terça-feira, 21 de janeiro de 2014

AS PRAGAS DO EGITO E AS PROPOSTAS DO FARAÓ A MOISES


AS PRAGAS DO EGITO E As Quatro Propostas de Faraó

Nesta famosa passagem bíblica (Ex 6.28-10.29), vemos o poder do Deus Hebreu manifestando-se a uma grande nação, os Egípcios.

Vemos também a fé que teve Moisés em aceitar a missão de vida, de liderar e libertar, seu povo, os Hebreus, do cativeiro de escravidão do Faraó naqueles tempos.

Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (o título dado ao monarca do Egito) a reconhecer e a confessar que o Deus dos Hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito (Ex 9.16; 1Sm 4.8).

Agindo assim, o Deus dos Hebreus mostrou aos povos a sua força (grandiosidade) e a sua aliança com o povo Hebreu.

Quando o Deus dos Hebreus instrui Moisés para que ele volte e conduza seu povo, os Hebreus, para a terra prometida, Faraó, não reconheceu a autoridade de Moisés e muito menos do seu Deus. Proibindo que os Hebreus deixem o Egito.

Primeiramente o Deus dos Hebreus manda Moisés e Arão falar com Faraó informar que este deveria deixar o povo Hebreu ir embora do Egito. Faraó, por sua vez, duvidando da autoridade deles face ao poder dos seus Deuses pediu uma prova do poder que Moisés e Arão exerciam naquele tempo.

Desta forma, o Deus dos Hebreus instrui a Arão a lançar sua vara (cajado) ao chão pois esta se transformará numa serpente, impressionando o Faraó. Ao fazer isso Faraó, indignado com o “feitiço dos Hebreus” manda chamar todos os sábios do Egito e ordena que eles façam o mesmo a suas varas, numa tentativa de desqualificar o sinal dado por pelo Deus dos Hebreus. Ao fazerem isso, a vara (cajado), de Arão engoliu todas as outras varas, ou seja, a serpente do Deus dos Hebreus subjugou todas as outras serpentes o que nos revela a força superior do seu poder sobre qualquer feitiço humano sobre, crenças e atos de ocultismo, tão comuns naqueles tempos.

Vejamos abaixo algumas outras formas que o Deus dos Hebreus mostrou-se poderoso aos Deuses do Egito, fazendo com que Faraó, mesmo contra a sua vontade permitisse que os Hebreus fossem prestar culto ao seu Deus no deserto e depois tendo ele persseguido-os pelo deserto até o Mar Vermelho.
 


AS PRAGAS*
*REFERÊNCIA*
*DIVINDADE EGÍPCIA ANTIGA*
Águas se formaram em sangue
Êxodo 7.14-25
 
Knum: guardião do Nilo; Haspi: espírito do Nilo; Osiris: O Nilo era seu sangue.
Rãs
Êxodo 8.1-15
Hect: com aspecto de rã; deus da ressurreição
Piolho
Êxodo 8.1-19
  -
Moscas
Êxodo 9.20-32
  -
Peste nos Animais
 
Êxodo 9.1-7
 
Hator: deusa-mãe com forma de vaca; Apis: o touro do deus; Ptá: Símbolo da fertilidade; Mnevis: touro sagrado de Heliópolis
Úlceras
Êxodo 9.8-12
*Imotep: deus da medicina
Chuva de Pedras
Êxodo 9.13-25
Nut: deusa do céu; Ísis: deusa da vida; Set: protetor das colheitas
Gafanhotos
Êxodo 10.1-20
Isis: deusa da vida; Set: protetor das colheitas
Trevas
Êxodo 10.21-29
Rá, Aten, Atum, Horus: todos deuses do sol
Morte dos Primogênitos
Êxodo 11.1-12,36
Osiris: A divindade de Faraó; o doador da vida

1) Água em sangue (Êx. 7:14-24) – A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. (Êx 7:19-21)

 

2) Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

 

3) Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

 

4) Moscas (Êx. 8:20-32)- A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedí-la,nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

 

5) Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

 

6) Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

 

7) Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osiris – deus de fogo.

 

8) Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

 

9) Escuridão total (Êx. 10:21-23)- Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

 

10) Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá.

 Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.

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1) Água em sangue (Êx. 7:14-24) – A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. (Êx 7:19-21)

2) Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

3) Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

4) Moscas (Êx. 8:20-32)- A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedí-la,nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

5) Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

6) Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

7) Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osiris – deus de fogo.

8) Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

9) Escuridão total (Êx. 10:21-23)- Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

10) Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá.

Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.

– A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. (Êx 7:19-21)

 

2) Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

 

3) Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

 

4) Moscas (Êx. 8:20-32)- A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedí-la,nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

 

5) Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

 

6) Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

 

7) Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osiris – deus de fogo.

 

8) Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

 

9) Escuridão total (Êx. 10:21-23)- Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

 

10) Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá.

 Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.

1.As águas do Nilo viraram sangue. Na passagem Êxodo 7:17 até 18, veja como foi nos versículos 17 até 18: ”17. Assim diz o Senhor: Nisto você saberá que eu sou o Senhor: com a vara que trago na mão ferirei as águas do Nilo, e elas se trans­formarão em sangue. 18 Os peixes do Nilo morrerão, o rio ficará cheirando mal, e os egípcios não suporta­rão beber das suas águas”.
 

Capítulo 7.

20. E Moisés e Arão fizeram assim como o SENHOR tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue,

21. E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.

22. Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito.

23. E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda nisto pôs seu coração.

24. E todos os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio.

25. Assim se cumpriram sete dias, depois que o SENHOR ferira o rio.

 

1 - Águas em Sangue: (7.14-11.10)

Os egípcios tributavam honras divinas ao rio Nilo, e reverenciavam-no como o primeiro dos seus deuses. Diziam que ele era o rival do céu, visto como regava a terra sem o auxílio de nuvens e de chuva. O fato de se tornar em sangue a água do sagrado rio, durante sete dias, era uma calamidade, que foi causa de consternação e terror, além de confrontar diretamente a divindade Egípcia (Ex 7.14...). Provavelmente essas águas entraram em outros locais, porque o Nilo era a principal fonte do sistema hidrográfico do Egito. A bíblia nos revela que a mudança da água foi tão grande que matara os peixes (Ex 7.21), tornando-a imprópria para o consumo humano. Os egípcios viram-se obrigados a cavar poços para terem água para beber (Ex 7.24).

 

Êxodo 7:17-18: Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue.

E os peixes, que estão no rio, morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio.
 

Êxodo 8.1. Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2. E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.

3. E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e as casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras.

4. E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.

5. Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com tua vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.

6. E Arão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito.

7. Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

8. E Faraó chamou a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.

9. E disse Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, e fiquem somente no rio?

10. E ele disse: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme à tua palavra, para que saibas que ninguém há como o SENHOR nosso Deus.

11. E as rãs apartar-se-ão de ti, das tuas casas, dos teus servos, e do teu povo; somente ficarão no rio.

12. Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao SENHOR por causa das rãs que tinha posto sobre Faraó.

13. E o SENHOR fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas casas, nos pátios, e nos campos.

14. E ajuntaram-se em montões, e a terra cheirou mal.

15. Vendo, pois, Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito.

 

2.Infestação de rãs. Essa parte já começa em Êxodo 8 versículo 1. Confira um trecho: “1 O Senhor falou a Moisés: “Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor: Deixe o meu povo ir para que me preste culto. 2 Se você não quiser deixá-lo ir, mandarei sobre todo o seu território uma praga de rãs. 3 O Nilo ficará infestado de rãs. Elas subirão e entrarão em seu palácio, em seu quarto, e até em sua cama; esta­rão também nas casas dos seus conselheiros e do seu povo, dentro dos seus fornos e nas suas amassadeiras.”

2- A praga das rãs: (8.1-15)

Na praga das rãs foi o próprio rio sagrado um ativo instrumento de castigo, juntamente com outros dos seus deuses. A rã era um animal consagrado ao Sol, sendo considerada um emblema de divina inspiração nas suas intumescências. O repentino desaparecimento da praga foi uma prova tão forte do poder de Deus, como o seu aparecimento. As rãs sugiram no Nilo e em outros volumes de água (Ex 8.5), pelas palavras em hebraico que reportam os fatos, elas informam que as rãs vieram do lodo dos pântanos, local onde as águas brotavam. As pragas da rãs infestavam o Egito, adentrando nos cômodos, nas camas, fornos, tigelas, não só das habitações do povo Egípcio, mas também do Faraó e de seus oficiais.
 

Êxodo 8.16. Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.

17. E fizeram assim; e Arão estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito.

18. E os magos fizeram também assim com os seus encantamentos para produzir piolhos, mas não puderam; e havia piolhos nos homens e no gado.

19. Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o SENHOR tinha dito.

 

3.Infestação de Piolhos. A terceira praga já vem a partir do versículo 16 de êxodo 8.

3- Piolhos: (8.16-19)   

A praga dos piolhos foi particularmente uma coisa horrorosa para o povo egípcio, tão escrupulosamente asseado e limpo. Dum modo especial os sacerdotes rapavam o pelo de todo o corpo de três em três dias, a fim de que nenhum parasita pudessem achar-se neles, enquanto serviam os seus deuses. Estes piolhos atingiram os homens e o gado do Egito. Infestavam- lhes a pele, ouvidos, narizes e os olhos, causando muito irritação, e em alguns casos, levando-os a morte. Esta praga abalou os próprios magos, pois, em conseqüência da pequenez desses insetos, eles não podiam produzi-los pela ligeireza de mãos, sendo obrigados a confessar que estava ali o "dedo de Deus" (Ex 8.19).
 

Capítulo 8.

20. Disse mais o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de Faraó; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

21. Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem.

22. E naquele dia eu separarei a terra de Gósen, em que meu povo habita, que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o SENHOR no meio desta terra.

23. E porei separação entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este sinal.

24. E o SENHOR fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó e às casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egito; a terra foi corrompida destes enxames.

25. Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.

26. E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao SENHOR nosso Deus a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles?

27. Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus, como ele nos disser.

28. Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao SENHOR vosso Deus no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim.

29. E Moisés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao SENHOR, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao SENHOR.

30. Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao SENHOR.

31. E fez o SENHOR conforme a palavra de Moisés, e os enxames de moscas se retiraram de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma só.

32. Mas endureceu Faraó ainda esta vez seu coração, e não deixou ir o povo.

 

4.Infestação de Moscas. Novamente o Faraó ainda com o coração duro e não quis liberar o povo de Israel. Esta praga está em Êxodo 8 a partir do versículo 20.

4- Moscas: (8.20-32)

As três primeiras pragas sofrem-nas os egípcios juntamente com os israelitas, mas por ocasião da proteção de Deus ao seu povo que tinha escolhido (Ex 8.20-23) ele poupou os habitantes das terras de Gósen. Este milagre seria, em parte, contra os sagrados escaravelhos, adorados no Egito, porque não está claro no texto, embora com forte inclinação, de que se tratavam de insetos conhecidos como besouros, moscardo, tavão ou moscão. Sabe-se que no Egito era considerado errado matar alguns tipos besouros, pois acreditavam serem insetos sagrados. Desta forma podemos imaginar esses enxames de insetos entrando nas casas, destruindo mobília, e utensílios diversos, tornando a vida dos egípcios insuportável. A bíblia nos informa que não havia poder humano que pudesse vencer esses insetos.

 

1ª Proposta – Nesta Terra

“Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao SENHOR nosso Deus a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles”. Êxodo 8:25-26

O Senhor já havia enviado quatro pragas sobre o Egito (águas em sangue, rãs, piolhos e moscas) para forçar Faraó, que é tipo do inimigo, a libertar o povo de Israel do seu julgo, mas ele resistia. Neste momento Faraó faz sua proposta aos servos do Senhor.

O inimigo procura lutar para que o homem não se libere do seu julgo. Ele insiste para manter o homem preso e escravizado no seu reino, e quando muito, procura propor de maneira sutil, que este sirva a Deus (o sacrificar) sem sair do mundo. Ele tenta convencer o homem que para servir a Deus não precisa deixar a vida mundana e pecaminosa que muitas vezes ele leva. Quando o homem se deixa seduzir por esta proposta, os resultados são terríveis, pois o homem se torna profanador das coisas do Senhor e um crente mundano, trazendo um mal testemunho e escandalizando o Evangelho. As religiões têm aceitado esta proposta com muito boa vontade, deixando de dar ouvidos às palavras do Senhor Jesus: “Não podeis servir a dois senhores...”

 

A Resposta

A resposta de Moisés foi: “Não convém que façamos assim...”

Não existe o caso de servir ao Senhor sem deixar o mundo (Egito). Deus não aceita tal sacrifício. Tenta ser servo sem renunciar ao mundo e ao pecado é abominação diante do Senhor. Os que hoje em dia proclamam serem sevos do Senhor, mas têm vida mundana são citados pelo Senhor, quando diz:

“Este povo me louva com lábios, mas o seu coração está longe de mim”

 

2ª Proposta – Não Vades Longe

 “Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao SENHOR vosso Deus no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim. E Moisés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao SENHOR, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao SENHOR. Êxodo 8:28-29

O inimigo procura convencer o servo a não se afastar demais do mundo, a manter uma certa distância dele. O propósito desta proposta é convencer o servo de que ele não precisa se santificar nem se consagrar muito ao Senhor. Não precisa ser “fanático” e nem abrir mão de certas coisas que o mundo oferece, nem deixá-las totalmente. Não precisa ir ao culto todos os dias (certos maridos de servas dizem isto), isto é um exagero. Não precisa deixar coisas tão boas como ir à praia, ao cinema, a uma festinha com os amigos, e não precisa deixar os modismo do mundo para não parecer arcaico. O inimigo quer é manter o servo ao alcance da sua mão, não permitindo que se afaste muito dele, pois a hora que quiser o puxa de volta para seu reino. A Palavra do Senhor diz: “Sede santos porque Eu sou santo”, e também: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”.

O propósito do inimigo é causar confusão e insegurança, o que leva a mornidão. Quando Faraó pede a Moisés que ore por ele, isso representa um propósito do inimigo em estabelecer uma obra de confusão, misturando algo que é espiritual (oração) com as coisas deste mundo.

 

A Resposta

Moisés mais uma vez não aceitou aquela proposta e reconheceu que nela havia um engano e um laço de mentira. O servo do Senhor não pode dar brechas nem aceitar as coisas deste mundo, pois ainda que aparentemente inofensiva, trazem por trás o propósito destrutivo do inimigo que com disfarces tenta nos enganar.
 
 

Êxodo 9.1. Depois o SENHOR disse a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2. Porque se recusares deixá-los ir, e ainda por força os detiveres,

3. Eis que a mão do SENHOR será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima.

4. E o SENHOR fará separação entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios, para que nada morra de tudo o que for dos filhos de Israel.

5. E o SENHOR assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o SENHOR esta coisa na terra.

6. E o SENHOR fez isso no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.

7. E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel não morrera nenhum; porém o coração de Faraó se agravou, e não deixou ir o povo.

 

5.Morte dos Animais. A partir de Êxodo 9 já começa a peste nos animais do Egito.

5- Peste no gado: (9.1-7)

A quinta praga se declarou no dia seguinte, em conformidade com a determinação divina (Ex 9.1). Outra vez é feita uma distinção entre os egípcios e o povo hebreu. Quase todo o gado dos egípcios foi fortemente atacado por essa praga, escapando à mortandade o gado dos israelitas. Este milagre foi diretamente operado pela mão de Deus, sem a intervenção de Arão, embora Moisés fosse mandado a Faraó com o usual aviso de libertar seu povo.
 

Êxodo 9.8. Então disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Tomai vossas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;

9. E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.

10. E eles tomaram a cinza do forno, e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a espalhou para o céu; e tornou-se em sarna, que arrebentava em úlceras nos homens e no gado;

11. De maneira que os magos não podiam parar diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos, e em todos os egípcios.

12. Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés.

 

6.Pragas das Chagas nos egípcios, a partir de Êxodo 9:8.

6- Úlceras e tumores: (9.8-12)

A sexta praga mostra que, da parte de Deus, tinha aumentado a severidade contra Faraó, pela sua teimosia em libertar o povo Hebreu. Pois como informa a bíblia, Faraó era obstinado, de coração enrigecido. E aparecia agora também Moisés como executor das ordens divinas; com efeito, tendo ele arremessado no ar, na presença de Faraó, uma mão cheia de cinzas, caiu uma praga de úlceras sobre o povo e nos animais. O milagre consiste na multiplicação destas cinzas e a transformação dela em pó úmido que levaram o povo egípcio a desenvolverem furúnculos, sarnas e uma vasta gama de doenças na pele.
 

Capítulo 9.

13. Então disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva;

14. Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra.

15. Porque agora tenho estendido minha mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência, e para que sejas destruído da terra;

16. Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.

17. Tu ainda te exaltas contra o meu povo, para não o deixar ir?

18. Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.

19. Agora, pois, envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo o homem e animal, que for achado no campo, e não for recolhido à casa, a saraiva cairá sobre eles, e morrerão.

20. Quem dos servos de Faraó temia a palavra do SENHOR, fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;

21. Mas aquele que não tinha considerado a palavra do SENHOR deixou os seus servos e o seu gado no campo.

22. Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre o gado, e sobre toda a erva do campo, na terra do Egito.

23. E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o SENHOR deu trovões e saraiva, e fogo corria pela terra; e o SENHOR fez chover saraiva sobre a terra do Egito.

24. E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, tão grave, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação.

25. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda a erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo.

26. Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia saraiva.

27. Então Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o SENHOR é justo, mas eu e o meu povo ímpios.

28. Orai ao SENHOR (pois que basta) para que não haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui.

29. Então lhe disse Moisés: Em saindo da cidade estenderei minhas mãos ao SENHOR; os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; para que saibas que a terra é do SENHOR.

30. Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do SENHOR Deus.

31. E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho na haste.

32. Mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque estavam cobertos.

33. Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, da cidade, e estendeu as suas mãos ao SENHOR; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra.

34. Vendo Faraó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, pecou ainda mais; e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.

35. Assim o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o SENHOR tinha dito por Moisés.

 

7.Chuva de Pedras. A partir de Êxodo 9:18 até 19 veja o trecho: “18 Amanhã, a esta hora, enviarei a pior tem­pestade de granizo que já caiu sobre o Egito, desde o dia da sua fundação até hoje. 19 Agora, mande recolher os seus rebanhos e tudo o que você tem nos campos. Todos os homens e ani­mais que estiverem nos campos, que não tive­rem sido abrigados, serão atingidos pelo granizo e morrerão”.

7- A paga do Granizo e o Fogo: (9.13-35)

Houve, com certeza, algum intervalo entre esta praga e a praga de nº 6, porque os egípcios tiveram tempo de ir buscar mais gado à terra de Gósen, onde estavam os israelitas. É também evidente que os egípcios tinham por esta ocasião um salutar temor de Deus de Israel, e a tempo precaveram-se contra a terrível praga dos trovões e do granizo (Ex 9.20), mesmo assim essa praga, ao que parece, foi a mais danosa aos egípcios, pois destruía as propriedades suas plantações, levando fome ao povo egípcio. Vale salientar que essa praga, tais fenômenos climáticos eram desconhecidos do povo egípcio, o que deve ter provocado, muito mais pânico na sociedade.
 

Capítulo 10.

1. Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles,

2. E para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR.

3. Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva;

4. Porque se ainda recusares deixar ir o meu povo, eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos.

5. E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo;

6. E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que se acharam na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó.

7. E os servos de Faraó disseram-lhe: Até quando este homem nos há de ser por laço? Deixa ir os homens, para que sirvam ao SENHOR seu Deus; ainda não sabes que o Egito está destruído?

8. Então Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR vosso Deus. Quais são os que hão de ir?

9. E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao SENHOR.

10. Então ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face.

11. Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.

12. Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham sobre a terra do Egito, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.

13. Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos.

14. E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egito, e assentaram-se sobre todos os termos do Egito; tão numerosos foram que, antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá.

15. Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito.

16. Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o SENHOR vosso Deus, e contra vós.

17. Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao SENHOR vosso Deus que tire de mim somente esta morte.

18. E saiu da presença de Faraó, e orou ao SENHOR.

19. Então o SENHOR trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.

20. O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.
 
8.Infestação de Gafanhotos. A partir de Êxodo 10.
8- Os gafanhotos: (9.28-21)
Esta praga atacou o reino vegetal. Foi um castigo mais terrível que os outros, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de vegetais. E essa praga veio, principalmente para destruir o resto de alimento que havia no Egito, as provisões que haviam escapado as outras pragas.   Nesta ocasião os conselheiros de Faraó pediram com instância ao rei que se conformasse com o desejo dos mensageiros de Deus, fazendo-lhes ver que o país já tinha sofrido demasiadamente (Ex 10.7). Faraó cedeu até certo ponto, permitindo que somente saíssem do Egito os homens, deixando no Egito sua família e rebanhos; mas mesmo isto foi feito com tão má vontade que mandou sair da sua presença a Moisés e Arão (Ex 10.7-11). Moises, mais uma vez insistiu que todos fossem libertos, inclusive seus rebanhos, mas o Faraó relutava em apenas liberar os homens. Foi então que uma vez mais estendeu Moisés o seu braço à ordem de Deus, cobrindo-se a terra de gafanhotos, destruidores de toda a vegetação que tinha escapado da praga anterior. Outra vez prometeu o monarca que deixaria sair os israelitas, mas sendo a praga removida, não cumpriu a sua palavra.
 
3ª Proposta – Somente os Homens
 “E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao SENHOR. Então ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó”. Êxodo 10:9-11
A intenção de Faraó era manter os familiares dos israelitas presos no Egito, libertando somente os homens para que em breve voltassem por causa das esposas e filhos e fossem presos novamente. Esta proposta mostra a intenção do adversário em impedir que toda a família sirva ao Senhor, e seja assim usada para dificultar a caminhada daquele que já foi liberto. Se o servo não discernir isso, por qualquer desculpa ele deixa de levar sua esposa e filhos para igreja, principalmente na escola dominical, quando muitos têm pena de acordar as crianças cedo, depois de uma semana de escola e tudo mais. Muitas vezes as esposas preferem ficar em casa vendo telenovelas e os esposos aceitam isso passivamente. Com isso a família vai permanecendo no mundo. Alguns pensam que a criança vai dar trabalho na igreja, ou que é pequena demais para entender o culto. Tudo isso são desculpas que são induzidas pelo inimigo, pois ele sabe o bem que a igreja nos faz.
 
A Resposta
Josué falou: “Eu e a milha casa serviremos ao Senhor” O propósito de salvação do Senhor é para toda a família e nós precisamos despertar para este fato e lutar para manter a nossa família na presença do Senhor. É triste ver que alguns servos vão sozinhos para igreja deixando seus filhos em casa, se preocupando de coisas que muitas vezes não edificam suas vidas Paulo falou: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo tu e tua casa”.
 
 

Êxodo 10. 21. Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem.

22. E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.

23. Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.

24. Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

25.Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR nosso Deus.

26. E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao SENHOR nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá.

27. O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir.

28. E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.

29. E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.
 

9.Escuridão por 3 dias. Conhecida também as a Praga das Trevas na bíblia. Êxodo 10.

9- Três dias de escuridão: (10.21-29)

 A praga das trevas mostraria a falta de poder do deus do sol, ao quais os egípcios prestavam cultos face ao poder do Deus dos Hebreus. Caiu intempestivamente a nova praga sobre os egípcios, havendo uma horrorosa escuridão sobre a terra durante três longos dias (Ex 10.21). Mas, os israelitas tinham luz nas suas habitações. Faraó já consentia que todo o povo deixasse o Egito, devendo, contudo, ficar o gado. Moisés, porém rejeitou tal solução. Sendo dessa forma a cegueira do rei, anunciou à última e a mais terrível praga que seria a destruição dos primogênitos do Egito (Ex 10.24-11.8). Afastou-se Moisés irritado da presença de Faraó cujo coração estava ainda endurecido (Ex 11.9,10). Muitos estudiosos afirmam que tal praga deve-se ao fenômeno existente naquela região chamado de hamsin, que seria uma tempestade de areia extremamente temida no oriente, e esta tempestade teria provocado essa praga. Mas o milagre consiste que esta praga foi posta graça a palavra de Deus, ordenança, e apenas ocorreu ao povo Egípcio, não ocorrendo ao povo Hebreu.

 

4ª Proposta – Vossas Ovelhas e Vossas Vacas

“Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR nosso Deus. E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao SENHOR nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá”. Êxodo 10:24-26

Os israelitas não possuíam ovelhas e vacas somente para alimentar, mas principalmente para sacrifícios. Faraó sabia disso e queria que o povo servisse a Deus, mas não tivesse o que sacrificar ao Senhor e o sacrifício era o principal fundamento na adoração naquele tempo. O sacrifício, que era a ovelha, aponta para o Senhor Jesus. O que o inimigo quer nesta hora é que o homem tenha uma religião, mas sem Jesus, pois ele é o fundamento da fé para a salvação. Ele é o caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai ao Pai, senão por Ele. Hoje em dia existem muitos que já aceitaram esta proposta do inimigo: professam uma fé que não esta ligada a Jesus. Todas elas são exemplos de religiões que excluíram o Senhor Jesus, que se entregou por nós como sacrifício vivo pelos nossos pecados, relegando-o a um plano muito aquém do que Ele merece. Esses tipos de religiões estão sendo ensinados até às crianças hoje em dia, conforme a sugestão do inimigo, para que elas sejam enganadas desde cedo.

 

A Resposta

Moisés mais uma vez respondeu: “Também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará”. A revelação do Senhor Jesus tudo que temos, é a nossa vida e o nosso tesouro maior. Tudo devemos dedicar a Ele, pois nos espera caminho de três dias (ressurreição, vida nova, eternidade). O mundo não nos interessa, e nem uma unha, a mínima coisa deve ser concedida ao inimigo. Tudo pertence ao Senhor.

 

Comentário Final

A última proposta de Faraó é semelhante à primeira, pois uma obra sem Jesus é o mesmo que permanecer no mundo e no pecado.

A posição do servo deve ser a mesma de Moisés, firme e não aceitar os acordos do mundo.

 

 

 

Êxodo – Capítulo 11.

1. E o SENHOR disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui.

2. Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro.

3. E o SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios; também o homem Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.

4. Disse mais Moisés: Assim o SENHOR tem dito: Å meia noite eu sairei pelo meio do Egito;

5. E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais.

6. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá;

7. Mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o SENHOR fez diferença entre os egípcios e os israelitas.

8. Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E saiu da presença de Faraó ardendo em ira.

9. O SENHOR dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.

10. E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o SENHOR endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra.

 

Capítulo 12.

1. E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:

2. Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.

3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.

4. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro.

5. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.

6. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.

7. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.

8. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.

9. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura.

10. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo.

11. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR.

12. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.

13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.

14. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

15. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.

16. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.

17. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.

18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.

19. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.

20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos.

21. Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.

22. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.

23. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.

24. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.

25. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto.

26. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?

27. Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.

28. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

29. E aconteceu, à meia noite, que o SENHOR feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

 

10.Morte dos primogênitos dos egípcios. E assim se encerram todas as Pragas jogas no Egito, em Êxodo 11.

10- A morte dos primogênitos: (11.1-10)

Foi esta a última e decisiva praga. E foi, também, a mais claramente infligida pela direta ação de Deus, não só porque não teve relação alguma com qualquer fenômeno natural, mas também porque ocorreu sem a intervenção de qualquer agência conhecida. Mesmo as famílias, onde não havia crianças, foram afligidas com a morte dos primogênitos dos animais. Os israelitas foram protegidos, ficando livres da ação desta última e decisiva praga. Pela obediência às especiais condições reveladas ao povo hebreu, estes foram privados de sofrerem os efeitos desta praga. Deus informou que as casas marcadas com o sangue de cordeiro em sua porta, não seriam visitadas por essa praga. Cabe informar ainda, a importância, que o filho mais velho, o primogênito tinha naquele tempo, naquela sociedade. Pois muitas vezes ele era a esperança o esteio e o sustento da casa, seria o companheiro do pai, a alegria da mãe a reverência do irmão e da irmã. Mas esta praga atingiria a todos os habitantes do Egito, aos ricos e aos pobres, até mesmo os da linhagem do Faraó. E foi exatamente o que ocorreu, o povo hebreu foi “liberto” após o filho primogênito do Faraó ter falecido.   Sendo assim Faraó deixa que Moises guie seu povo para o deserto com todos os seus rebanhos da adorarem o deus dos Hebreus. Este ponto marca o início propriamente dito do êxodo, uma série de acontecimentos que mostram o que aconteceu com os Hebreus após saírem do Egito.

 

 

 

 

 

 

Lição 3 - As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó

I - AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ

1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19—12.33).

2. A primeira proposta (Êx 8.25).

 

II - FARAÓ NÃO DESISTE

1. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28).

2. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7).

a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.

b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais.

c) Miscigenação devastadora.

 

III- A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ

1. A situação caótica do Egito.

2. A quarta e última proposta. “Como amo a Palavra de Deus”

 

AS PROPOSTAS DE FARAÓ AO POVO DE DEUS
AS PROPOSTAS
“Ide, sacrificai ao vosso DEUS nesta terra” (Êx 8.25).
“Somente que indo, não vades longe” (Êx 8.28).
“Deixai ir os homens” (Êx 10.7).
“Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas“ (Êx 1 0.24).
AS CONSEQÜÊNCIAS
 
 
 

 

 

AS PROPOSTAS DE FARAÓ

Texto: Êxodo 8:25-28

 

Introdução: Deus nos tirou da escravidão do mundo assim como tirou Israel da escravidão do Egito. O Egito tipifica o mundo, os seus prazeres pecaminosos e a escravidão do pecado. Portanto sair do Egito é o mesmo que sermos libertos do pecado.

 

O povo de Israel tipifica as nossas vidas.

 

Moisés tipifica a Cristo, aquele que nos libertou da escravidão do pecado.

 

Ao analisarmos essa passagem, vemos que Faraó já estava percebendo que iria perder o povo, porém ele fez quatro propostas para Moisés antes do povo ir embora. É interessante que essas mesmas propostas são utilizadas pelo diabo hoje para nos prender e nos impedir de cumprirmos o propósito de Deus.

 

Podemos ser livres do Egito, mas ainda sim sermos presos através dessas propostas, das negociações em nossas vidas.

 

I) SIRVA A DEUS NO EGITO – (Êxodo 8:25-27)

Faraó propôs para Moisés que eles servissem ao Senhor na terra do Egito, não precisariam sair de lá, poderiam fazer os sacrifícios no próprio Egito.

 

Faraó queria que eles ficassem por perto, pois poderia continuar controlando e escravizando o povo. Dessa forma o povo nunca desfrutaria de Canaã, a terra da promessa.

 

Trazendo para a nossa realidade:

1.Não precisa ser tão radical e espiritual, dá para servir a Deus e amar o mundo.

2.Dá para dar um jeitinho, você pode ser cristão e fazer o que o mundo faz.

3.É trazer o mundo para dentro da igreja. É misturar o santo com aquilo que é profano.

 

II) SIRVA FORA DO EGITO, MAS NÃO MUITO LONGE – (Êxodo 8:28)

1.Não vá muito longe, ou seja, não precisa ser tão dedicado assim. Cuidado para não ficar bitolado com igreja, com obra de Deus.

2.Dá para ser cristão sem precisar ir tão longe assim. Acho que as coisas não precisam ser tão radicais assim. Pra que fazer tantos cursos?

3.Não precisa de tanto sacrifício, tanta renúncia para servir a Deus. Tanto jejum.

4.Não necessita ser tão santo assim para ser um cristão. Uma mentirinha de vez em quando, que mal faz.

5.Qual o problema em assistir algumas programações, não faz mal nenhum, não me influência em nada. (BBB, novelas)

6.JOVENS: Não precisa ser tão radical assim para se relacionar. Para que fazer Corte?

7.Qual o problema em ouvir louvor e músicas mundanas ao mesmo tempo? De vez em quando não faz mal.

 

 III) SIRVA A DEUS, MAS DEIXE A FAMÍLIA FORA DISSO – (Êxodo 10:7-11)

 

O Faraó propôs para ir somente os homens, e deixar as mulheres e as crianças.

 

Deus, família e igreja são na verdade uma coisa só. A igreja está conectada a Deus, tornando-se um só corpo, e somos formados de famílias, e formamos assim a Família de Deus.

 

Na verdade a família deve estar inserida no propósito de Deus, esse é o Seu plano, que sirvamos a Deus em família. A nossa casa deve ser uma extensão da igreja, um pedacinho do céu. Um lugar de oração, de leitura da palavra, de compartilhar.

 

Porque Faraó propôs deixar as MULHERES e as CRIANÇAS?

 

- Porque são eles os responsáveis pelas próximas gerações. E o diabo sabe disso muito bem. O diabo tem uma VISÃO GERACIONAL, ele trabalha as gerações.

 

- Eles ficando no Egito, as próximas gerações estaria novamente em suas mãos. As crianças seriam os futuros escravos, e os que nascessem já nasceriam escravos.

 

 QUATRO RAZÕES PORQUE DEVEMOS TRABALHAR COM AS CRIANÇAS

 

 1ª. Porque Deus trabalha de geração em geração (Conecção de gerações)

 

 “Uma geração louvará a outra geração. As tuas obras e anunciará os teus feitos”.

 

(Salmo 145.4)

 

 “O Senhor reina para sempre! O teu Deus, ó Sião, reina de Geração em Geração”.

 

(Salmo 146:10)

 

Moisés não negociou com Faraó porque ele teve uma visão do Futuro.

 

Qual tem sido a sua visão com relação aos seus filhos?

 

Você investe neles? Ora por eles? Lê a Bíblia com e eles? Investem em material cristão, filmes, desenhos bíblicos ou deixam eles se exporem aos lixos do mundo?

 

Você sabe o que o seu filho esta vendo na internet? Você sabe quem são os seus amigos no Orkut, no MSN…etc? Ele tem um computador dentro do quarto só para ele?

 

2ª. Porque as crianças fazem parte do Corpo

 

Segundo estatísticas americanas, 65% das pessoas que se convertem, fazem sua decisão ainda na infância.

 

Cerca de 50% da população brasileira é composta de crianças e adolescentes.

 

Jesus nos disse para fazermos discípulos de todas as nações, e isso incluem as crianças.

 

3ª. Porque as crianças também necessitam de serem salvas – MATEUS 18:14

 

É um grande engano acharmos que as crianças já são salvas. Ninguém nasce salvo, é necessária uma experiência com Deus.

 

Mateus 19:13-14 – Se as crianças podem entrar no Reino, então elas são Salvas, e se são salvas, elas podem também ir para o inferno.

 

 4ª. Porque estamos formando uma geração de vencedores

 

Quanto mais cedo entenderem o propósito de Deus mais avançarão e menos jovens e adultos complicados teremos no futuro.

 

Exemplo: Os grandes atletas começam nas categorias de base de seus clubes. (Messi no Barcelona, Neymar nos Santos). As maiores habilidades são adquiridas quando criança.

 

IV) SIRVA AO SEU DEUS, MAS DEIXE OS SEUS BENS FORA DISSO – (Êxodo 10:24)

 

O faraó, que é o diabo, sabe que não há avanço na obra de Deus sem servimos a Deus com os nossos bens. Bens não é somente dinheiro, mas é a nossa casa, o nosso carro.

 

Você pode servir a Deus com a sua casa sendo um anfitrião, recebendo uma célula.

 

Você pode servir a Deus com o seu carro servindo aos irmãos.

 

Mas entendemos que a obra de Deus também necessita receber o investimento financeiro.

 

Fomos chamados por Deus para cooperar com o avanço do Reino através dos dízimos e das ofertas. É a generosidade e a obediência que mantém as necessidades da obra.

 

Deixar os bens no Egito é na prática:

 

- Para que dizimar e ofertar, enriquecer pastor?

 

- Vou usar meu dinheiro para as minhas necessidades, se sobrar eu dou.

 

- Eu ganho pouco por isso não consigo ofertar e dizimar, não sobra nada.

 

- Eu não sou dizimista porque tenho muitas despesas para acertar.

 

O DIABO CONHECE BEM A PALAVRA DE DEUS, E SABE TODOS OS PRINCIPIOS NELA ESCRITOS, POR ISSO NOS LEVA A PENSAR DESSA FORMA.

 

CONTROLANDO A SUA FORMA DE PENSAR, ELE TE CONTROLA POR INTEIRO.

 

NOSSO POSICIONAMENTO (Êxodo 10:26).

 

Nada em nossas vidas deve permanecer no Egito, devemos ser livres do Egito de forma completa. As nossas famílias, os nossos filhos, os nossos bens, a nossa consagração.

 

- Unha aponta para aquilo que é mais insignificante, pequeno.

 

Mas nem isso ficaria no Egito. Tudo o que é nosso deve ser CONSAGRADO a Deus.

 

- O nosso posicionamento deve ser RADICAL. Não existe cristianismo sem RADICALIDADE em todas as áreas de nossas vidas.

 

“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo”. (I Pedro 1:15)

 

É CORRETO USAR O TERMO ALELUIAS?


É correto usar o termo aleluias?

 

Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluya em hebraico padrão ou Halləlûyāh hebraico tiberiano), que significa "Louvem! Adorem! (הַלּלוּ) Yah (Jah) Deus (יָהּ)" ou "Elogio (הַלּלוּ) [o] SENHOR Deus")(יָהּ).

A palavra Aleluia como descrita nos Salmos e no Apocalipse, é uma combinação de (הַלְּלוּ) Hallelu e (יָהּ) Yah ou (Jah).

Yah ou Jah é uma forma abreviada representada pela primeira metade do Tetragrama הוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), isto é, as letras yod (י) e he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico.

Aleluia aparece junto com “amém” no fim do quarto livro dos Salmos (Salmo 106.48). Para a maioria dos cristãos, a palavra "aleluia" é uma palavra de elogio ou louvor a Deus. A palavra é usada no Judaísmo como parte das orações de Hallel. Aleluia é a forma latina da palavra, e é usado por protestantes e católicos em preferência a Hallelujah, conforme usado em muitos idiomas.

O termo é usado 24 vezes na Bíblia Hebraica e, com exceção do Salmo 135.3, introduz e/ou conclui os Salmos em que se encontra. Também aparece outras 4 vezes na transliteração grega do Apocalipse de São João.

Esta palavra aparece no Novo Testamento apenas em Apocalipse 19.1,3,4,6. Trata-se de uma transliteração do termo grego (allhlouia) allelouia  uma expressão que significa Louvai ao Senhor (JAVÉ).

ALELUIA, portanto deriva-se das duas palavras hebraicas: (הַלְּלוּ) Hallelu, que significa “louvor”, e (יָהּ) Yah ou (Jah). Significando, então “louvai ao Senhor”.

Usar a palavra "aleluia" no plural não é correto, já que seu significado também não permite plural. Portanto não existe "aleluias". Se encontrarmos a palavra no plural, a tradução não está certa.

 

 

ALELUIA OU ALELUIAS?


Aleluias ou Aleluias?

 

ANALISANDO A EXPRESSÃO "ALELUIA!"

 

Nos últimos tempos, na igreja chamada evangélica, as expressões amém e aleluia tem tomado uma conotação diferente da encontrada na Escritura. Temos visto pessoas nas igrejas usando o amém como forma de animação de auditório e usando como pergunta, quando na escritura o amém é sempre uma confirmação espontânea. Hoje quero falar da expressão aleluia, pois temos visto muitas pessoas usado-a no plural (aleluias). Algumas pessoas a fazem por moda (vê os outros fazerem), outras por não conhecerem (por ignorância), por isso, o meu desejo é dá uma luz ou trazer esclarecimento e para isso vou fazer sete observações importantes sobre a expressão aleluia na Bíblia.

A primeira observação é que, “Aleluia” é uma transliteração do hebraico – halleluyah hallel, que significa louvor e Yah – Yah é uma abreviação de Yahweh e que significa Deus;

A segunda observação é que, o significado de “Aleluia” é: louvor ao Senhor; louvai vos a Deus; ou ainda, louvado seja Deus;

A terceira observação é que, este termo (Aleluia) com o passar dos tempos, tornou-se universal e também um convite ou uma convocação padrão para se louvar a Deus no templo;

A quarta observação é que, “Aleluia” aparece 26 vezes na Bíblia, sendo 22 nos Salmos e 4 vezes em Apocalipse (19:1,3,4,6);

A quinta observação importante é que, nos salmos encontram-se “Aleluia” no começo e no fim. Por exemplo:

a) Os salmos que começam com Aleluia, são: 111 e 112.;

b) Os salmos que terminam com aleluia, são: 104, 105, 115, 116, 117 e 147;

C) E os salmos que começam e terminam com Aleluia são: 106, 113, 135,146, 148, 149 e 150;

A sexta observação é que, em Apocalipse o uso de “Aleluia” se transforma em uma convocação de louvor em um coro celestial;

E a sétima observação importante é que, “você não vai encontrar “Aleluia” no plural (aleluias) porque Aleluia sempre aparece no singular, isto porque, no entendimento dos escritores da Bíblia, o único digno de louvor é o Senhor. O Senhor é o único digno de ser louvado. O louvor é do nosso Deus somente, por isso, o convite, a convocação que os escritores fazem é para louvar o único Deus verdadeiro, portanto, no singular e nunca no plural. Que possamos, também, ter esta compreensão que o único digno de louvor é o Deus Criador do céu e da terra, o Deus da Escritura. Aleluia!

 

•Evangelho de S. João 10:30 - Eu e o Pai somos "um".

sábado, 30 de novembro de 2013

EBD - O tempo de todas as coisas - Eclesiastes

 
Lição da Escola Bíblica Dominical - O Tempo    de Todas as Coisas

O tempo de todas as coisas - Lição da EBD de 1/12/2013.

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 
 

4º Trimestre de 2013

 
Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentarista: José Gonçalves
 
 
Lição 9: O tempo para todas as coisas
Data: 1 de Dezembro de 2013
 

TEXTO ÁUREO

 
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu(Ec 3.1).
 

VERDADE PRÁTICA

 
O tempo e o espaço em que vivemos são limitados, por isso, devemos ser bons despenseiros de Deus nesta vida.
 

HINOS SUGERIDOS

 
224, 227, 396.
 

LEITURA DIÁRIA

 
Segunda - Ec 1.4: A transitoriedade da vida
 
 
Terça - Ec 3.11: A eternidade de Deus
 
 
Quarta - Ec 9.11,12: O homem desconhece o tempo
 
 
Quinta - Ec 5.18,19: A satisfação do trabalho
 
 
Sexta - Ec 1.17,18: O tempo e o conhecimento
 
 
Sábado - Ec 2.4-11: O trabalho e a prosperidade como vaidades
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 
Eclesiastes 3.1-8.
 
1 - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:
2 - há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
3 - tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;
4 - tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar;
5 - tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
6 - tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;
7 - tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
8 - tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.
 

INTERAÇÃO

 
Alguém poderia dizer que o livro de Eclesiastes mais parece uma obra secular que a Palavra de Deus. Mas na verdade ele se apresenta realista. Ali, Salomão apresenta uma perspectiva de desencanto com a vida, se incomoda com a transitoriedade da existência e conclui: tudo na vida é “vaidade”, isto é, passageiro. Se partirmos do ponto de vista de que o que Salomão está dizendo encontra-se interligado com o seu histórico de vida encharcado em pecado — ninguém mais do que ele sabia o que era viver uma vida outrora na presença de Deus, mas agora longe dos seus caminhos —, veremos que há apenas uma conclusão que ele poderia chegar: a vida sem Deus é vaidade!
 

OBJETIVOS

 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conhecer o livro e a mensagem de Eclesiastes.
  • Explicar a transitoriedade da vida e a eternidade de Deus.
  • Administrar bem o tempo e as relações interpessoais.
 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 
Prezado professor para introduzir a lição desta semana sugerimos que você reproduza o esquema abaixo conforme suas possibilidades. Nesta lição, vamos iniciar o estudo do livro de Eclesiastes e, para isto, é imprescindível começarmos o estudo a partir de uma visão panorâmica de todo o livro. O esboço de Eclesiastes permite conhecer, de maneira panorâmica, seu conteúdo de uma só vez. Portanto, antes de iniciar a aula leia e analise o esboço juntamente com a classe.
 
ESBOÇO DO LIVRO DE ECLESIASTES
 
Autor: Salomão
Tema: A nulidade da vida à parte de Deus
Data: Cerca 935 a.C.
I. Introdução: A inutilidade Geral da vida Natural (1.2-11)
II. A inutilidade de uma vida egocêntrica (1.12 — 2.26)
   A insuficiência da sabedoria humana — 1.12-18
   A banalidade da vida (riquezas e prazeres) — 2.1-11
   A transitoriedade das grandes conquistas — 2.12-17
   Injustiça associada ao trabalho forçado — 2.18-23
   O real prazer da vida está em Deus — 2.24-26
III. Reflexões diversas sobre as Experiências da Vida (3.1 — 11.6)
   Concernentes às coisas de Deus — 3.1-22
   Experiências vãs da vida natural — 4.1-16
   Advertências a todos — 5.1-6.12
   Provérbios diversos a respeito da sabedoria — 7.1-8.1
   Sobre a justiça — 8.2-9.12
   Mais Provérbios variados sobre a sabedoria — 9.13-11.6
IV. Admoestações finais (11.7 — 12.14)
   Regozijar-se na juventude — 11.7-10
   Lembrar-se de Deus na juventude — 12.1-8
   Apegar-se a um só livro e temer a Deus — 12.9-14
   Temer a Deus e guardar os seus mandamentos
 

COMENTÁRIO

 
introdução
 
Palavra Chave
Tempo: Duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.
 
Muitos filósofos denominam os nossos dias de “a era do vazio e das incertezas”. Há uma explicação para isso: a rejeição à tradição bíblica propagada pelo Cristianismo. Podemos perceber o desencadeamento desse processo na relativização da ética e na total rejeição à verdade absoluta. Neste ambiente de contradições filosóficas não existe verdade, e sim “verdades” desprovidas de qualquer sentido.
O livro de Eclesiastes mostra a crise de um homem que vive a falta de harmonia existencial que hoje presenciamos. Procurando viver intensamente a vida, ele mergulhou num mundo duvidoso e sensual, para descobrir que a vida sem Deus é um mergulho no vazio e uma corrida atrás do vento.
 
I. ECLESIASTES, O LIVRO E A MENSAGEM
 
1. Datação do livro. Estudos indicam que o relato dos fatos ocorridos em Eclesiastes podem ser datados por volta do ano 1000 a.C., período no qual o rei Salomão governava Israel. De fato, o próprio Eclesiastes diz ser o rei Salomão o autor da obra sagrada (Ec 1.1, cf. v.12).
2. Conhecendo o Pregador. Salomão identifica-se como o pregador, traduzido do hebraico qoheleth (Ec 1.1,12). A palavra “pregador” deriva de qahal, expressão que possui o sentido de “reunião” ou “assembleia”. A Septuaginta (que é a tradução da Bíblia Hebraica para o grego) traduziu qoheleth pelo seu equivalente grego ekklesia, daí o nome Eclesiastes: uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.
O pregador foi Salomão, que já estava velho, mas tinha uma visão bem realista da vida. Conforme registradas em Eclesiastes, e embora retratem um período de declínio político, moral e econômico de Israel, suas palavras apontam para Deus como a única fonte de satisfação, realização e felicidade humana.
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (I)
 
O nome Eclesiastes é uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.
 
 
II. DISCERNINDO OS TEMPOS
 
1. A transitoriedade da vida. Um tema bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salomão estava consciente disso (Ec 1.4). Sendo a vida tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3). Esse é o dilema que Salomão procura responder.
A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas.
2. A eternidade de Deus. Cerca de 40 vezes o Pregador refere-se a Deus no Eclesiastes. Ele o identifica pelo nome hebraico Elohim, o Deus criador. Isto é proposital, pois Salomão alude com frequência àquilo que acontece “debaixo do sol” (Ec 1.3,9,14; 2.18). É debaixo do sol que está a criação; é debaixo do sol que o homem se encontra.
Mas o Pregador tem algo mais a dizer. Ele quer destacar o enorme contraste entre a criação e o Criador, mais especificamente entre Deus e o Homem. Deus é eterno, onipotente, autoexistente, enquanto o homem é finito, frágil e transitório. Por ser mortal, o homem não deve fixar-se apenas nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.11 — ARA).
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (II)
 
Nas Escrituras, o tempo se mostra na transitoriedade da vida e na eternidade de Deus.
 
 
III. O TEMPO E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
 
1. Na família. O Eclesiastes ensina que uma das características de nossa vida é a brevidade. Por isso, devemos usufruir com intensa alegria, juntamente com o nosso cônjuge e filhos, dos bens que o Senhor nos proporciona (Ec 9.7-9), pois a vida pode rapidamente se acabar.
Nesse capítulo, Salomão refere-se a vários itens que eram usados pelos israelitas em ocasiões festivas (Am 6.6; Ct 1.3; 2Sm 14.2; Sl 104.15). O que isso significa? Antes de mais nada, que o nosso lar deve ser uma permanente ação de graças a Deus por tudo o que Ele nos concede.
Nossa casa deve ser um lugar de celebração. Desfrutemos, pois, as alegrias domésticas em companhia da esposa amada (Ec 9.9). A metáfora tem uma mensagem bastante atual: a família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente. A vida do crente não precisa ser triste.
2. No trabalho. O trabalho não deve ser um fim em si mesmo. Quando ele é o centro de nossa vida transforma-se em fadiga (Ec 5.16,17). Mas quando deixa de ser um fim em si mesmo, passa a ter real significado, tornando-se algo prazeroso, não pesado (Ec 5.18).
A palavra traduzida do hebraico samach é “gozar”, evocando regozijo e alegria. Isto significa que o nosso local de trabalho deve ser um lugar agradável e alegre, fruto das relações interpessoais sadias.
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (III)
 
O relacionamento familiar do crente deve ser intenso, assim como o trabalho deve ser uma atividade prazerosa e agradável.
 
 
IV. ADMINISTRANDO BEM O TEMPO
 
1. Evitando a falsa sabedoria e o hedonismo. A busca pelo conhecimento tem sido o alvo do homem através dos séculos. Salomão também empreendeu essa busca (Ec 1.17,18). Mas quem procura o conhecimento desperta a consciência em relação ao mundo ao seu redor, e é tomado por um sentimento de impotência por saber da própria incapacidade de melhorar a natureza das coisas. Nesse aspecto, a busca do conhecimento, como o objeto de realização pessoal, pode conduzir à frustração.
Semelhantemente, a busca por prazer, por si só, configura uma prática hedonista e contrária a Deus (Ec 2.1-3). Muitos são os que buscam a satisfação no álcool, drogas, sexo, etc. Tudo terminará num sentimento de vazio e frustração. Quem beber dessa água tornará a ter sede (Jo 4.13). Somente o Evangelho de Cristo pode satisfazer plenamente o ser humano.
2. Evitando a falsa prosperidade e o ativismo. Em Eclesiastes 2.4-11, Salomão desconstrói a ilusão daqueles que buscam, nos bens terrenos, a razão fundamental para a vida. A falsa prosperidade leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama. Tudo isso, conclui o sábio, é correr atrás do vento.
Por outro lado, e não menos danoso, é a prática de um ativismo impiedoso, que pode estar nas esferas da profissão ou de qualquer outra prática (Ec 2.17-23). Isso também é correr atrás do vento. O trabalho, quando empreendido racionalmente, não nos desumaniza, mas nos faz crescer como pessoas.
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
 
Para administrarmos bem o nosso tempo devemos começar por evitar a falsa sabedoria, o hedonismo, a falsa prosperidade e o ativismo. Estes roubam-nos o tempo.
 
 
CONCLUSÃO
 
Vimos que há um tempo para todas as coisas! Esse tempo é extremamente precioso para ser desperdiçado! Por conta da transitoriedade da nossa existência, devemos saber usar bem o nosso tempo, seja buscando conhecimento, seja desfrutando da companhia de nossos familiares e, principalmente, servindo ao Senhor. Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca.
 

VOCABULÁRIO

 
Hedonismo: Doutrina que ensina o prazer como o bem supremo da vida.
Tangíveis: Tocável, sensível, palpável.
Esfinge: Na Grécia antiga, monstro fabuloso que propunha enigmas aos viandantes e devorava quem não conseguisse decifrá-los. Pessoa enigmática, que pouco se manifesta e de quem não se sabe o que pensa ou sente.
Niilismo: Ponto de vista que considera que as crenças e os valores tradicionais são infundados e que não há qualquer sentido ou utilidade na existência.
 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 
MELO, J. L. de. Eclesiastes versículo por versículo. RJ: CPAD, 1999.
 

EXERCÍCIOS

 
1. Quem é o autor do livro de Eclesiastes?
R. Salomão.
 
2. A que se refere o termo “Eclesiastes”?
R. A alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.
 
3. Qual dilema Salomão procura responder no Eclesiastes?
R. Sendo a vida tão curta que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, no que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3).
 
4. Qual a mensagem atual da metáfora de Eclesiastes 9?
R. A família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente.
 
5. Como a falsa prosperidade se revela na vida do homem?
R. Ela leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama.
 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 
Subsídio Exegético
 
“O tema do livro de Eclesiastes é que ‘debaixo do sol [isto é, ‘sem Deus no cenário’], tudo é vaidade’. A palavra-chave do livro é ‘vaidade’, que aparece trinta e oito vezes, sendo usada para descrever coisas externas e tangíveis (Ec 2.15,19; 8.10,14), bem como pensamentos (Ec 1.14; 2.11). O vocábulo ‘vaidade’ origina-se do hebraico hebhel [...], que enfatiza aquilo que é efêmero e vazio. A expressão ‘vaidade de vaidades’ indica a maneira hebraica de expressar um superlativo (poderia ser traduzida como ‘muito fútil’). Este método também é visto na expressão ‘lugar santíssimo’ (Êx 26.34), cujo significado literal no idioma hebraico é ‘santo dos santos’.
[...] A perspectiva de Salomão na época em que ele escreveu é a chave para entender o livro de Eclesiastes de modo apropriado, e para explicar o seu pessimismo geral. Salomão escreve do mesmo ponto de vista em que tinha vivido a maior parte da sua vida, e a de ‘debaixo do sol’ (Ec 1.3, e 30 outras ocorrências). É com a perspectiva terrena e secular que a vida se torna fútil. Ainda assim, há momentos que a fé de Salomão em Deus se dá a conhecer (Ec 12.13,14 é normalmente mencionado, mas este é somente o clímax de pensamentos como 2.25; 3.11,17...)” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave: Hebraico e Grego. 2 ed., RJ: CPAD, 2011, pp.701-02).
 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 
Subsídio Bibliológico
 
“Peculiaridades do Livro de Eclesiastes
A palavra ‘Eclesiastes’ vem do grego. É o título do livro na Septuaginta e significa: ‘Aquele que fala a uma assembleia’.
No hebraico é Qohéleth. Pode ser traduzida de muitos modos como: ‘o Pregador, o Sábio, o Velho, O que sabe, o Sapiente Venerado, o Colecionador de Máximas, O que sabe que não sabe’.
Como a palavra Qohéleth tem forma feminina, alguém pensa que deve significar uma assembleia ou reunião. A mesma palavra de 1.1 aparece em 7.27, significando a sabedoria dada por Deus para inspirar Salomão. Pode ser entendida como a própria sabedoria pregando a sabedoria.
Qohéleth, ‘Pregador’, é empregado aqui como um nome de Salomão.
O Eclesiastes revela um esforço buscando a felicidade. O autor procurou o bem supremo na sabedoria, nos prazeres, na política, nos bens materiais, e concluiu que tudo é vaidade e aflição de espírito.
Tem sido considerado o livro mais misterioso do Cânon Sagrado. Para uns, é a esfinge da literatura hebraica.
Alguém acha que o texto apresenta uma alma em desespero, afirmando um materialismo puro ou um niilismo ativo.
Há uma opinião considerando o Eclesiastes um monólogo em que o Pregador expõe sozinho suas ideias, ao contrário dos outros livros da Bíblia que, em geral, têm uma forma de diálogo com Deus” (MELO, J. L. de. Eclesiastes versículo por versículo. RJ: CPAD, 1999, pp.17-18).
 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 
O Tempo Para Todas as Coisas
 
Acredita-se que Salomão é o autor do livro de Eclesiastes. De acordo com a tradição judaica, ele teria escrito o livro na sua velhice, quando estava separado da comunhão com Deus devido ao seu pecado. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), o título do livro no hebraico significa “aquele que reúne uma assembleia e lhe dirige a palavra”, ou seja, pregador. Podemos observar que o vocábulo “pregador” aparece setes vezes no livro (1.1,2,12; 7.27; 12.8-10).
Eclesiastes é o registro da vida de um homem que teve tudo de melhor que a vida pode oferecer, porém longe dos propósitos divinos, só encontrou vazio e desilusão. Suas palavras foram: “vaidade” (Ec 1.2). A palavra vaidade empregada em Eclesiastes significa vazio, sem valor, desilusão. Sem Deus a vida se torna cansativa, enfadonha, decepcionante. De nada adianta trabalhar, ter dinheiro, conhecimento e fama. Eclesiastes nos mostra que o caminho trilhado por Salomão o levou a um vazio muito grande. Atualmente as pessoas também estão numa busca desenfreada pelas coisas deste mundo, e o resultando é que o número de pessoas deprimidas, ansiosas e doentes (no físico, na mente e na alma) vem aumentando de modo assustador. O sentimento de vazio que existe na alma do ser humano não pode e jamais poderá ser preenchido com coisas materiais, prazeres, psicotrópicos. Este vazio só Deus pode preencher.
O trabalho, assim como os bens materiais é bênção de Deus. Porém quando utilizado de maneira errada, egoísta faz com que o sentimento de inutilidade logo se estabeleça. Foi o que aconteceu com Salomão. Ele abandonou os preceitos de Deus e deixou de usar o seu dom para benefício do seu povo, do próximo (2Cr 10.4,5). As políticas adotadas por ele deixaram de serem boas (1Rs 11). O comércio com outras nações trouxe riquezas, mas também fez com que os deuses estrangeiros se instalassem no meio do povo. O gasto com as construções superou suas finanças e o jeito foi aumentar os impostos. O povo sofria com as taxas cobradas. Ao morrer, Salomão deixou um reino que estava prestes a ruir. “É tudo vaidade!”.
A vida com Deus é bela, porém muito curta. O tempo que temos é algo precioso. Por isso, precisamos pedir ao Pai sabedoria para não desperdiçar o tempo que temos. A sabedoria vai nos ajudar a desfrutar a vida com bom senso (Sl 90.12). Como despenseiros do Senhor teremos que prestar contas a Deus do uso que fizemos do nosso tempo.