Eva (Gn 3.6), tentou-a nestes aspectos. Semelhantemente, quando o Diabo tentou
Jesus no deserto, estas foram as três áreas de ataque (ver Mt 4.1-11).
Em contraste, Deus estima o
autocontrole, um espírito de generosidade, e o compromisso de servir com
humildade. É possível dar a impressão de evitar os prazeres mundanos e ao mesmo
tempo abrigar atitudes mundanas no coração. É também possível, como Jesus, amar
os pecadores e dedicar-lhe tempo, enquanto mantemos um forte compromisso com os
valores do Reino de Deus. Quais são os valores mais importantes para você? Suas
ações refletem os valores de Deus ou os valores do mundo?” (Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.1783-84).
CONHEÇA MAIS

“Carnal
Esta palavra aparece somente no Novo
Testamento, embora o termo ‘carnalmente’ seja encontrado três vezes no Antigo
Testamento. ‘Carnal’ aparece no Novo Testamento onze vezes, e ‘carnalmente’ uma
vez. ‘Carnal’ significa ‘pertinente à carne’. O substantivo sarx significa basicamente o corpo de um animal ou de uma pessoa, ou a carne
de um animal. No entanto, no Novo Testamento, o termo ‘carnal’ algumas vezes
está literalmente relacionado à carne, e algumas vezes à antiga natureza humana
corrompida por Adão, que é encontrada em todos os homens”. Para conhecer mais,
leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.379.
II. A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
1. O caráter. No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e
“marca”. Contudo, é importante ressaltar que esta palavra tem diferentes
significados em distintas ciências, como a sociologia e a psicologia. Segundo o
Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais,
que caracterizam um indivíduo”. O caráter não é inato e pode ser mudado.
2. O caráter moldado pelo Espírito. Quando
aceitamos Jesus e experimentamos o novo nascimento, nosso caráter passa por uma
transformação. O Espírito Santo trabalha em nós a fim de que sejamos
semelhantes a Jesus. Mas para que essa transformação aconteça precisamos nos
submeter inteiramente a Deus. Se quisermos uma vida espiritual frutífera,
precisamos dar oportunidade ao Espírito Santo para que Ele trabalhe em nossas
vidas produzindo o fruto do Espírito (Gl 5. 22). Não adianta apenas dizer que é
crente, é preciso evidenciar o nosso caráter cristão mediante as nossas ações
(Mt 5.16). Muitos se dizem crentes, mas suas ações demonstram que nunca tiveram
um encontro real com o Salvador. Muitos estão na igreja, mas ainda não foram
realmente transformados por Jesus, pois quem está em Cristo é uma nova criatura
e como tal procura andar em novidade de vida, pois já se despiu do velho homem,
da natureza adâmica (2Co 5.17). Crentes que vivem causando escândalos,
divisões, rebeldias, jamais experimentaram o novo nascimento.
3. Ataques ao seu caráter. Em sua
vida cristã, você terá que lutar com três inimigos que farão de tudo para
macular o seu caráter: a carne, o Diabo e o mundo. Muitos acabam sendo vencidos
por eles. Para enfrentar e vencer esses inimigos é preciso ter uma vida de
comunhão com o Pai. É necessário orar, ler a Palavra de Deus e jejuar. Sem a
leitura da Bíblia, a oração e o jejum não conseguiremos vencer e ter uma vida
frutífera.
SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O caráter moldado pelo
Espírito Santo é semelhante ao caráter de Cristo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“É o Espírito Santo que produz o
fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas a Ele. Isso abrange
nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui. O crente
que quiser mandar na sua vida e fazer a sua vontade para agradar a si próprio
pode continuar como cristão, mas nunca será vitorioso no seu viver em geral, e
nem terá jamais o testemunho do Espírito na sua consciência cristã de que está
em tudo agradando a Cristo e fazendo o seu querer. O fruto do Espírito é o
caráter de Cristo produzido em nós para que em nosso viver o demonstremos ao
mundo. Caráter este sem jaça, como revelado nos tipos, símbolos, figuras e nas
inúmeras profecias messiânicas do Antigo Testamento, e nas diversas passagens
do Novo Testamento que tratam do assunto, a começar pelos Evangelhos”
(GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na
vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.15-16).
III. UMA VIDA QUE NÃO
AGRADA A DEUS
1. Viver segundo a carne. Se o
crente vive dominado pelos desejos carnais, ele não pode agradar a Deus (Rm
8.8). Fomos criados para glorificar a Deus e produzir o fruto do Espírito.
Viver segundo a carne causa males e danos à nossa vida e para o nosso próximo.
Paulo exorta os crentes da igreja de Corinto para que vivam no Espírito, pois
alguns estavam vivendo segundo a carne, de modo que suas ações eram evidentes:
inveja, contendas e dissensões (1Co 3.3). Paulo deixa claro que os que assim
estavam vivendo não poderiam agradar a Deus e ter uma vida de comunhão no
Espírito Santo.
2. Vivendo como espinheiro. Sabemos
que a árvore é identificada não por suas flores ou folhas, mas por seus frutos.
Jamais vamos colher laranja de uma macieira, pois cada árvore produz o seu
fruto segundo sua espécie (Gn 1.11). Logo, é impossível um cristão dominado
pelo Espírito Santo produzir as obras da carne. O homem bom tira de seu íntimo,
do seu coração transformado, coisas boas, mas o homem mau tira do seu mau
coração pelejas, dissensões, prostituição, iras, etc. (Mt 7.18-22).
Jotão apresenta algumas árvores em uma parábola
para o seu povo (Jz 9.7-21). As árvores representam o povo de Siquém que
desejavam um rei. Essas árvores eram boas: uma produzia azeite que era
utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra produzia figos que
alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de
libações. Porém o espinheiro, arbusto inútil, representava Abimeleque. Muitos
atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil para Deus ou para a
próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos. Quem vive segundo a carne
se torna um espinheiro, inútil para Deus e para a Igreja.
3. Uma vida infrutífera. Certa
vez, Jesus contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira
(Lc 13.6-9). A figueira sem frutos refere-se primeiramente a Israel, porém ela
também pode ser aplicada aos crentes que professam a Jesus e, no entanto,
insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa. Na parábola, o agricultor
investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as
condições para que produza fruto. Mas caso ela não viesse a frutificar seria
cortada. Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que
você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O propósito do cristão
deve ser viver uma vida que agrada a Deus, caso contrário, não tem valor algum
professar a fé cristã.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Era um costume na Palestina antiga,
assim como hoje, plantar figueiras e outras árvores nas vinhas. Era um meio de
utilizar cada pedaço disponível de boa terra. A figueira aqui, como em todo o
simbolismo bíblico, refere-se a Israel. [...] E foi procurar nela fruto, não o
achando. Embora a figueira estivesse na vinha, ela não tinha outro propósito a
não ser dar fruto. Da mesma forma, Israel só tinha uma razão para ocupar o
primeiro ou qualquer outro lugar: cumprir a missão que lhe fora dada por Deus.
Visto que a figueira era infrutífera, não teria o direito de existir; e visto
que Israel se recusava a cumprir sua missão determinada por Deus, não tinha o
direito de continuar” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 6.
RJ: CPAD, 2006, pp.437-38).
CONCLUSÃO
Quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus.
E a vida sem Deus torna-se infrutífera. Longe do Senhor nos tornamos
espinheiros, nos ferimos e ferimos ao próximo. Busque a Deus e seja uma árvore
frutífera.
PARA REFLETIR
A respeito do perigo das obras da carne, responda:
Qual o significado da palavra concupiscência?
É
um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos
que assediam os homens caídos”.
Para onde nossos desejos impuros nos conduzem?
Nos
conduzem para a morte espiritual.
O que acontece quando o homem deixa de ouvir a voz de Deus e passa a ser
guiado pelos seus desejos?
O
crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa
sem controle, sem qualquer deferência.
O que significa caráter no grego?
No
grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”.
O que é caráter?
Segundo
o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais,
que caracterizam um indivíduo”.
O perigo das obras da carne
Introdução.
No Novo
Testamento, temos a descrição da plena vida no Espírito Santo:
"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos
afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.
Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo
de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai
vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da
perfeição" - Colossenses 3.12-14.
Os
cristãos devem ter uma experiência pessoal da operação do Espírito Santo. Andar
no Espírito, momento após momento. Assim são edificados para habitação de Deus
no Espírito.
Sem a
operação do Espírito Santo na vida do crente, a leitura da Bíblia Sagrada é
inútil para a salvação. Sem a ajuda do Espírito, as Escrituras Sagradas são
meras palavras sem poder, sem Ele ninguém entende o que Deus nos deu pela
graça. O crente deve ouvir a Palavra e ser semelhante ao homem prudente:
colocando em prática tudo o que ouvir. Fazendo assim, permaneceremos firmes
quaisquer que sejam as tempestades que possam assolar a nossa vida (Lucas
6.39-49)..
O
Espírito é Espírito de sabedoria e conhecimento na revelação de quem é Jesus.
Por intermédio dEle encontramos a realidade que o Pai enviou o seu Filho por
amor a nós, e que o Filho morreu, ressuscitou e voltou a sentar-se à direita do
Pai. Porém, sem o Espírito, isto nunca se teria tornado em conhecimento
salvífico para ninguém. É apenas mediante o Espírito que os tesouros que temos
em Cristo nos são revelados (Efésios 3.3-6).
O
Espírito Santo é a prova de que alguém pertence a Cristo, porque o Espírito
Santo é o Espírito de Cristo, e Cristo não pode habitar nos corações através da
fé a não ser pelo Espírito (Romanos 8.9, 14).
I.
A vida conduzida pela concupiscência da carne.
1. A
concupiscência da carne.
Carnal: esta palavra aparece somente no Novo Testamento, embora o termo "carnalmente" seja encontrado três vezes no Antigo Testamento. "Carnal" aparece onze vezes no Novo Testamento, e "carnalmente" apenas uma vez. "Carnal" significa "pertinente à carne". O substantivo em grego (sarx) significa basicamente o corpo de um animal ou de uma pessoa, ou a carne de um animal. No entanto, no Novo Testamento, o termo "carnal" algumas vezes está literalmente relacionado à carne, e algumas vezes à antiga natureza humana corrompida por Adão, que é encontrada em todos os homens.
Ao pecar, o ser humano tornou-se depravado, ficou desprovido da justiça original de Deus e do desejo pelas coisas santas, sua natureza ficou adulterada e cedendo fortemente para o mal. A ênfase da Bíblia é que o homem passe pelo novo nascimento (João 3.3). O crente pode desejar algo, isso não é errado, mas desejos que vêm dominados pela concupiscência da carne devem ser evitados, porquanto eles causam grandes estragos. Os desejos que não ferem em nada a santidade de Deus podem ser cultivados, porém, aqueles que se comprazem na prática do mal, da prostituição, ma corrupção, no sexo explícito, prontamente devem ser rejeitados (2 Timóteo 2.22; Colossenses 3.5; 1 Pedro 2.11; 2 Pedro 1.4; 2.10).
2. A vida guiada pela concupiscência da carne.
Algumas
pessoas pensam que o mundanismo está limitado ao comportamento exterior - as
pessoas com quem nos associamos, os lugares que frequentamos, as atividades que
apreciamos.O mundanismo é também interior, porque começa no coração.
O homem recebeu de Deus o livre-arbítrio e segue sua própria vontade, e é dominado pelas suas próprias tendências, cobiças e paixões. E muitas pessoas não leva Deus em conta, pois não se interessa em possuir conhecimento dEle. Mesmo que possua um pouco deste conhecimento, repudia toda reivindicação de Deus sobre sua vida. O pecado é a decorrência natural da sua personalidade (Gálatas 5.19-21).
O homem recebeu de Deus o livre-arbítrio e segue sua própria vontade, e é dominado pelas suas próprias tendências, cobiças e paixões. E muitas pessoas não leva Deus em conta, pois não se interessa em possuir conhecimento dEle. Mesmo que possua um pouco deste conhecimento, repudia toda reivindicação de Deus sobre sua vida. O pecado é a decorrência natural da sua personalidade (Gálatas 5.19-21).
Há
pessoas que procuram, na sua própria força limitada, na natureza humana, viver
uma vida admirável. Não reconhecem que necessitam de um poder maior do que a
capacidade que possuem, nem o procura. Extraem tudo de si mesmos. Vivem na
carne e qualquer poder que possuam é poder carnal. Tudo que fazem, por mais
bonito que possa parecer, é produção da carne. Portanto, não conseguem agradar
a Deus. Conscientes ou inconscientemente, são inimigos de Deus.
O crente que quiser mandar na sua vida e fazer a sua vontade para agradar a si próprio pode continuar como cristão, mas nunca será vitoriosos no seu viver em geral, e nem terá jamais o testemunho do Espírito na sua consciência cristã de que está em tudo agradando a Cristo e fazendo o seu querer.
3. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos.
Na luta entre quem dominará a mente humana, se o Espírito ou a carne, se percebe a necessidade da mortificação da carne. Algo que se torna possível somente por intermédio do Espírito Santo. Quando não há mais a comunhão com Deus, o compromisso de buscá-lo de todo o coração e mente, o ser humano se torna incontrolável, sem qualquer referência de santidade. Por isso, a Palavra de Deus nos diz que devemos levar "cativo todo entendimento à obediência de Cristo (2 Coríntios 10.5).
II.
A degradação do caráter cristão.
1. O
caráter.
É possível dar a impressão de evitar os prazeres mundanos e ao mesmo tempo abrigar atitudes mundanas no coração.
A grande
questão da queda do homem, que o leva a ter um viver que não agrada a Deus, é
que ele sempre vai preferir a si próprio (2 Timóteo 3.4), posto que está
destituído do amor verdadeiro de Deus, para amá-lo de todo coração e com todas
as suas forças, sempre desejando fazer a sua vontade (Deuteronômio 6.4, 5;
Mateus 22.35-38). Na degradação espiritual o homem procura colocar-se em
primeiro lugar, e passa a ter aversão a Deus, isso porque todo o seu ser está
corrompido pela natureza pecaminosa, quer seja no coração, pensamentos,
sentimentos e vontade, de modo que está em inimizade com o Senhor (Efésios
4.18; Romanos 7.18).
2. O
caráter moldado pelo Espírito.
Não é fácil preservar o caráter íntegro em Deus. Os convites são muitos, as propostas são diversas e as tramas realizadas realizadas são inúmeras para nos afastar do propósito do Evangelho em desenvolver a vida segundo a perspectiva do Reino de Deus.
O Espírito Santo produz o fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas a Ele. Isso abrange nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui. O fruto do Espírito é o caráter de Cristo produzido em nós para que em nosso viver o demonstre ao mundo. Caráter este revelado nos tipos, símbolos, figuras e nas inúmeras profecias messiânicas do Antigo Testamento que tratam do assunto a começar pelos Evangelhos.
Deus estimula o autocontrole, um espírito de generosidade, e o compromisso de servir com humildade. É também possível, como Jesus, amar os pecadores e dedicar-lhe tempo, enquanto um forte compromisso com os valores do Reino de Deus.
3. Ataques ao seu caráter.
Infelizmente,
muitas pessoas degradam o caráter que um dia foi forjada para a glória de Deus.
O apóstolo Pedro nos mostra como isso acontece. O processo não começa da noite
para o dia, ele se dá paulatinamente, aos poucos, e quando menos se percebe
"o cão voltou ao próprio volto (2 Pedro 2.20-22).
III.
Uma vida que não agrada a Deus.
1. Viver
segundo a carne.
Os cristão devem entender o perigo das obras da carne e repudiar isso em suas vidas.
A carne está no seu ponto mais perigoso quando finge ser religiosa, como se fosse glorificar a Deus e salvar a alma humana (Gálatas 6.12, 13). A hipocrisia revestida de religião promove um culto sem renúncia, sem abnegação, cheio de falsa humildade e induz o ser humano ao orgulho denominacional (colossenses 2.23).
Todos nós estamos sujeitos a cair neste mal, mas a partir do momento que o Espírito Santo tem o controle sobre a pessoa, dificilmente as obras da carne terão chance de sobressair. A oração e a vida em vigilância são elementos fundamentais para a luta contra uma vida de pecado, considerando que para Deus não há tamanho de pecado.
2. Vivendo como espinheiro.
Jotão, apresenta algumas árvores em um parábola para o seu povo (Juízes 9.7-21). Na parábola, as As árvores representam o povo de Siquém que desejam um rei. Essas árvores eram boas: uma produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra produzia figos que alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de libações.Porém o espinheiro, arbusto inútil, representa Abimeleque, filho legítimo de Gideão, que desejava usurpar a posição reservada somente ao Senhor como rei de Israel, e com esta ambição egoísta, Abimeleque matou 69 dos 70 meio-irmãos, apenas João sobreviveu porque se escondeu durante a chacina.
Para os dias atuais, a parábola de Jotão alude à necessidade de estabelecer prioridades. Devemos tomar cuidado com os nossos objetivos e meios de alcançá-los, precisamos aprender a viver como árvores frutíferas (Juízes 9.7-15)
3. Uma vida infrutífera.
Conclusão.
É
necessário sempre vigiar e lutar contra a carne. Esta luta não deixa de ser
necessária enquanto estivermos no corpo físico. Paulo nos conclama à luta, e devemos
nos encorajar mutuamente nela. A carne deve ser vencida a tal ponto que
possamos dizer, juntamente com Paulo: "Porque eu, mediante a própria lei,
morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo,
já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho
na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou
por mim" - Gálatas 2.19-20.
Cristo é
o Senhor em todas as áreas de nossa vida. Não há uma só área que não deva ser dirigida
e dominada por Ele.
E.A.G.
Compilação:
Lições Bíblicas - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Comentarista: Osiel Gomes. 1º trimestre de 2017, páginas 21-24, Bangu, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
O Espírito Santo na vida de Paulo, Gordon Chown, edição 1987, páginas 81, 82, 87, 89, 90,125-127, 131, 134, Rio de Janeiro/RJ (CPAD).
Você sabe quais são as
obras da carne e as suas consequências?
As ações que lhe deixam fora do Reino de Deus
É comum
ouvir por aí o quanto a vida é uma guerra. E já que toda guerra é formada por
batalhas, podemos dizer que a maior delas é a que se passa dentro de cada um de
nós.
“Porque a
carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são
opostos entre si (...)” Gálatas 5.17
O
Espírito a que o apostolo Paulo se refere é Deus em nós. Mas o que seria essa
tal de “carne”? A carne aqui são as atitudes que causam a separação entre nós e
Deus; uma mente focada em seus próprios impulsos e desejos e não em praticar o
que a Palavra de Deus orienta. Quando a mente não está focada em fazer a
vontade de Deus, obviamente ela estará suscetível a pensar em tudo o que é contrário
às coisas Divinas, e todos os pensamentos que nutrimos, mais cedo ou mais
tarde, irão transformar-se em ações (quer você queira ou não). E é aí, com
pensamentos totalmente distantes de Deus, que as obras da carne irão
manifestar-se.
“Ora, as
obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias,
dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a
estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que
não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” Gálatas 5.19-21
Você já
parou para refletir em cada uma dessas más obras? Veja só:
-
Prostituição: no
contexto Bíblico, não é apenas o sexo em troca de dinheiro ou bens;
corromper-se também seria uma forma de prostituição moral.
-
Impureza: Tudo o
que tira da pessoa o estado de pureza espiritual, seja pensamentos,
sentimentos, atitudes, etc..
-
Lascívia: é a
maneira de ser de pessoas desregradas. É como se as pessoas perdessem a
vergonha a respeito do pecado.
-
Idolatria: Culto
prestado a ídolos – sejam eles estátuas ou pessoas que passam a ser cultuadas,
e não só isso, mas qualquer coisa ou pessoa que ocupa o primeiro lugar em sua
vida, que deveria ser exclusivo de Deus (leia Êxodo 20.1-7).
-
Feitiçaria:
recorrer a práticas de rituais que contrariam a Palavra de Deus e que visam a
obtenção de resultados ou favores.
-
Inimizade: É ter
total aversão a uma ou mais pessoas.
- Porfia: Discussão não no sentido de
chegar a um objetivo, mas no de contenda, polêmicas.
- Ciúmes: é um sentimento de posse da
outra pessoa, obsessão.
- Ira: A própria Bíblia fala “irai-vos
e não pequeis”, porque o pecado acontece quando a raiva não é resolvida e se
transforma em um desejo de vingança.
-
Discórdias, dissensões e facções: observem como um vai atraindo o outro. O que
começa por uma simples desarmonia ou desentendimento (discórdia) pode evoluir
para uma divergência de opiniões (dissensão), até finalmente chegar a uma
separação do grupo ou pessoa discordante (facção). E para isso o próprio Senhor
Jesus alertou que um reino dividido contra si mesmo não subsiste (leia Marcos
3.24).
-
Inveja: sentir
pesar pela felicidade do outro e querer possuir o que o outro tem (tirar dessa
pessoa).
-
Bebedices (vício da
embriaguez) e glutonarias (comer sem nenhum controle): demonstram a
falta de equilíbrio. E se a pessoa não o tem em coisas tão simples sobre si
mesma, o terá em outras que afetam os demais?
E
não só as listadas acima, mas também qualquer coisa semelhante a essas é
condenável.
Porém,
antes de apresentar essa lista com as obras da carne, Paulo, inspirado por
Deus, apresenta a solução para não viver sob seu julgo: andar em Espírito.
“Digo,
porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” Gálatas 5.16
Observe
o que Ele diz: que fazendo isso jamais você dará espaço para a sua carne.
Mas o que
seria andar em Espírito? Se praticar ações contrárias à vontade Deus se origina
de pensamentos voltados às coisas do mundo, o contrário também é verdadeiro, e
pensar em Deus é buscar aquilo que é bom e agradável.
“Finalmente,
irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo,
tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma
virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso
praticai; e o Deus da paz será convosco.” Filipenses 4.8,9
Quando se
está em Espírito, rapidamente é detectado qualquer pensamento contrário, que se
neutraliza com o uso da fé, sacrificando os desejos que só levam ao sofrimento
de uma vida distante de Deus – ainda que em um primeiro momento eles pareçam
bons e interessantes. Só assim você irá garantir a permanência no Reino
de Deus e futura entrada no Reino dos Céus.
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
“Digo,
porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque
a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são
opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei” (Gl 5.16-18).
Quem anda
no Espírito, não necessita satisfazer a concupiscência da carne. Age como um
cidadão dos céus e investe no céu, não necessitando da lei (5.16). Carne e
espírito são dois extremos existentes em nós e satisfazer a carne significa
egoísmo, satisfazer o espírito é altruísmo (5.17). Guiar-se pelo Espírito é
desfrutar da plena liberdade, é esquecer-se que há lei (5.18).
A palavra
grega sarx, “carne”, tem vário significado na Bíblia, principalmente nas
epístolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o corpo, o ser humano (Rm
1.3), o pecado (v. 24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8).
O
contexto quando corretamente interpretado determina o significado da palavra.
Aqui significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural.
Da mesma maneira a palavra grega pneuma, “espírito” que se aplica ao Espírito
Santo, espírito humano, aos anjos e aos espíritos imundos. É preciso atentar
bem para o contexto da referência em apreço para verificar o sentido do termo.
I.
CLASSIFICAÇÃO DAS OBRAS DA CARNE
1.
Pecados de ordem moral.
“Ora, as
obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias,
dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a
estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que
não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).
A.
Prostituição – a
palavra grega usada é pornéia, que abrange todo o tipo de impureza sexual. Aqui
estão incluídos todo tipo de pornografia, como quadros filme, produções
pornográficas. Verifique ainda outros textos que apresentam a mesma expressão:
(Mateus 5.32, 19.9, Atos 15.20,29, 21.25, 1ª Coríntios 5.1).
B.
Impureza – a
palavra grega akatharsia se refere aos pecados sexuais, atos pecaminosos,
vícios e também pensamentos e desejos impuros. Outros textos que usam a mesma
expressão são: Efésios 5.3, Colossenses 3.5.
C.
Lascívia – é a
palavra grega aselgeia, que é a sensualidade. É seguir as próprias paixões a
ponto de perder a vergonha. É a porta aberta para uma vida de dissolução
completa, controlada totalmente pelas paixões carnais.
2.
Pecados de ordem religiosa.
A.
Idolatria – do
grego, eidolatria, é a adoração a espíritos, pessoas ou ídolos, ou a confiança
em pessoas, instituições ou pessoas, atribuindo-lhe força e poder.
B.
Feitiçarias – o
termo grego é pharmakeia, que envolve a dominação de espíritos, magia negra,
adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da
feitiçaria. Você ainda pode examinar os textos de Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21;
18.23.
3.
Pecados de ordem social.
A.
Inimizades – a
palavra grega echthra envolve intenções e ações fortemente hostis; antipatia e
inimizade extremas.
B.
Porfias – do
grego, eris, abrange as brigas, oposição, luta por superioridade e pode ser
encontrado também em Rm 1.29; 1ª Co 1.11; 3.3.
C.
Emulações – no
grego, zelos fala de ressentimento, inveja amargurada do sucesso dos outros.
Outros textos: Rm 13.13; 1ª Co 3.3.
D. Iras – do grego, thumos é a palavra
grega que significa a ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e
ações extremamente violentas. Veja Cl 3.8.
E.
Pelejas – do
grego, eritheia é a ambição egoísta e a cobiça do poder, que pode ser
encontrada também em 2ª Co 12.20 e Fp 1.16,17.
F.
Dissensões – do
grego dichostasia, diz respeito aos grupos divididos dentro da congregação,
formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja Deus sempre se
preocupou com a unidade do seu povo, veja 1ª Co 11.19.
G.
Heresias – do
grego hairesis , significa introduzir ensinos cismáticos na congregação
sem qualquer respaldo na Palavra de Deus, como em Rm 16.17.
H.
Invejas – aqui
encontramos o termo fthonos, significando a antipatia ressentida contra outra
pessoa que possui algo que não temos e queremos. É a inconformidade pois “ele
tem e eu não!”.
I.
Homicídios – phonos
é matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de
Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas
conexas.
J.
Bebedices –
continuando a idéia anterior, methe faz referência ao descontrole das
faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
L.
Glutonarias – do
grego, komos diz respeito às diversões, festas com comida e bebida de modo
extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As
palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem
se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino
de Deus, não terá salvação pois apenas se preocupou em aparentar e não em
viver. Veja ainda 1ª Co 6.9.
II. OBRAS
DO ESPÍRITO
“Mas o
fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl
5.19-23).
Agora
passamos a verificar as características do Fruto do Espírito, que,
diferentemente das obras da carne passa a ser apresentado como uma unidade. É O
único fruto que será produzido pelo Espírito de Deus. Não existe a
possibilidade de ser diferente, pois não depende do indivíduo, mas sim da ação
específica do Espírito de Deus.
O fruto
do Espírito é o resultado de uma vida redimida pela fé em Jesus. Não é o
resultado de uma imposição religiosa ou qualquer sistema religioso legalista.
É o modo
de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta
maneira de viver se realiza no crente quando ele permite que o Espírito dirija
e influencie sua vida de tal maneira que subjugue o poder do pecado,
especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus. O Espírito Santo
é quem faz essas coisas na vida do cristão. É por isso que o apóstolo diz que:
“contra essas coisas não há lei (v.23). “...pelos frutos sois conhecidos”
(Mateus 7.16).
O fruto
do Espírito inclui:
1.
Caridade (Amor) – A
palavra grega ágape, nos fala de um amor que apresenta o interesse e a busca do
bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca. Os textos de Romanos 5.5;
1ª Coríntios 13; Efésios 5.2 e Colossenses 3.14 ainda podem ser observados
adicionalmente.
2. Gozo – Aqui temos o termo grego
chara, a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas
promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem
em Cristo. Leia ainda Salmo 119.16; 2ª Coríntios 6.10 e 12.9 e ainda 1ª Pedro
1.8.
3. Paz – No grego eirene, que é a
quietude no coração e na mente, baseados na convicção de que tudo vai bem entre
o crente e seu Pai celestial. Pode ser ainda observada em Romanos 15.33;
Filipenses 4.7; 1ª Tessalonissenses 5.23 e também Hebreus 13.20.
4.
Longanimidade – O
termo grego é makrothumia, que fala de perseverança e paciência, a capacidade
de ser tardio para irar-se ou para o desespero. Outros textos são Efésios 4.2;
2ª Timóteo 3.10 e também Hebreus 12.1.
5.
Benignidade – No
grego chrestotes significa não querer magoar a ninguém, nem mesmo lhe provocar
qualquer tipo de dor. Leia ainda Efésios 4.32; Colossenses 3.12 e 1ª Pedro 2.3.
6.
Bondade – A
palavra grega agathosune é o zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao
mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lucas 7.37-50) ou na repreensão e na
correção do mal (Mateus 21.12,13).
7. Fé – Aqui a palavra grega pistis é
convicção da verdade de algo, fé; de uma convicção ou crença que diz respeito
ao relacionamento do homem com Deus e com as coisas divinas, geralmente com a
idéia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela; a
convicção de que Deus existe e é o criador e governador de todas as coisas, o
provedor e doador da salvação eterna em Cristo; fé com a idéia predominante de
confiança (ou confidência) seja em Deus ou em Cristo, surgindo da fé no mesmo;
convicção ou fé forte e benvinda de que Jesus é o Messias, através do qual nós
obtemos a salvação eterna no reino de Deus; é a lealdade constante e inabalável
a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e
honestidade. Você pode ainda examinar Mateus 23.23; Romanos 3.3; 1ª Timóteo
6.12; 2ª Timóteo 2.2; 4.7; Tito 2.10.
8.
Mansidão – No
grego prautes, que é a moderação, associada à força e à coragem; descreve
alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também
humildemente submeter-se quando for preciso. Temos os exemplos de Jesus, de
Paulo e de Moisés: 2ª Timóteo 2.25; 1ª Pedro 3.15; para a mansidão de Jesus,
cf. Mateus 11.29 com 23; Marcos 3.5; a de Paulo, cf. 2ª Coríntios 10.1 com
10.4-6; Gálatas 1.9; a de Moisés, cf. Números 12.3 com Êxodo 32.19,20.
9.
Temperança - A
palavra grega egkrateia, apresenta o controle ou domínio sobre nossos próprios
desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza.
Leia ainda 1ª Coríntios 7.9; Tito 1.8; 2.5.
Esse
Fruto só é experimentado por quem vive LIVRE. Sujeitar-se novamente à lei é
provar algo insosso, é não provar os sabores do fruto. Na verdade, esse fruto
já foi explicado por Cristo em João 15.2. “Se vivemos no Espírito, andemos
também no Espírito” (5.25). PARODIANDO: “Se vivemos na Liberdade de Cristo,
Frutifiquemos os 9 sabores do Espírito”. Por fim, Paulo nos chama a viver em
humildade, respeitando e evitando invejas e facções (5.26) porque a carne já
está crucificada (5.24).
“E os que
são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e
concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl
5.24-25).




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