terça-feira, 12 de março de 2013

EBD 11 - OS MILAGRES DE ELISEU


Lição 11
OS MILAGRES DE ELISEU
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO


“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito”
 (2 Rs 8.4).

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VERDADE PRÁTICA


Os milagres realizados por Eliseu não visaram à glorificação pessoal do profeta, mas demonstraram o amor e a graça de Deus.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

                                                                                            
“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito” (2 Rs 8.4).
O contexto histórico do nosso texto áureo aborda dois  diálogos,  o primeiro entre o profeta Eliseu e a mulher cujo filho o profeta o vivificara (2 Rs 8.1).
O segundo diálogo é especificamente o nosso texto áureo, que é a fala do rei Jorão, que era irmão de Acazias e também filho de Acabe (2 Reis 3.1; 8.16; 8.25-29) com  Geazi, o auxiliar do profeta Eliseu.
Geazi era um criado, um mensageiro, um auxiliar, um discípulo e possível sucessor do profeta Eliseu. Geazi na língua hebraica significa “vale da minha visão” ou “vale da visão”.
Do diálogo entre o rei Jorão e Geazi,  decorre a restituição dos bens da sunamita (2 Rs 8.4-6).
LEITURA DIÁRIA
2 Rs 4.43 – A multiplicação dos pães
2 Rs 7.1 – Abundância de víveres
2 Rs 4.36,37 – A ressurreição do filho da sunamita
2 Rs 6.6 – O machado flutuante
2 Rs 2.21,22 – As águas de Jericó
2 Rs 5.14 – A cura de Naamã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 2.9-14.
9 - Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.
10 - E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará.
11 - E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
12 - O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes.
13 - Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou ã borda do Jordão.
14 - E tomou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Então, feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda; e Eliseu passou.


RESUMO DA LIÇÃO 11


OS MILAGRES DE ELISEU

I. OS MILAGRES DE PROVISÃO
1. A multiplicação dos pães.
2. Abundância de viveres.

II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO
1. A ressurreição do filho da sunamita.
2. O machado que flutuou.

III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO
1. A cura de Naamã.
2. As águas de Jericó.

IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO
1. Maldição dos rapazinhos.
2. A doença de Geazi.

                  

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Elencar os milagres de Eliseu.
Entender o que motivou os milagres de Eliseu.
Compreender os propósitos dos milagres de Eliseu.



COMENTÁRIO


                                                     PALAVRA CHAVE
     MILAGRE:
Segundo a Bíblia, é uma suspensão temporária das leis da natureza, visando a operação sobrenatural de Deus.

INTRODUÇÃO

 “Você acredita em milagres?”;
“Qual o verdadeiro objetivo de um milagre?”.
Ouça os alunos com atenção e diga que Deus não mudou.
Ele continua operando milagres e maravilhas.
Todavia, os milagres são para aqueles que creem.
Quem tem um coração duvidoso jamais poderá experimentar dos milagres divinos.
Para fortalecer a fé dos seus alunos conclua apresentando o quadro abaixo com os vários milagres realizados por Eliseu.

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Eliseu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel, quando foi chamado a exercer o ministério profético (1 Rs 19.19-21).
Este abnegado servo de Deus foi um dos sete mil que não se dobraram diante de Baal.
Nem todos os milagres operados por Eliseu serão estudados aqui, mas os que analisarmos servirão para ilustrar os propósitos divinos na vida de seu povo.
As intervenções sobrenaturais, realizadas por intermédio de Eliseu, são muitas, o que torna impossível tratar de todas em uma única lição.
Todas essas intervenções divinas operadas por Eliseu demonstram o poder de Deus.
Os milagres tinham como único propósito evidenciar a graça e a glória do Todo-Poderoso.
A intenção não era jamais exaltar as virtudes do profeta.
As narrativas de seus milagres foram divididas em quatro grupos, tornando o ensino mais didático: milagres de provisão, restituição, restauração e julgamento.

I. OS MILAGRES DE PROVISÃO
1. A multiplicação dos pães.
Esse é um milagre de provisão.
Eram cem os discípulos dos profetas e só havia vinte pães para alimentá-los (2 Rs 4.42-44).
A lei da procura era maior do que a da oferta!
O que fazer diante da situação?
O profeta Eliseu não olha as evidências naturais, mas seguindo a direção de Deus, profetiza que todos comeriam e ainda sobrariam pães! Como?
Não havia lógica nenhuma nessa predição.
Todavia, milagres não se explicam, aceitam-se pela fé!
Muito tempo depois encontramos o Novo Testamento detalhando como Jesus Cristo operou um milagre com a mesma dinâmica, mas em maior proporção (Jo 6.9).
Em ambas as histórias, a graça de Deus em prover o necessário para os carentes fica em evidência.

2. Abundância de víveres.
Jorão, filho de Acabe, estava assentado no trono do reino do Norte e, a exemplo de Jeroboão, foi mau governante (2 Rs 3.1-3).
A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria promovida por Ben-Hadade II.
Com a cidade sitiada, a consequência natural foi a escassez de alimentos.
Vendia-se desde cabeça de jumento até mesmo esterco de pombo na tentativa de amenizar a fome.
Pressionado pela crise, o rei procurou o profeta Eliseu e o responsabilizou pela tragédia.
Sempre o Diabo querendo culpar Deus!
Todavia, o Senhor demonstra, mais uma vez, a sua graça, e orienta Eliseu a profetizar o fim da fome!
Como nos outros milagres, esse tem seu cumprimento de forma inteiramente sobrenatural e inexplicável.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)
Milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Aqueles que duvidam não recebem nada de Deus.

II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO
1. A ressurreição do filho da sunamita.
Mesmo havendo deixado o filho morto em casa, a rica mulher de Suném demonstra uma fé inabalável (2 Rs 4.18-37).
Quando a caminho, é interrogada por Geazi, servo de Eliseu, sobre como iam as coisas, ela respondeu: “Tudo bem!”.
Nada está fora de controle quando Deus está no comando.
A sequência da história mostra o profeta Eliseu orando ao Senhor sobre o corpo inerte do garoto (2 Rs 4.33,34).
Os gestos do profeta parecem não ter sentido, mas sem dúvida refletem a orientação divina (2 Rs 4.34,35).
O Senhor responde a oração do profeta e a vida volta novamente ao filho da sunamita (2 Rs 4.35-37).

2. O machado que flutuou.
Um dos discípulos dos profetas perdera a ferramenta que tomara emprestada (2 Rs 6.1-7).
Naqueles dias, os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos.
Daí o seu desespero.
Duas coisas observamos nesse texto: primeiramente, a motivação do milagre que está bem expressa no lamento daquele que perdera o machado.
O que nos faz lamentar?
A nossa motivação está correta?
Em segundo lugar, vemos o profeta procurando identificar o local onde a ferramenta havia caído.
O Senhor está pronto a restituir o que perdemos, mas temos de ter consciência disso.

SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Nada está fora de controle quando Deus está no comando. Ele é soberano!

III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO
1. A cura de Naamã.
Algumas coisas nos chamam a atenção no relato desse milagre (2 Rs 5.1-19).
Em primeiro lugar, observamos que o general sírio fica indignado quando o profeta não age da forma que ele imaginou (2 Rs 5.11).
Deus não faz shows, nem tampouco opera para satisfazer nossa curiosidade.
Em segundo lugar, vemos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã (2 Rs 5.11,12), mas apenas em sua obediência.
Em terceiro lugar, Naamã recebe a cura quando desce ao Jordão (2 Rs 5.14).
Ninguém será restaurado se não descer!
Naamã desceu e foi curado. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6).
Em quarto lugar, Naamã tentou recompensar o profeta pelo milagre recebido (2 Rs 5.15,16). Eliseu recusou!
A graça não aceita pagamento por aquilo que faz.

2. As águas de Jericó.
O texto de 2 Reis 2.19-22 narra o episódio das águas amargas de Jericó que se tornaram saudáveis através da ação de Eliseu.
Aqui, o profeta pede um prato novo e, que neste, se coloque sal.
Feito isso, ele profetiza que aquelas águas tornar-se-iam potáveis segundo a palavra do Senhor.
Tais exigências possuíam um valor simbólico, pois o sal representa um elemento purificador (Lv 2.13; Mt 5.13).
O prato novo simboliza um instrumento de dedicação especial ou exclusiva a Deus para aquele momento.
Em todo caso, foi o poder de Deus que purificou as águas e não o poder desses objetos e ingredientes.


SINÓPSE DO TÓPICO (3)
Deus não faz shows e não se agrada daqueles que se utilizam dos seus milagres para se promoverem. O Senhor não opera para satisfazer nossa curiosidade.

IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO
1. Maldição dos rapazinhos.
Certa vez, uns jovens debocharam de Eliseu, dizendo-lhe: “Sobe, calvo, sobe, calvo!”.
Reagindo à situação, o profeta invoca o julgamento divino sobre os zombadores, amaldiçoando-os em nome do Senhor (2 Rs 2.23-25).
O efeito foi devastador.
Apareceram duas ursas selvagens, que se investiram contra os rapazes, matando quarenta e dois deles.
Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.

2. A doença de Geazi.
No relato de 2 Reis 5.20-27, observamos as razões pelas quais Geazi foi julgado.
Ele supunha que a recusa de Eliseu em aceitar os presentes de Naamã era apenas uma questão pessoal do profeta (2 Rs 5.20).
Por isso, resolveu tirar partido da situação.
Usou o nome de Eliseu para validar sua cobiça, procurando tornar aceitável o que Deus havia abominado (2 Rs 5.22).
Ele deveria saber que Deus não vende suas bênçãos, mas as dá gratuitamente.
E, assim, o cobiçoso Geazi trocou o arrependimento pelo fingimento e ainda trocou a bênção pela maldição (2 Rs 5.25,27).
Em consequência, teve de conviver com a lepra pelo resto da sua vida!

SINÓPSE DO TÓPICO (4)
Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os milagres operados por Eliseu demonstram o poder divino.
Todos tiveram um propósito específico; evidenciar a graça e a glória de Deus nas mais diferentes situações.
Em nenhum momento, essas intervenções exaltam as virtudes do profeta.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bibliográfico
“Deus cura a lepra de Naamã
O poder divino, o qual se manifestou através da cura da lepra de Naamã, tinha o propósito de demonstrar que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria. O milagre aconteceu em benefício dos israelitas e também dos sírios. Os israelitas entenderam que Deus desejava fazer deles o seu instrumento para conquistar outros povos. Também está aqui evidente o ponto de vista profético de que o reino do Norte, assim como o de Judá, estava essencialmente relacionado com o cumprimento de Deus para seu povo.
O desespero de Naamã, causado pela impureza do rio Jordão, pode ter sido provocado em parte pela correta comparação que fez com os rios Abana e Farpar. Entretanto, a questão verdadeira era a sua má vontade em se humilhar adequadamente, e obedecer à ordem de Deus para obter a cura.
O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura de leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma — um grande homem... porém leproso; (2) O testemunho da fé de uma escrava; (3) Um pedido inesperado e humilde; (4) A obediência e a cura completa” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.349).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliográfico
▪ “A fama de Eliseu (2 Rs 6.12) — Vários eventos claramente mostram que os milagres de Eliseu foram realizados com a intenção de produzir fé tanto fora como dentro dos limites de Israel. A cura de Naamã (2 Rs 5), a reputação conseguida expondo os planos dos sírios (2 Rs 6.12) e o livramento da unidade militar que veio para capturá-los (2 Rs 6.12,13) todos testemunham o poder de Deus. Sirvamos à igreja de Cristo. Porém, nunca percamos a visão daqueles fora de seus limites” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010, p.247).

▪ “Geazi é atacado de lepra (2 Rs 5-20-27) — Naamã havia oferecido um presente a Eliseu; porém, o profeta o recusou. No entanto, sua gratidão era tão grande que ele prontamente deu dois talentos de prata a Geazi supostamente para dois jovens profetas necessitados. Eliseu transferiu a lepra de Naamã para Geazi, não só porque ele havia mentido por razões pessoais, mas o que é ainda pior, seu interesse egoísta por dinheiro havia diminuído a eficiência do ministério de Eliseu para Deus. Esse incidente se apresenta como uma impressionante advertência a todos os servos do Senhor que colocam os interesses pessoais à frente da causa do Mestre” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.350).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Os milagres de Eliseu
Deus confirmou o ministério de Eliseu não apenas com poder, mas também com a manifestação de milagres. De forma geral, esses milagres foram manifestos em momentos de angústia, onde apenas Deus poderia intervir, como foi o caso da predição de abundância de alimentos para a Samaria sitiada e faminta. Eliseu também trouxe de volta da morte o filho da Sunamita, que havia morrido. Observe que nesse caso, especificamente, Deus não disse nada a Eliseu sobre o filho da Sunamita, que estava morto: “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou”. O Deus que revelou a Eliseu os planos do exército inimigo fez com que o homem de Deus fosse verificar o que estava acontecendo na casa daquela mulher. Eliseu sabia que quando a revelação divina não se manifesta, Deus deseja que tenhamos sabedoria para resolver problemas. Ele não foi apenas um homem de milagres, mas também um homem prudente e sensível.
Uma palavra sobre milagres e a vida pessoal. Milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física. Podem ser visto na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os milagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que crêem, conforme Marcos 16.17.
Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã. E a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. O povo que estava no Egito viu as manifestações de Deus de forma poderosa, mas logo se rebelaram contra Ele. O povo que viu o Jordão se abrir para que entrassem na terra prometida e viu Jericó cair diante de si anos depois escolheu servir a outros deuses. As manifestações poderosas conduzidas por Elias não fizeram de Acabe um rei temente a Deus. Geazi presenciou muitos milagres realizados por Eliseu, mas perdeu o temor e a saúde por causa de alguns presentes oferecidos por Naamã.
Claro que esses casos não invalidam o poder de Deus e a sua soberania, e em sua presciência, o Senhor sabia que alguns de seu povo seriam rebeldes e mesmo assim não deixou de operar. Mas devemos aprender que precisamos ter comunhão com Deus quando Ele manda milagres e quando Ele não manda. E acima de tudo, ser fiéis a Ele sempre.
EXERCÍCIOS
1. Quais milagres de provisão são listados na lição?
R. Multiplicação dos pães e abundância de víveres.
2. Que lição podemos aprender com o machado que flutuou?
R. O Senhor está pronto a restituir ou restaurar quem perdeu alguma coisa, desde que se tome consciência disso.
3. Cite pelo menos duas lições extraídas da cura de Naamã.
R. Deus não opera milagres para satisfazer nossa curiosidade. Ele também resiste aos soberbos.
4. Como os rapazes zombaram do profeta?
R. “Sobe, calvo. Sobe, calvo”.
5. Cite pelo menos duas razões pelas quais Geazi experimentou o juízo divino.
R. Geazi viu apenas uma ação humana quando deveria ver uma ação divina e também trocou a verdade pela mentira.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bibliográfico
“Deus cura a lepra de Naamã
O poder divino, o qual se manifestou através da cura da lepra de Naamã, tinha o propósito de demonstrar que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria. O milagre aconteceu em benefício dos israelitas e também dos sírios. Os israelitas entenderam que Deus desejava fazer deles o seu instrumento para conquistar outros povos. Também está aqui evidente o ponto de vista profético de que o reino do Norte, assim como o de Judá, estava essencialmente relacionado com o cumprimento de Deus para seu povo.
O desespero de Naamã, causado pela impureza do rio Jordão, pode ter sido provocado em parte pela correta comparação que fez com os rios Abana e Farpar. Entretanto, a questão verdadeira era a sua má vontade em se humilhar adequadamente, e obedecer à ordem de Deus para obter a cura.
O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura de leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma — um grande homem... porém leproso; (2) O testemunho da fé de uma escrava; (3) Um pedido inesperado e humilde; (4) A obediência e a cura completa” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.349).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliográfico
“A fama de Eliseu (2 Rs 6.12) — Vários eventos claramente mostram que os milagres de Eliseu foram realizados com a intenção de produzir fé tanto fora como dentro dos limites de Israel. A cura de Naamã (2 Rs 5), a reputação conseguida expondo os planos dos sírios (2 Rs 6.12) e o livramento da unidade militar que veio para capturá-los (2 Rs 6.12,13) todos testemunham o poder de Deus. Sirvamos à igreja de Cristo. Porém, nunca percamos a visão daqueles fora de seus limites” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010, p.247).
“Geazi é atacado de lepra (2 Rs 5-20-27) — Naamã havia oferecido um presente a Eliseu; porém, o profeta o recusou. No entanto, sua gratidão era tão grande que ele prontamente deu dois talentos de prata a Geazi supostamente para dois jovens profetas necessitados. Eliseu transferiu a lepra de Naamã para Geazi, não só porque ele havia mentido por razões pessoais, mas o que é ainda pior, seu interesse egoísta por dinheiro havia diminuído a eficiência do ministério de Eliseu para Deus. Esse incidente se apresenta como uma impressionante advertência a todos os servos do Senhor que colocam os interesses pessoais à frente da causa do Mestre” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.350).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Os milagres de Eliseu
Deus confirmou o ministério de Eliseu não apenas com poder, mas também com a manifestação de milagres. De forma geral, esses milagres foram manifestos em momentos de angústia, onde apenas Deus poderia intervir, como foi o caso da predição de abundância de alimentos para a Samaria sitiada e faminta. Eliseu também trouxe de volta da morte o filho da Sunamita, que havia morrido. Observe que nesse caso, especificamente, Deus não disse nada a Eliseu sobre o filho da Sunamita, que estava morto: “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o Senhor mo encobriu e nao mo manifestou”. O Deus que revelou a Eliseu os planos do exército inimigo fez com que o homem de Deus fosse verificar o que estava acontecendo na casa daquela mulher. Eliseu sabia que quando a revelação divina não se manifesta, Deus deseja que tenhamos sabedoria para resolver problemas. Ele não foi apenas um homem de milagres, mas também um homem prudente e sensível.
Uma palavra sobre milagres e a vida pessoal. Milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física. Podem ser visto na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os miiagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que crêem, conforme Marcos 16.17.
Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã. E a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. O povo que estava no Egito viu as manifestações de Deus de forma poderosa, mas logo se rebelaram contra Ele. O povo que viu o Jordão se abrir para que entrassem na terra prometida e viu Jericó cair diante de si anos depois escolheu servir a outros deuses. As manifestações poderosas conduzidas por Elias não fizeram de Acabe um rei temente a Deus. Geazi presenciou muitos milagres realizados por Eliseu, mas perdeu o temor e a saúde por causa de alguns presentes oferecidos por Naamã.
Claro que esses casos não invalidam o poder de Deus e a sua soberania, e em sua presciência, o Senhor sabia que alguns de seu povo seriam rebeldes e mesmo assim não deixou de operar. Mas devemos aprender que precisamos ter comunhão com Deus quando Ele manda milagres e quando Ele não manda. E acima de tudo, ser fiéis a Ele sempre.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Lição 10 HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA

Lição 10
HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA
10 de março de 2013
Professor Alberto
 

TEXTO ÁUREO


“Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio”
 (2 Rs 4.4).
 
 

VERDADE PRÁTICA

A história da multiplicação do azeite da viúva mostra claramente que o Senhor é soberano e gracioso para suprir todas as necessidades de seus filhos.
 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

                                                                                        
“Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio”(2 Rs 4.4).
Nosso texto áureo é sobre o milagre operado por Deus através do profeta Eliseu no aumento do azeite da viúva (2 Rs 4.1-7).
“Feche a porta para a dúvida. Um fator muito importante na história deste milagre é o que aconteceu após a viúva ter tomado emprestadas as vasilhas vazias de seus vizinhos curiosos.
Eliseu lhe disse: ‘Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos...’. Sempre haverá muitas pessoas para dizer ao contrário. Há os que replicam: ‘Os antecedentes são contra isso. Tentamos antes e falhamos’. Há também os que se queixam: ‘Não podemos suportar isso’. Eliseu simplesmente insistiu para que ela deixasse de fora os incrédulos, e fechasse os ouvidos para a dúvida.
Os vizinhos que estavam cientes de sua situação talvez fossem levados a pensar que as atitudes eram excêntricas e, com certeza, a ridicularizariam. Tachariam-na de tola por acreditar em algo tão impossível como que lhe propusera o profeta.
Jesus advertiu: ‘Atentai no que ouvis’ (Mc 4.24). Ele sabia que agimos e reagimos de acordo com aquilo que ouvimos daqueles que estão à nossa volta.
Eliseu também sabia quão rapidamente as sementes de dúvida crescem no solo do desespero e da perversidade humana. Dessa maneira, recomendou à viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta da dúvida.
Assim como Maria, mãe de nosso Senhor, devemos considerar alguns sonhos em nossos corações, ao invés devê-los assassinados numa conversa casual (Mt 7.6)” (BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9. ed., RJ: CPAD, 2007, p.36).
“Há um milagre em sua casa. Da mesma forma que Deus usa Eliseu para informar da abundância de alimentos aos habitantes de Samaria, Deus usa Eliseu para tratar de uma situação igualmente importante: socorrer uma viúva e seus dois filhos. Deste tema, devemos nos lembrar de pelo menos três lições:
Problemas atingem a todos, inclusive pessoas tementes a Deus. A viúva do profeta foi consultar o homem de Deus para resolver um grave problema: além de viúva, herdou do marido uma dívida tão constrangedora que o credor levaria seus filhos como escravos.
A Bíblia não fala do montante da dívida nem do motivo que levou um homem de Deus a contraí-la, mas deixa claro que havia um credor batendo na porta da viúva para receber seu dinheiro.
Não bastasse a dor da perda do esposo, perderia também seus filhos. Mas aquela mulher tinha um referencial: Eliseu, o profeta do Senhor. Servos de Deus não estão isentos de passar por adversidades, mas devem lembrar-se de que têm um Deus a quem recorrer em todos os momentos.
Deus pode agir de forma sobrenatural por meio de coisas simples. O azeite era um produto de baixo valor agregado, em que pese ser essencial em todas as casas dos israelitas.
E foi por meio desse líquido comum que Deus fez prover a casa daquela mulher. A estratégia de Eliseu foi seguida, e a mulher viu a multiplicação do pouco em muito. Obedecer a voz do profeta fez a diferença para aquela mulher.
Deus espera que sigamos suas orientações sempre. Não basta saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dEle é revelada.
Em certos casos, mesmo tendo a providência de Deus, é preciso sabedoria para tratar dos problemas. Aquela viúva viu o milagre em sua casa, mas parece que ainda não tivera idéia de como agir com toda aquela bênção. Ela retornou ao profeta Eliseu para lhe dar a nova, e ouviu do profeta (2 Rs 4.7).
O que pode nos parecer óbvio (vender o azeite para pagar a dívida) pode não o ser para a pessoa que está passando pela situação. De forma sábia, Eliseu trouxe a orientação para a viúva.
Em momentos como esse, devemos ter paciência com as pessoas aflitas, pois cada orientação é de suma importância, tendo em vista que nos momentos de aflição, nem sempre contemplamos o livramento do Senhor por causa de nossas preocupações. Por isso, tenhamos paciência com aqueles que passam por aflições, e Deus os abençoará” (Subsídio do Ensinador Cristão).
 
 
 

RESUMO DA LIÇÃO 10

 
HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA
 
I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE
1. A necessidade humana.
2. A misericórdia divina.
 
II. A DINÂMICA DO MILAGRE
1. Um pouco de azeite.
2. Uma fé obediente.
 
III. OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE
1. O instrumento humano.
2. O instrumento divino.
 
IV. O OBJTIVO DO MILAGRE
1. Um resposta ao sofrimento.
2. Glorificar a Deus.
 

LEITURA BIBLICA

2 Rs 4.2 – As carências humanas
Sl 116.5 – A compaixão divina
Tg 2.7 – A fé obediente
2 Rs 7.1 – O braço divino
Mc 1.40-42 – O sofrimento humano
At 3.8 – A glória manifestada

 LEITURA BIBLICA EM CLASSE

2 Reis 4.1-7.
1 - E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.
2 - E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3 - Então, disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.
4 - Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
5 - Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.
6 - E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.
7 - Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.

INTERAÇÃO

Professor, você crê em milagres? Então, não terá dificuldades no preparo desta lição, pois estudaremos a respeito de um dos milagres de Eliseu: a multiplicação do azeite na casa da viúva. Esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas para aqueles que creem que para o Senhor não há causa impossível. Este milagre nos ensina que o pouco com Deus torna-se muito e a escassez pode converter-se em abundância. O Deus de Eliseu é o nosso Deus. Ele é imutável, e mediante sua graça continua a alcançar os corações daqueles que estão desesperados por um milagre. No decorrer da lição, enfatize que o Pai Celeste realiza milagres não porque merecemos. Não somos merecedores de nada, sua graça nos basta, mas os milagres em nossa vida são decorrentes da bondade divina. Deus é bom!

ORIENTAÇÃO PEDAGOGICA

Inicie a lição fazendo a seguinte indagação: “Mesmo em meio à escassez, você crê que Deus é poderoso para suprir suas necessidades?”. Ouça os alunos com atenção. Explique que muitas vezes Deus permite um período de escassez para que venhamos nos humilhar perante Ele e reconhecer a nossa dependência dEle. Enfatize o fato do quanto a fé daquela viúva e dos seus filhos foi fortalecida depois de experimentarem da provisão divina. Conclua lendo com a classe Tiago 4.10 e Mateus 5.4.
 
 

OBJETIVOS

 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
ATENTAR para a real motivação de um milagre.
IDENTIFICAR os instrumentos de um milagre.
ESPECIFICAR os reais objetivos de um milagre.
 
 
 
 

COMENTÁRIO

 
                                    PALAVRA CHAVE
     PROVISÃO: Ato ou efeito de prover; provimento, abastecimento, fornecimento.
 
 

INTRODUÇÃO

 
Na lição de hoje, estudaremos a narrativa bíblica sobre a multiplicação do azeite na casa da viúva (2 Rs 4.1-7).
Não há dúvidas de que esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas.
Nela, vemos o pouco tornar-se muito; a escassez converter-se em abundância e o vazio ficar cheio!
Vemos ainda como a graça de Deus alcança os corações desesperados.
Este texto, portanto, é bem claro em revelar que os milagres acontecem primeiramente em decorrência da bondade de Deus e, após, em resposta a uma fé obediente.
I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE
1. A necessidade humana.
As bênçãos de Deus vêm em resposta a uma necessidade humana.
O milagre ocorrido na casa da viúva de um dos discípulos dos profetas confirma esse fato (2 Rs 4.1-7).
O texto expõe a extrema penúria na qual essa pobre mulher havia ficado.
Perdera o marido, que havia falecido, e agora corria o risco de perder também os filhos para os credores se não quitasse uma dívida.
Era costume naqueles dias um credor obrigar um devedor a saldar a sua dívida através do trabalho servil ou escravo (2 Rs 4.1b).
Essa mulher, portanto, necessitava urgentemente que alguma coisa fosse feita para tirá-la daquela situação.
Sabedora que o profeta Eliseu era um homem de Deus, recorreu a ele (v.1).
A Escritura mostra que o Senhor socorre o necessitado (Sl 40.17; 69.33; Is 25.4; Jr 20.13).
 
2. A misericórdia divina.
O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana, mas não apenas isso: ocorreu também graças à compaixão divina.
Não foi apenas por ser pobre que a viúva foi socorrida, nem tampouco por haver sido esposa de um dos discípulos dos profetas (2 Rs 4.1).
O texto diz que ela “clamou” ao profeta Eliseu (2 Rs 4.1).
O termo hebraico que traduz essa palavra é tsa aq, que possui o sentido de clamar por ajuda, chorar em voz alta.
O profeta ficou sensibilizado; Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora.
O Senhor é compassivo, misericordioso e longânimo (Êx 34.6; 2 Cr 30.9; Sl 116.5).
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana e como resultado da compaixão divina.
 
 
II. A DINÂMICA DO MILAGRE
1. Um pouco de azeite.
Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2 Rs 4.2).
Duas coisas precisam ser observadas aqui:
-  Em primeiro lugar, o milagre acontece na esfera familiar: “o que tens em casa”.
O lar e a família são importantes para Deus.
 
- Em segundo lugar, um pouquinho pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus.
De fato o texto hebraico destaca que a porção de azeite da mulher era tão minguada que ela quase esqueceu que o possuía.
No entanto, foi esse pouco que o Senhor usou para operar o grande milagre.
O que possuímos pode ser bem pouco, mas é suficiente para Deus operar os seus propósitos.
 
2. Uma fé obediente.
A instrução dada pelo profeta Eliseu para solucionar o problema da viúva é bastante reveladora sobre a dinâmica desse milagre (2 Rs 4.3-5).
Num primeiro momento, o profeta chamou a mulher à ação: “Vai, pede para ti vasos emprestados”.
A fé é demonstrada pela ação (Tg 2.17).
 Jesus também viu a fé do paralítico e dos homens que o conduziram em Cafarnaum (Mc 2.1-12).
Em segundo lugar, o milagre deveria acontecer de portas fechadas: “Fecha a porta”, disse o profeta.
A mulher obedeceu ao profeta, e o azeite começou a fluir.
E, assim, pôde ela salvar os filhos, pagar as dívidas e viver dignamente.
É possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada.
Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade.
 Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12.15).
Deixam a porta aberta para serem vistos!
 
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Um pouquinho pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus.
 
III. OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE
1. O instrumento humano.
Por várias vezes, no livro de 2 Reis, o profeta Eliseu é chamado de “Homem de Deus” (2 Rs 4.7,9,16; 6.9).
 Sem dúvida esses textos demonstram que Eliseu era um instrumento de Deus para a operação de milagres.
Deus usa homens! Esse é um fato fartamente demonstrado na Bíblia.
Para formar uma nação e através dela revelar seu plano de salvação à humanidade, o Senhor chamou Abraão (Gn 12).
Para tirar os israelitas do Egito, Deus usou Moisés (Êx 4.1-17).
Para levar a mensagem do Evangelho aos gentios, o Senhor usou a Pedro (At 10 — 11).
Deus também chamou a Paulo para ser “um instrumento escolhido” para levar seu nome perante os nobres (At 9.15).
Para salvar-nos, Deus humanizou-se na pessoa bendita de Jesus Cristo (Jo 1.1,18; Fp 2.1-11).
E para sua obra missionária, Ele conta com você! (Mt 28.19).
 
2. O instrumento divino.
Quando uma grande fome assolava Samaria, o profeta Eliseu profetizou abundância de alimentos: “Então, disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, quase a este tempo, uma medida de farinha haverá por um ciclo, e duas medidas de cevada, por um ciclo, à porta de Samaria” (2 Rs 7.1).
O cumprimento dessa profecia parecia pouco provável naqueles dias, a ponto de o capitão, em cujo braço o rei se apoiava, haver ironizado: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso?” (2 Rs 7.2).
Mas a profecia cumpriu-se exatamente como Eliseu havia predito (2 Rs 7.16-20).
O texto põe a Palavra do Senhor como agente causador do milagre.
O cronista observa que esses fatos ocorreram “segundo a palavra do Senhor” (2 Rs 7.16).
O que o Senhor faz, Ele o faz através de sua Palavra.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A Palavra do Senhor foi o agente causador do milagre na vida da viúva. O que o Senhor faz, Ele o faz através da sua Palavra.
 
IV. O OBJETIVO DO MILAGRE
1. Um resposta ao sofrimento.
Todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2 Rs 4.1-38; 5.1-19; 6.1-7).
O Novo Testamento mostra-nos que o Senhor Jesus libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano (Lc 13.10-17; Mc 1.40-45).
 
2. Glorificar a Deus.
Os milagres, portanto, são uma resposta de Deus ao sofrimento humano.
Todavia, eles não se centralizam no homem, mas em Deus.
Os milagres narrados nas Escrituras objetivam a glória de Deus.
Em nenhum momento, encontramos os profetas buscando chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirar proveitos deles.
Quem tentou fazer isso e beneficiar-se de forma indevida foi Geazi, o servo de Eliseu.
Entretanto, quando assim procedeu foi severamente punido (2 Rs 5.20-27).
Em o Novo Testamento, observamos Pedro e Paulo pondo em destaque esse fato e mostrando que Deus, e não os homens, é quem deve ser glorificado (At 3.8,12; 14.14,15).
 
SINÓPSE DO TÓPICO (4)
Todos os milagres realizados por Eliseu ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento.
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder de Deus, que se compadece dos sofredores que o buscam de todo o coração.
O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa essa pobre mulher.
A história faz-nos lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele foi, é e sempre será a resposta a todo sofrimento humano.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9 ed., RJ: CPAD, 2007.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
 
EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que motivou a operação do milagre da multiplicação do azeite?
R. A necessidade da viúva e a misericórdia divina.
2. Como a viúva reagiu às instruções dadas pelo profeta Eliseu?
R. Agiu com fé e obediência.
3. Com qual expressão o cronista identifica o profeta Eliseu em seu relato?
R. “Homem de Deus”.
4. Cite um dos objetivos envolvidos na operação de um milagre.
R. Uma resposta ao sofrimento humano ou glorificar a Deus.
5. Como Pedro e Paulo destacam a relação dos milagres com o homem e Deus?
R. Eles mostram que é Deus, e não o homem, quem deve ser glorificado nos milagres.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Devocional
“Feche a porta para a dúvida
Um fator muito importante na história deste milagre é o que aconteceu após a viúva ter tomado emprestadas as vasilhas vazias de seus vizinhos curiosos. Eliseu lhe disse: ‘Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos...’. Sempre haverá muitas pessoas para dizer ao contrário. Há os que replicam: ‘Os antecedentes são contra isso. Tentamos antes e falhamos’. Há também os que se queixam: ‘Não podemos suportar isso’. Eliseu simplesmente insistiu para que ela deixasse de fora os incrédulos, e fechasse os ouvidos para a dúvida.
Os vizinhos que estavam cientes de sua situação talvez fossem levados a pensar que as atitudes eram excêntricas e, com certeza, a ridicularizariam. Tachariam-na de tola por acreditar em algo tão impossível como que lhe propusera o profeta.
Jesus advertiu: ‘Atentai no que ouvis’ (Mc 4.24). Ele sabia que agimos e reagimos de acordo com aquilo que ouvimos daqueles que estão à nossa volta. Eliseu também sabia quão rapidamente as sementes de dúvida crescem no solo do desespero e da perversidade humana. Dessa maneira, recomendou à viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta da dúvida. Assim como Maria, mãe de nosso Senhor, devemos considerar alguns sonhos em nossos corações, ao invés devê-los assassinados numa conversa casual (Mt 7.6)” (BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9. ed., RJ: CPAD, 2007, p.36).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Há um milagre em sua casa
Da mesma forma que Deus usa Eliseu para informar da abundância de alimentos aos habitantes de Samaria, Deus usa Eliseu para tratar de uma situação igualmente importante: socorrer uma viúva e seus dois filhos. Deste tema, devemos nos lembrar de pelo menos três lições:
Problemas atingem a todos, inclusive pessoas tementes a Deus. A viúva do profeta foi consultar o homem de Deus para resolver um grave problema: além de viúva, herdou do marido uma dívida tão constrangedora que o credor levaria seus filhos como escravos. A Bíblia não fala do montante da dívida nem do motivo que levou um homem de Deus a contraí-la, mas deixa claro que havia um credor batendo na porta da viúva para receber seu dinheiro. Não bastasse a dor da perda do esposo, perderia também seus filhos. Mas aquela mulher tinha um referencial: Eliseu, o profeta do Senhor. Servos de Deus não estão isentos de passar por adversidades, mas devem lembrar-se de que têm um Deus a quem recorrer em todos os momentos.
Deus pode agir de forma sobrenatural por meio de coisas simples. O azeite era um produto de baixo valor agregado, em que pese ser essencial em todas as casas dos israelitas. E foi por meio desse líquido comum que Deus fez prover a casa daquela mulher. A estratégia de Eliseu foi seguida, e a mulher viu a multiplicação do pouco em muito. Obedecer a voz do profeta fez a diferença para aquela mulher.
Deus espera que sigamos suas orientações sempre. Não basta saber qual é a vontade de Deus para nossas vidas. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dEle é revelada. Em certos casos, mesmo tendo a providência de Deus, é preciso sabedoria para tratar dos problemas. Aquela viúva viu o milagre em sua casa, mas parece que ainda não tivera idéia de como agir com toda aquela bênção. Ela retornou ao profeta Eliseu para lhe dar a nova, e ouviu do profeta (2 Rs 4.7). O que pode nos parecer óbvio (vender o azeite para pagar a dívida) pode não o ser para a pessoa que está passando pela situação. De forma sábia, Eliseu trouxe a orientação para a viúva. Em momentos como esse, devemos ter paciência com as pessoas aflitas, pois cada orientação é de suma importância, tendo em vista que nos momentos de aflição, nem sempre contemplamos o livramento do Senhor por causa de nossas preocupações. Por isso, tenhamos paciência com aqueles que passam por aflições, e Deus os abençoará.