quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ZACARIAS O REINADO MESSIÂNICO

ZACARIAS O REINADO MESSIÂNICO

TEXTO ÁUREO = “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra” (ir 23.5).

VERDADE PRÁTICA = Jesus é tanto o Salvador do mundo, como rei do Universo.

LEITURA BIBLICA = Zacarias 1: 1; 8:1-3,20-23

INTRODUÇÃO

Entre os Profetas Menores, Oséias é o livro de mais difícil aceitação quanto à razão, enquanto que Zacarias é o de mais difícil interpretação. Ambos têm 14 capítulos. Em Zacarias, o último capítulo é mais longo, tomando-se assim o maior em tamanho dentre os 12 Profetas Menores Com suas visões, símbolos e parábolas, enquadra-se na mesma categoria de Daniel, Ezequiel e Apocalipse Ao pesquisar suas páginas, encontramos fatos, verdades e mensagens destacadas concernentes a Israel, tanto para aqueles dias, como para o futuro. Daniel escreveu sobre o futuro dos impérios gentílicos e Zacarias profetizou sobre o futuro próximo e distante dos judeus.

Quanto à sua relação com outros profetas, Zacarias e Isaías foram os grandes mensageiros messiânicos (o Messias é um tema importante do seu livro, não somente no que tange o seu primeiro advento, como também, no segundo). Como Ageu, Zacarias profetizou acerca do templo de Jerusalém e salientou o Dia do SENHOR.

Zacarias é um dos livros de maior ênfase messiânica e dos mais apocalípticos e escatológicos de todos os escritos do Ai Procure então aproveitar o máximo deste tratado profético, misterioso e sobretudo, ungido pelo Santo Espírito; útil, portanto, ao extremo para a edificação de nossa vida cristã.

O LIVRO DE ZACARIAS

Autor - Zacarias

Zacarias, cujo nome significa “O Senhor se Lembra”, foi um dos profetas pós – exílicos, um contemporâneo de Ageu. Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6.14). Como filho de Baraquias, filhos de Ido, ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT, dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.
Data

O ministério de Zacarias começou em 520 aC, dois meses após Ageu haver completado sua profecia.
A visão dos primeiros capítulos foi dada, aparentemente, enquanto o profeta ainda era um jovem (2.4). Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde, em 518 aC. A referência à Grécia em 9.13 pode indicar que os caps. 9-14 foram escritos depois de 480, quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC.


Contexto Histórico

Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro, estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Rapidamente, reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Logo, todavia, a apatia se estabeleceu, à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos, que, finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia, quando o Messias reinaria de um templo restaurado, numa cidade restaurada.

Conteúdo

O livro de Zacarias começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. O livro está repleto de referências de Zacarias à palavra do Senhor. O profeta não entrega sua própria mensagem, mas ele, fielmente, transmite a mensagem dada ele por Deus. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada.

Deus, então, assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles, através de oito visões. A 
visão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. A Visão do homem com um cordel de medir, existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra.

As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias.
Nos caps 7-9, Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo, para substituir as formalidades religiosas.
Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. (Estudos das últimas coisas)

Seis aspectos básicos caracterizam o livro de Zacarias.

(1) É o mais messiânico dos livros do AT, em virtude de suas muitas referências ao Messias, que ocorrem em seus catorze capítulos. Somente Isaías, com seus sessenta e seis capítulos, contém mais profecias a respeito do Messias do que Zacarias.

(2) Entre os profetas menores, possui ele as profecias mais específicas e compreensíveis a respeito dos eventos que marcarão o final dos tempos.

(3) Representa a harmonização mais bem sucedida entre os ofícios sacerdotal e profético em toda a história de Israel.

(4) Mais do que qualquer outro livro do AT, suas visões e linguagem altamente simbólicas assemelham-se aos livros apocalípticos de Daniel e Apocalipse.

(5) Revela um exemplo notável de ironia divina ao prever a traição do Messias por trinta moedas de prata, tratando-as como “esse belo preço em que fui avaliado por eles” (11.13).

(6) A profecia de Zacarias a respeito do Messias no capítulo 14, como o grande Rei-guerreiro reinando sobre Jerusalém, é uma das que mais inspiram reverente temor em todo o AT.

O Livro de Zacarias ante o NT Há uma aplicação profunda de Zacarias no NT. A harmonização da vida pessoal de Zacarias, entre os aspectos sacerdotal e profético pode ter contribuído para o ensino do NT de que Cristo é tanto sacerdote quanto profeta. Além disso, Zacarias profetizou a respeito da morte expiatória de Cristo pelas mãos dos judeus, que, no fim dos tempos, leva-los-á a prantearem-no, arrependerem-se e serem salvos (12.10—13.9; Rm 11.25-27). Mas a contribuição mais importante de Zacarias diz respeito a suas numerosas profecias concernentes a Cristo.

A Unidade de Zacarias

A erudição bíblica conservadora levanta sérias objeções à teoria pós-alexandrina e pós-zacariana de Zacarias, e firma-se nos seguintes fundamentos:

1) O argumento mais forte aduzido a favor da teoria pós-alexandrina é a referência aos filhos da Grécia em 9.13. Na época, pensava-se que os gregos fossem uma ameaça contra Sião e os consideravam potência mundialmente dominante. No entanto, a profecia é de derrota, não de vitória, para os filhos da Grécia. Além disso, a passagem de 9. 12,13 não descreve uma batalha, mas profetiza um futuro confronto entre Sião e a Grécia, do qual os judeus sairiam triunfantes. Nos dias de Zacarias, as vitórias gregas sobre Xerxes em Salamina, Platéia e Micale (480-479 a.C.) seriam suficientes para colocá-las na atenção de seus contemporâneos.

A menos que rejeitemos a possibilidade da predição profética em base dogmática, não há motivo para Zacarias não poder ter escrito estas palavras na década de 470 a.C.

2) O argumento literário também foi abordado. Os críticos afirmam que o estilo de Zacarias II difere de Zacarias 1. A frase: “Assim diz o Senhor”, tão freqüente nos capítulos 1 a 8, ocorre apenas uma vez na segunda divisão. Por outro lado, a expressão “naquele dia” é usada 18 vezes em Zacarias II contra somente quatro ocorrências em Zacarias 1. Ademais, dizem que o estilo da última seção é mais poético. Contudo, os estudiosos conservadores mostram que há características de estilo até mais significativas que são comuns a ambas as seções. E de comum acordo que o estilo de um autor muda com o transcurso dos anos e ao tratar de uma situação histórica diferente. Nos dias em que o profeta convocava os compatriotas judeus a reconstruir o Templo, a frase profética: “Assim diz o Senhor” era necessária para reforçar a autoridade divina da convocação. Por outro lado, a expressão escatológica “naquele dia” é mais apropriada em profecias que olham o futuro mais distante de Israel, o tema de Zacarias II.
Os defensores da unidade da autoria de Zacarias ressaltam a persistência das seguintes características estilísticas:

a) A expressão: “Diz o Senhor”, ocorre 27 vezes em Zacarias 1 e sete vezes em Zacarias II.

b) A frase hebraica traduzida com o sentido de “os olhos do Senhor” ocorre duas vezes em Zacarias 1(4.10; 8.6) e uma vez em Zacarias 11(9.8; duas vezes se aceitarmos 12.4: “os meus olhos”).

c) O título divino: “O Senhor dos Exércitos”, é encontrado 46 vezes, ou seja, 38 na primeira divisão e oito na segunda.

d) O verbo hebraico traduzido por “habitar”, no sentido especial de “estar habitado”, “estar povoado”, “estar instalado”, acha-se duas vezes em cada divisão e muito raramente em qualquer outro lugar do Antigo Testamento.

e) Há um tipo peculiar de paralelismo hebraico dividido em cinco partes que ocorre escassamente fora de Zacarias, mas que aparece uma vez em Zacarias 1(6.13) e três em Zacarias 11(9.5,7; 12.4).

No que tange ao idioma, todos os estudiosos concordam que o hebraico em ambas as partes de Zacarias é puro e notavelmente livre de aramaísmo. Pusey observa: “Em ambas as divisões há certa completude de linguagem, produzida pela insistência no mesmo pensamento ou palavra: em ambas as seções, o todo e suas partes são, para dar ênfase, mencionados juntos. Em ambas as partes, como conseqüência desta completude, ocorrem a divisão do versículo em cinco porções, ao contrário da regra habitual do paralelismo hebraico”.

3) Por fim, temos de observar que aqueles que rejeitam a autoria de Zacarias dos capítulos 9 a 14 estão em discordância extrema e incorrigível entre si concernente a uma teoria alternativa. As referências nos capítulos 9 a 14 conduzem a diversas datações de suas diversas partes integrantes, variam desde aproximadamente 330 a 140 a.C., e dependem de quais correlações sejam feitas com episódios e personagens ligados com a história helenística.

As dessemelhanças aceitas entre Zacarias 1 e Zacarias II podem ser tratadas sem comprometer a convicção na unidade da autoria. Collins expressou bem a idéia:
[...] Nos capítulos 1 a 8, o profeta preocupa-se primariamente com os acontecimentos contemporâneos, particularmente com a reconstrução do Templo; ao passo que nos capítulos 9 a 14, lida com os acontecimentos futuros, como a vinda do Messias e a glória de seu reinado. Por conseguinte, é natural que a primeira divisão seja de estilo histórico, enquanto que a última, de estilo apocalíptico.

Outrossim, é provável que a primeira parte da profecia pertença à vida do jovem Zacarias, e a segunda à sua idade avançada. As evidências internas do livro são favoráveis, como mostra tão claramente W. H. Lowe, à origem pós-exílica de ambas as divisões e à unidade de autoria.


AS PRIMEIRAS QUATRO VISÕES = (Zc 1.1-3.10)

Este Texto e o próximo ressaltam a primeira divisão do Livro de Zacarias, que tem por conteúdo oito visões noturnas. As oito revelações constituem uma base ou introdução para o restante do livro e salienta a sobrevivência de Israel em meio à queda das nações vizinhas. As primeiras cinco visões têm uma mensagem conciliadora, enquanto que as últimas três, um aspecto condenador.

1º.-  visão: os cavalos entre as murteiras ( Zc 1:7-17)

Antes de cada comentário sobre as visões de Zacarias, você deve ler com muita atenção na Bíblia o relato do profeta sobre a respectiva visão.
A primeira visão ocorreu no décimo primeiro mês do ano 520. Nesta visão, Zacarias viu três grupos de personagens em cavalos vermelhos, baios e brancos a andar entre as murteiras, com um dos personagens montado, à frente dos demais, em um cavalo vermelho.
O homem do cavalo vermelho que pára entre as murteiras e o anjo do SENHOR (vv. 8,10,12) são a mesma pessoa — Cristo. As murteiras representam Israel, ou o povo de Deus. As murteiras são arbustos comuns em Israel, dos quais exalam um perfume agradável, têm flores brancas, frutos comestíveis e madeira amarelada e muito bonita.

Os cavalos representam guerra (vermelho), pragas (baios) e vitória e glória (brancos). Os cavaleiros (possivelmente anjos), após percorrerem a terra, anunciam que ela “... está, agora, repousada e tranquila.” (v. 11).
Isto indica que as nações estavam gozando tempos de prosperidade e de paz. Israel, porém, não estava. O anjo do SENHOR clama a Deus: “... até quando não terás compaixão de Jerusalém... contra as quais estás indignado faz já setenta anos?” (v. 12). Deus responde que está zelando por Jerusalém e que está irritado com os países que agravaram o mal contra ela (vv. 14,15). Brevemente, Ele tomará providências e Seu povo será restaurado, sua cidade principal, reedificada e habitada (vv. 16,17). Notem as palavras “será” e “ainda” nesses últimos versículos, indicando cumprimento futuro da profecia.

Em suma, a interpretação da visão é a de que Deus, por intermédio de Seu Filho, está prestes a intervir ao mundo, que se encontra acomodado e indiferente, para restabelecer e abençoar Sua cidade e Seu povo.

2º.-  visão: quatro chifres e quatro ferreiros ( Zc 1:18-21)

A segunda revelação simboliza a derrota dos inimigos de Israel. Os quatro chifres representam forças opressoras, possivelmente Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma (ou Assíria, Egito, Babilônia e Medo-Pérsia). Os quatro ferreiros são os agentes de Deus (anjos ou homens) que esmagarão os chifres, findando assim suas ameaças e tirania.

3º.-  Visão: Jerusalém medida ( Zc 2:1-13)

A explicação da terceira visão em que a cidade de Jerusalém é medida mostra que a cidade santa será grande e populosa. Fala da volta à Jerusalém dos judeus espalhados pelo mundo afora. A população será tão numerosa que se estenderá além das muralhas da cidade. Deus estará no meio deles, habitando (v. 11) e oferecendo Sua proteção (v. 5). Esse trabalho do SENHOR é tão vital que Ele requer silêncio de toda a terra para efetuá-lo (v. 13).
Notemos que, durante essa terceira revelação, um segundo intérprete angelical aparece para transmitir informações ao primeiro anjo que falava com Zacarias (v. 3). O primeiro mensageiro tinha explicado o significado das primeiras duas visões para o profeta (1.9,19,21).

4º.- visão:  Josué o sumo sacerdote ( Zc 3.1-10)

“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas, o SENHOR disse a Satanás: o SENHOR te repreende, á Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo.” (Zc 3.1-3).

Na quarta visão, o sacerdote Josué simboliza todo o sacerdócio de Israel. Suas vestes sujas representam manchas do pecado. A remoção dessas vestes e os finos trajes que lhe foram dados significam perdão, bem como a sua restauração ao seu primeiro estado glorioso. O simbolismo abrange todos os judeus, um povo de vocação sacerdotal, representado por Josué. Vemos aí, a promessa da purificação da nação israelita.

O sumo sacerdote e os homens de presságio (ou “homens que são um sinal”, isto é, protótipos de eventos e coisas futuras) precederão a vinda do “Renovo”, o Messias. E uma segunda promessa registrada nessa visão que iria se cumprir em meio ao povo escolhido de Deus.

AS SEGUNDAS QUATRO VISÕES (Zc 4.1-6,15)

Entre a quarta e a quinta visão, o profeta entrou em um estado de profunda sonolência. Note no primeiro versículo do capítulo quatro que, antes que o anjo falasse Zacarias despertou. Ou o profeta estava exausto e adormeceu, ou, extasiado pelas maravilhas sobrenaturais das revelações, ficou atônito com isso. Seu ajudante celestial o acordou e perguntou: “... Que vês?,..” (4.2)

5º.- visão: o candelabro entre duas oliveiras ( Zc 4: 1-14)

O que o servo do SENHOR vislumbrava nesta quinta visão era um castiçal dourado, completo, com um vaso de azeite, sete lâmpadas e sete tubos que estava entre duas oliveiras.
A mensagem principal do trecho se encontra no versículo 6: “... Não por força nem por poder, mas, pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” O sucesso da obra divina depende da unção do Espírito Santo. Deus, por meio dos “... dois ungidos..” (v. 14) iria reconstruir o Seu templo em Jerusalém.

Os dois servos: Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o governador de Judá e responsável pela reedificação do templo (Ag 1.1; 2.23), são simbolizados pelas duas oliveiras. O óleo, obviamente, representa o Espírito Santo; o candelabro é o templo que, por sua vez, representa Israel. A montanha (v. 7) simboliza os obstáculos que serão derrubados e não impedirão o avanço do trabalho restaurador do SENHOR.

Os sete olhos de Deus (v. 10) significa a perfeição da Sua visão, que percorre toda a terra e olha com grande satisfação o empenho de Zorobabel, com o prumo na mão.
Deus mostra ao mensageiro que Seus desígnios se cumprem quando Seus servos são ungidos pelo Espírito Santo e cooperam com o Mestre Arquiteto, lançando mãos à obra. Sua energia vem do SENHOR, não de fontes humanas.

6º.- visão: o rolo voante  ( Zc 5.1-4)

As últimas visões de Zacarias falam de condenação e juízo. O rolo enorme que aparece na sexta visão representa a maldição ou o julgamento que recairá sobre os pecadores (v. 3). O rolo simboliza a lei do SENHOR que declara que aquele que a transgride será amaldiçoado. Por toda a terra os rebeldes serão procurados, alcançados e expulsos do reino do Messias. Suas casas e suas vidas serão consumidas (vv. 3,4).

7º.- visão: a mulher e o efa ( Zc 5:5-11)

Na sétima visão, o efa, uma cesta, significa o mercantilismo e também, como o versículo 6 indica, “... a iniquidade em roda a terra”. Somando os dois, o resultado são os negócios ímpios que os comerciantes praticam. A mulher é a “impiedade”.
A iniquidade é fruto de um coração ímpio. Na visão, o pecado (o efa e a mulher) é transportado à terra de Sinear pelas duas mulheres com asas. As mulheres voadoras que levam a “praga” são também impuras. Isto se nota no tipo de asas que tinham, as de cegonha, considerada uma ave imunda pelos judeus. Elas retornam à Babilônia (terra de Sinear), onde se originou a iniquidade e a impiedade. Nos dias de Zacarias, esse local era centro mundial de idolatria e perversidade. Contudo, observamos nessa visão a remoção do pecado do mundo, principalmente, a ganância e a ambição.

8º.- visão: os quatro carros ( Zc 6,l-8 )

Nesta oitava e última revelação o ponto comum entre esta revelação e a primeira é os cavalos. Agora, há também cavalos pretos que possivelmente, representam a morte. A ideia geral é a de que os carros puxados por esses cavalos, que são ventos (anjos) ou espíritos do céu (v. 5), percorrerão a terra, principalmente, o Norte, executando os propósitos judiciais do SENHOR.
O ciclo das revelações se completa aqui. Começou com o soberano Deus prestes a intervir no mundo e se encerra com Ele, enviando os Seus anjos para julgar as nações. Isto acontecerá no fim da Grande Tribulação, quando terá início a era messiânica.

A coroação de Josué (Zc 6.9-15)

A seqüência das visões de Zacarias é a coroação simbólica de Josué. Sua coroação representa a glorificação do Messias, o Renovo, como rei e sacerdote. O ouro e a prata trazidos de volta do cativeiro por alguns dos exilados seriam usados para fazer a coroa (uma só coroa com outras sobrepostas, daí a expressão “coroas”) a ser colocada “... como memorial no templo do SENHOR.” (v, 14). Não quer dizer que as coroas serão de Helém, Tobias, Jedaías, Hem, mas que o memorial será em honra a eles por terem trazido o material para a sua confecção.
No tempo certo, segundo o plano de Deus, Jesus realizará o que está escrito no Livro de Zacarias, que são atos típicos ou sombras da imagem real.

“Ele mesmo (o Messias) edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será -sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.” (Zc 6.13)

A PRIMEIRA MENSAGEM DO SENHOR (Zc 7 )

Quase dois anos se passaram (compare 1.1 e 7.1) até que a Palavra de Deus viesse novamente a Zacarias. Desta vez, o SENHOR não recorre a visões, mas a mensagens diretas. Os assuntos das duas mensagens específicas são: “A Repreensão a Israel por seus Falsos Motivos” e “A Promessa de sua Restauração”.

Uma pergunta ( Zc 7: 1-3 )

“... Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês, como temos feito por tantos anos?” (v. 3).
A pergunta é feita por um grupo de judeus de Betel representado por Sarezer e Regén-Meleque (líderes da comunidade) aos sacerdotes e profetas em Jerusalém. No cativeiro, tinham jejuado. Agora, estavam indagando se ainda seria necessário tal prática, uma vez que já haviam regressado à sua terra natal.

A resposta  (Zc 7:4-7 )

A resposta provém da boca de Deus. O SENHOR revela a rebeldia de seus corações. Não responde diretamente a pergunta, mas chega ao âmago do assunto mostrando que eles realmente não querem mais jejuar. Em Babilônia, suas festas e orações não agradavam a Deus porque procediam hipocritamente dos seus lábios. Os seus jejuns não tinham valor e continuariam deste modo, caso não mudassem de atitude e permitissem que a misericórdia e a justiça reinassem em seu meio.

A causa do exílio ( Zc 7: 8-14)

Deus continua Sua mensagem e alerta a memória do profeta para aquilo que Ele havia mandado o Seu povo praticar: juízo, bondade e misericórdia (vv. 9,10). Mas ele não fez assim e a ira do Altíssimo recaiu sobre todos (v. 12). Escolheram a vereda da desobediência e o efeito foi um triste e penoso período de escravidão nas mãos de vizinhos opressores. Viraram as costas e taparam os ouvidos (v. 11); seus corações estavam duros como diamante (v. 12), isto é, nada poderia quebrar, cortar ou penetrar a sua resistência rebelde e obstinada. O SENHOR, ao bradar-lhes, encontrava somente portas fechadas, assim, teve que espalhá-los com um turbilhão (tempestade ou redemoinho de vento) e permitir a derrocada da sua terra (v. 14).

A SEGUNDA MENSAGEM DO SENHOR = (Zc 8)

“A Justiça de Deus” foi o tema do capítulo anterior de Zacarias. No presente capítulo se evidencia “A Misericórdia de Deus”.
Vemos freqüentemente no AT um Criador amoroso, abençoador, cuidando do Seu povo e este se afastando; Deus chamando-o de volta e a rebeldia se intensificando; o SENHOR castigando o e ele, arrependido, voltando ao Criador. Ele aceitando-os novamente, por Seu grande amor. Um dia, porém, a misericórdia de Deus findará e aqueles que ainda não O reconhecem como Messias experimentarão somente a Sua justiça.

“... voltarei....salvarei..,” (Zc 8.1-8 )

A promessa de Deus aos Seus filhos é que Ele voltará para Sião (Seu povo) e habitará no meio de Jerusalém. O retorno do SENHOR ao Seu povo marca o início da sua restauração. O povo se arrependerá, Deus o perdoará e permitirá que retorne à sua terra. A capital terá, então, o nome de cidade fiel; o monte do SENHOR dos Exércitos (sobre qual estava sendo edificado o templo) será chamado Monte Santo (v. 3).

“... sejam fortes...”(Zc 8.9-17)

Deus procura encorajar Seu povo, mencionando a atitude que prevalecia no início do trabalho de reconstruir o templo: ninguém recebia salário e havia inimigos em volta; mesmo assim dedicou-se à obra com vontade e ardor (v. 10). Zacarias fala que Deus irá abençoá-lo novamente. Não será envergonhado perante as outras nações, mas, será herdeiro das riquezas celestiais (vv. 12,13). Por isso, precisa ficar firme, levantar a cabeça, não temer e começar uma segunda vez esse seu trabalho digno e proveitoso. Ao lado da tarefa física, os filhos de Israel são advertidos a praticar a justiça, a viver retamente perante o SENHOR e seu próximo (vv. 16,17). Dessa maneira, garantirão o sucesso, o avivamento e as bênçãos contínuas dos céus.

“... amai, pois, a verdade e a paz” (Zc 8.18-23)

Os pensamentos do SENHOR através de Zacarias, nessa passagem, estão ligados aos dois últimos versículos precedentes (vv. 16,17). Deus volta ao assunto do jejum, desta vez afirmando que os filhos de Israel serão “... para a casa de Judá regozijo, alegria e festividades solenes...” (v. 19). A diferença entre o resultado dos jejuns judaicos agora e no passado (Cativeiro) provinha do tipo de atitude. Antes, só havia ritos e cerimônias; agora, porém, seriam festas e atos sagrados de honra e louvor genuíno ao SENHOR. Com corações justos, seus filhos poderiam observar suas festividades, sabendo que Deus se agradava deles.

Para continuar assim, no entanto, o Pai os instrui: “... amai, pois, a verdade e a paz.” (8.19). Não meramente gostar, mas, amar de corpo, alma e espírito. Alguém que se dedica a obedecer e a seguir o caminho da verdade e da paz é, sem dúvida, uma pessoa santa e exemplar diante do SENHOR e do mundo. Assim fazendo, pode confiar que a felicidade celestial será sua porção.

PROFECIAS SOBRE O MESSIAS = (Zc 9-11)

Zacarias, no começo do capítulo 9, transporta-se dos seus dias (520 a.C.) a épocas futuras, principalmente, para os dias de Cristo, quando Ele viver na terra. Falando desses eventos futuros, o profeta inicia suas mensagens sobre os dois adventos do Messias.
Primeiro, fala sobre a Primeira Vinda de Jesus e a rejeição (caps. 9-1 1), depois prega sobre a Sua Segunda Vinda e recepção por parte dos israelitas (caps. 12-14).

“Alegra-te... Sião. aí te vem o tei rei...”  ( Zc 9)

As várias cidades (Tiro, Sidom, Asquelom etc.) mencionadas na primeira divisão desse trecho (1-8) foram derrotadas ou conquistadas por Alexandre, o Grande, no ano 330 antes de Cristo. Sua invasão aniquilou e dominou estas cidades da Síria, Fenícia e Filístia. O que impressiona, porém, é que durante suas investidas, Alexandre deixou Jerusalém em paz. Conforme narram os historiadores, ele passou várias vezes perto da cidade, mas não a atacou. O SENHOR levou Seu arauto a declarar, “Acampar-me-ei ao redor da minha casa para defendê-la contra forças militantes, para que ninguém passe, nem volte...” (v. 8).

Serão fortalecidos no SENHOR  ( Zc l0 )

Zacarias continua suas declarações admoestando o povo a buscar a Deus (v. 1) e deixar de lado os ídolos e adivinhos que ainda estavam influenciando suas vidas. O profeta ressalta a ira divina contra os pastores rebeldes e bodes-guias.
Note que, no versículo dois, os judeus são comparados a ovelhas aflitas, porque não há pastor. Daí, entendemos que os pastores e bodes do versículo três não são autênticos, ou melhor, são falsos: são os líderes inimigos que dominavam os judeus. A salvação viria da tribo de Judá, a “... pedra angular... a estaca da tenda... o arco de guerra;...” (v. 4).

Os dois pastores (Zc 11)

Este capítulo é uma profecia sobre as terríveis invasões romanas que assolaram Israel, culminando com a destruição absoluta de Jerusalém e o templo em 70 d.C. (vv. 1-3). Um historiador comenta que, durante essa época (o tempo em que Tito sitiou Jerusalém e finalmente a destruiu), mais ou menos um milhão de pessoas morreu no holocausto.
O profeta usa de linguagem figurativa para expressar o choro intenso do povo: “Geme, á cipreste... gemei, á carvalhos de Basã.... Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eís o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!” (vv. 2,3).

PROFECIAS SOBRE A SALVAÇÃO DE ISRAEL = ( Zc 12-14 )

O Livro de Zacarias termina salientando a Segunda Vinda de Cristo e a libertação do povo de Deus. O profeta comenta que desta vez “o SENHOR será Rei sobre toda a terra;..,” (14.9).
Israel será vingado, exercerá poderes estupendos que aniquilarão seus inimigos. Com prantos de arrependimento receberá o Supremo Pastor, a quem tinha crucificado na Sua Primeira Vinda. Ele, por sua vez, o restaurará e purificará, acolhendo-o a Si novamente. Será a época das vitórias finais de Deus sobre os homens maus e o estabelecimento da Sua supremacia sobre tudo e sobre todos; é, enfim, o início do Milênio e do aguardado estado de restauração e favor divino para os remidos do SENHOR.

Jerusalém, desagravada e arrependida (Zc 12)

O tema do livro alcança o seu auge neste trecho. O Dia do SENHOR, que se segue ao arrebatamento da Igreja, prevalecerá durante toda a Tribulação. Começará então a salvação de Israel. Os primeiros nove versículos do capítulo ressaltam a vingança do SENHOR contra os adversários de Suas ovelhas.

“... farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor ... farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente;...” (vv. 2,3).
“Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha, eles devorarão, a direita e a esquerda, a todos os povos em redor, “ (v 6)

Será o dia quando as forças hostis serão subjugadas, esmiuçadas pelo SENHOR dos Exércitos, a grande batalha de Armagedom (v. 9). Jerusalém passará a ser habitada outra vez pelo seu próprio povo e no seu próprio lugar — lugar da presença gloriosa do Rei dos reis (v. 6).

Jerusalém, purificada e provada ( Zc 13)

O penúltimo capítulo de Zacarias, em sua maioria, comenta a purificação de Israel “Naquele dia,,..” (vv. 1,2,4), não somente no que tange o pecado em geral, mas, principalmente, à remoção dos falsos profetas (vv. 2,6).

A conclusão deste capítulo (vv. 7-9) converge para o Messias e o golpe máximo que O levou à crucificação e à morte (v. 7). O resultado da morte do Pastor é a dispersão das ovelhas, ou de Israel — basta olhar as páginas da História para verificar o cumprimento dessa profecia.
Notamos, contudo, que Zacarias prevê o primeiro advento de Jesus, quando Ele seria rejeitado. Já os versículos 8 e 9 apontam eventos em um futuro mais distante. Fala da eliminação de 2/3 das ovelhas, isto é, de judeus. A terceira parte restante será purificada e provada pelo fogo. Essa parte, o remanescente, será salvo e usufruirá das graças eternas de Deus.

Muitos pensam erroneamente que todos os israelitas serão salvos. A Bíblia diz em Romanos 11.26: “... todo o Israel será salvo... “, mas isso é uma figura de linguagem chamada “sinédoque”, em que se toma a parte pelo todo ou o todo pela parte. Nem todo judeu entrará pelas portas celestiais, mas aquele que confessar Jesus como o Cristo fará parte do grupo que será bem vindo nos céus. O que for salvo é o remanescente que escapar, a terceira parte purificada. (Compare Romanos 11.26 com 9.27 e Isaías 10.22).

As palavras “em toda a terra”, de Zacarias 13.8, têm a mesma aplicação. Não é o mundo significando todas as nações, mas toda a terra de Israel, ou a parte pelo todo.
Enfim, a triste verdade é que, durante a Grande Tribulação, grande número de judeus perecerão. Sendo infiéis e sem aceitar o Messias como seu Salvador pessoal, expirarão debaixo de Sua ira vingadora. Aqueles que aceitarem o Messias como o SENHOR de suas vidas depois do processo purificador clamarão a Deus e Ele responderá, dizendo: “... é meu povo, e ela (Israel) dirá: O SENHOR é meu Deus.” (v. 9).

Jerusalém, libertada e glorificada (Zc 14)

O apogeu da purificação de Israel encontra-se registrado nesses versículos. A expressão “Dia do SENHOR” ou “Naquele dia...” acha-se nove vezes no capítulo. O profeta fala da chegada do Messias sobre a terra, especificamente sobre o Monte das Oliveiras (v. 4); da peleja contra os inimigos do Seu povo (vv. 2,3); das pragas que cairão sobre as nações e os animais (vv. 12,15); da santificação das panelas na Casa do SENHOR (vv. 20,21), que eram os utensílios de menos valor no trabalho sacerdotal, mas, agora, como todos os outros vasos de maior valor (como as bacias), serão igualmente consagradas ao SENHOR.

Zacarias não somente observa os aspectos do julgamento nesse terrível dia como salienta algumas das suas bênçãos, como:

1. as águas vivas que correrão de Jerusalém (v. 8);                                                                            2. a ausência de maldição e a segurança que haverá na cidade santa (v. 11);
3. as riquezas vindas de outras nações que serão ajuntadas na cidade santa (vv. 1,14);
4. não haverá mercador (cananeu, pessoa imunda) na Casa do SENHOR e Seu reino será caracterizado pela santidade (vv. 20,21).


CONCLUSÃO

A magnificência do novo centro governamental do SENHOR vê-se no versículo 10, onde Jerusalém “... será exaltada e habitada no seu lugar,... “. Tudo em volta será transformado em planície, a cidade santa será elevada e será um ponto central, acima de todo o Israel. Nisso, observamos a futura exaltação da cidade de Deus: Jerusalém liberta, glorificada, cheia de santos — a nova capital da teocracia eterna do Rei dos reis e grande SENHOR.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Beacon
Bíblia Estudo Plenitude
EETAD – Os Profetas Menores =  Richard Leroy Hoover


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O PROFETA AGEU E O COMPROMISSO DA ALIANÇA

Lição 11
O PROFETA AGEU E O
COMPROMISSO DA ALIANÇA

16 de dezembro de 2012
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO


Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas 
(Mt 6.33).


VERDADE PRÁTICA


A verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual.



COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO



Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas 
(Mt 6.33).
           
O texto áureo deste domingo é uma citação do Sermão da Montanha, quando o Senhor Jesus fala sobre a ansiosa solicitude pela nossa vida. O capítulo 6 do Evangelho de Mateus apresenta 34 versículos, que podem ser subdivididos em 3 agrupamentos;
- o primeiro grupo de versículos Mt 6.1-18 nos mostram o contraste entre os antigos padrões judaicos de conduta e os novos padrões ensinados pelo Senhor Jesus, o Messias;
- o segundo grupo de versículos Mt 6.19-24. nos mostram o uso correto das propriedades, a relação que devemos ter para com as riquezas, e o cuidado da busca desenfreada pelas coisas terrenas e outros bens materiais.
-o terceiro e último grupo de versículos Mt 6.25-34, onde está inserido o nosso texto áureo, fala sobre a ansiedade e a confiança. Como declara Sherman Johnson: “O homem que quiser ter um tesouro nos céus (vs. 20), que quiser que a linha orientadora de sua vida seja reta (vs. 22), e que quiser servir a Deus e não às propriedades (vs. 24), deve desvencilhar-se das preocupações”, ao mesmo tempo deve desenvolver a confiança correta a Deus, nosso Pai. Isso o Senhor Jesus exige da parte do novo Israel, ou seja, do Israel Espiritual, sua Igreja, chamados para fora do mundo para serví-lo.
Essas instruções são distintamente cristãs, ainda que originalmente tenham sido dadas aos judeus, são direcionadas a igreja, aqueles que acolheram sua nova Lei. O Evangelho de Mateus é um documento cristão, ainda que reflita a transição da antiga para a nova dispensação.
Neste último grupo de versículos, 24 a 34 do capítulo 6 de Mateus,onde se insere o nosso texto áureo (Mt 6.33), encontramos oito razões pelas quais os crentes no Senhor Jesus Cristo devem evitar toda sorte de ansiedades relacionadas a vida material e física, que são:
1.- a nossa vida aqui nessa terra, é muito mais que simplesmente esse viver cotidiano, material e físico, portanto não deve se restringir e ser dominada apenas pelos desejos e elementos materiais que o mundo ou o sistema possa oferecer (Mt 6.25);
2.- Deus, nosso Pai, cuida dos animais irracionais, inferiores e isolados, quanto mais dos seus filhos queridos (Mt 6.26);
3.- a nossa ansiedade, as nossas preocupações, em nada altera as condições de vida, ou aumenta a sua duração, ou seja, nossas ansiedades, não mudam absolutamente nada, não nos faz crescer em nada (Mt 6.27);
4.- Nosso Santo e amoroso Deus, veste as flores frágeis de maneira belíssima e perfumada, sem que as mesmas tenham raciocínio algum, quanto mais nós, seus filhinhos amados, Deus providencia e tem providenciado as necessidades de cada um sem que precisemos nos preocupar (Mt 6.28-30);
5.- Os gentios, os mundanos, os carnais, vivem desesperadamente em busca das coisas deste mundo, faz parte do raciocínio dos pagãos a ansiedade pelas coisas materiais e terrenas, diferentemente os crentes, filhos do reino de Deus, contam com seu Pai Celestial (Mt 6.31-32);
6.- Nosso Deus é Pai, o Pai conhece as necessidades de seus filhos, nosso Deus e Pai conhece muito bem, as minhas e as suas necessidades, a fé nisso, nos traz conforto, porque diferentemente dos deuses do paganismo, que não eram pai para seus adeptos, mas apenas senhores, fazia com que seus adeptos tivessem razões para não esperar muito deles. Mas os discípulos do reino, que são filhos do Pai celeste, tem razão em esperar o fornecimento de tudo. (Mt 6.32). Glória a Deus;
7.- A busca pelo reino de Deus e sua justiça , por si mesma, nos garante as coisas menos importante. 
A expressão em primeiro lugar” do nosso texto áureo (Mt 6.33) provavelmente, nos remeta que Jesus só permite uma busca, uma ansiedade, portanto, não uma série, sendo essa  a primeira de várias, mas a primeira, no sentido de única, uma forte expressão de desejo, um exercício de alma naquilo que diz respeito ao reino de Deus e à sua justiça.
Portanto essa busca deve ser suprema e nenhuma outra coisa merece a atenção do ser humano, é a única coisa digna de ocupar a mente e o coração do crente, que foi feito à imagem de Deus, ou seja somente essa busca é permitida e incentivada no Reino de Deus, que são coisas pertinente ao próprio Reino: “Desejai as coisas grandes (as mais importantes), e as coisas pequenas vos serão acrescentadas, e desejai as coisas celestiais, e as coisas terrenas vos serão acrescentadas”, tanto Orígenes como Clemente de Alexandria, considerados pais da igreja cristã, citaram essas palavras (Mt 6.33);
8.- A ansiedade por si só é inútil, só acrescenta maior sofrimento na vida diária da pessoa, já tão perturbado em seu cotidiano. Na realidade é uma irracionalidade sofrer algo, que ainda não existe, juntamente com o já existente, o qual é perfeitamente real (Mt 6.34).
Esse é o contexto do nosso texto áureo. O capítulo 6 de Mateus deve ser um dos ensinos norteadores de nossas vidas, assim sendo, não devemos isolar o versículo 33, mas devemos considerar e compreender que esse versículo 33 "Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas", atinge o ponto mais elevado do MANIFESTO CONTRA O MATERIALISMO e ao mesmo tempo nos apresenta a principal instrução do ensino do Senhor Jesus a respeito da atitude cabível ao crente, concernente as coisas materiais.
Quando estamos focados e fixados no projeto original de Deus, temos uma vida abençoada, sem exageros, sem gastos desnecessários, sem desperdícios, a vida espiritual nos capacita a termos vida comedida, abençoada, independentes dos modismos materiais deste mundo, vida triunfante, vida de paz e alegria, portanto, buscai: o batismo com o Espírito Santo e com fogo, os dons espirituais, a verdadeira adoração, a Palavra de Deus, buscai o Reino de Deus e tenha uma vida vitoriosa e livre do stress, da ansiedade deste mundo.



RESUMO DA LIÇÃO 11


O PROFETA AGEU E O COMPROMISSO DA ALIANÇA
 
I. O LIVRO DE AGEU
1. Contexto histórico.
2. Vida Pessoal.
3. Zorobabel. 
4. Estrutura e mensagem.
 
 
II. RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÕES
1. A desculpa do povo.
2. Inversão de prioridades (vv. 3,4).
3. Um convite a reflexão.
 
 
III. A EXORTAÇÃO DIVINA
1. Crise econômica.
2. A solução.
3.- O Segundo Templo.
 

INTERAÇÃO

 
O Templo era o símbolo visível da aliança de Deus com o seu povo.
Nesse contexto é que aparece Ageu, o primeiro profeta a exercer o ministério no período pós-exílio. Sua mensagem central não poderia ser outra: “Israel, reconstrua o Templo para o Senhor!”.
Os judeus estavam indiferentes em relação à obra de Deus, porém através do ministério de Ageu e Zacarias, o Templo foi reconstruído, e conforme a palavra do Senhor, “a glória da segunda Casa será maior que a da primeira”.
Como servos do Altíssimo precisamos estar atentos, pois como os israelitas, também podemos negligenciar a obra de Deus e o cuidado com a Casa do Senhor.
Que sejamos servos compromissados com o Reino, trabalhando para o seu crescimento aqui na Terra.
Coloque suas prioridades em ordem correta, segundo as Escrituras Sagradas.


OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Conhecer o contexto histórico da vida de Ageu.
·   Elencar os principais problemas encontrado pelos judeus para reconstruir o Templo.
·   Saber que temos responsabilidade diante de Deus e dos homens.


ESBOÇO DO LIVRO DO PROFETA AGEU


Parte I — Reconstrução do Templo (1.1-15)
(1.1) ...................Introdução.
(1.2-11) ..............Primeiro oráculo: exortação para a reconstrução do Templo.
(1.12-15) ...........Segundo oráculo: resposta e compromisso.

Parte II — Esplendor Futuro do Templo (2.1-23)
(2.1-9)................Terceiro oráculo: compromisso e promessas.
(2.10-23)...........Quarto oráculo: decisões e bênçãos futuras.


COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
TEMPLO:
 Espaço ou edifício destinado a culto religioso.
Foto do Professor Alberto da Maquete do Templo em Jerusalém  - Israel

De Joel até Ageu passaram-se mais de 300 anos.
A hegemonia política e militar, nessa fase da história mundial, estava com os persas, pois os assírios e babilônios não existiam mais como impérios.
Quanto ao pecado de Judá, este não era a idolatria, pois o cativeiro erradicara de vez essa prática.
O problema agora, igualmente grave, era a indiferença, a mornidão e o comodismo espiritual dos judeus em relação à obra de Deus.

1. O LIVRO DE AGEU

        COMO OS JUDEUS VOLTARAM DO EXÍLIO?

Os Judeus voltaram em três levas.
A primeira com Zorababel, que era da Casa de Davi.
Zorobabel partiu da Babilônia no ano 520 a.C., para reconstruir o Templo em Jerusalém.
É o início do período chamado de período do 2º. Templo.
O templo bonito e majestoso que Salomão construiu foi destruído em 587 a.C., pelos babilônicos.
Então Zorobabel voltou para Jerusalém com um grupo para reconstruir o templo e a cidade (Ed 2.1-2).
A segunda leva veio no ano 457 a.C., quase 50 anos depois, com Esdras, um levita, um homem versado na lei de Moisés.
Esdras veio para Jerusalém para restaurar o culto judaico, porque nessa época os seus irmãos já estavam em Jerusalém trabalhando para reconstruir o templo, mas precisava de pessoas instruídas na lei do Senhor para instruir o povo, então Esdras chegou e o seu trabalho foi extraordinário.
A terceira leva veio 12 anos depois no ano 445 a.C., chegou a Jerusalém com Neemias, para reconstruir as fendas no muro de Jerusalém.
Assim os judeus retornaram em três levas principais.
Durante este período Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias, são os profetas do exílio.



OS JUDEUS VOLTARAM EM TRÊS GRANDE GRUPOS:

1o.) Liderados por Zorobabel, príncipe (520 a.C., para reconstruir o 2 templo em Jerusalém, é o início do 2o. Templo e a cidade (Ed. 2.1-2);
2o.) Liderados por  Esdras, sacerdote Levita, versado na Lei de Moisés veio para Jerusalém para restaurar o culto judaico (457 a.C.);
3o.) Liderados por Neemias, para reconstruir as fendas dos muros de Jerusalém  (445 a.C.)



OS PROFETAS

DURANTE O REINO DE JUDÁ: Isaías, Miquéias, Sofonias e Jeremias
NORTE: Os principais profetas:Jonas, Amós e Oséias
CATIVEIRO OU EXÍLIO: Daniel e Ezequiel
PÓS-CATIVEIRO: Os dois profetas principais Ageu e Zacarias



O EMBARGO DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

Com o retorno de Judá do cativeiro decretado por Ciro, que foi um homem piedoso, um homem designado por Deus, como registra a Palavra de Deus, o povo de Israel voltou a sua terra, mas nem todos os sucessores de Ciro, os reis da Pérsia, foram piedosos e favoráveis aos judeus.
Dario Artaxerxes (Cambises) suspendeu e embargou as obras de reconstrução do templo (Ageu 1 ), porque os samaritanos mandaram uma carta ao rei da Pérsia solicitando o embargo do templo, dizendo que o povo judeu estava preparando para uma revolta contra a Pérsia, que era um povo obstinado, um povo que não obedecia nem a Deus, nem suas leis, nem a Moisés, e por causa disso o povo tinha sido levado ao cativeiro, em virtude disso a cidade santa tinha sido destruída e tão logo o povo estando de volta, já estava se preparando para uma outra revolta.
O rei Dario Artaxerxes lendo a carta, mandou parar o trabalho para examinar a situação, e o povo ao invés de se defender, buscar a presença de Deus e se esforçar para continuar a construção, não, ficaram acomodados, ficaram até mesmo contentes e deixaram a construção do Templo e começaram a reconstruir suas casas, os seus pomares, a cuidar de seus afazeres, se esquecendo da Casa do Senhor Deus de Israel, aí Deus levantou o profeta Ageu para exortar o povo a  trabalhar na reconstrução da Casa do Senhor e o povo foi despertado e começaram a construir a Casa do Senhor.
Dario Artaxerxes morreu e seu filho Dario Histaspes assumiu o trono do reino da Pérsia e mandou um decreto autorizando a construção, ele desembargou a construção do Templo de Deus em Jerusalém.
E voltaram a construir a Casa do Senhor no local onde Davi havia comprado.
O segundo Templo assim continuou a ser reconstruído, no mesmo local do primeiro Templo, na eira de Araúna, que Davi comprou dos jebusitas, que é a parte mais alta da cidade de Jerusalém.
Só que a estética ou arquitetura do templo já não era a mesma da época de Salomão, e ficou chamado de o Segundo Templo.
O Segundo Templo iniciou sua reconstrução por Zorobabel e foi inaugurado antes de seu término, no capítulo 2 do profeta Ageu, nós vemos ali que o povo especialmente os anciãos estavam tristes na ocasião da inauguração porque os anciãos que foram levados cativos para a Babilônia eram meninos e conheciam o templo construído por Salomão, eles tinham visto o primeiro Templo e 50 anos depois eles voltaram e já estavam idosos e ao ver essa construção, muitos ficaram até tristes, porque conheciam aquele esplendoroso templo e agora estavam inaugurando aquele templo tão simples, então choraram.
Os seus filhos que não conheceram o primeiro Templo estavam todos contentes, alegres pela inauguração, mas os anciãos que conheceram a beleza extraordinário do primeiro Templo se entristeciam, além do mais o segundo Templo nem estava acabado.
Então Deus falou através do profeta Ageu, foi o segundo discurso (Ageu 2.8-9).
O templo estava feio e nem havia terminado e o profeta ousadamente declarou que a glória daquela casa seria superior a da primeira.
O profeta Ageu falou como portador de Deus: “Diz o Senhor dos Exércitos, aqui está a assinatura e como de fato foi neste templo que Nosso Senhor Jesus Cristo foi apresentado a glória do Segundo Templo” realmente foi maior do que a do primeiro.
O Senhor Jesus quando nasceu foi levado ao templo, Simeão, o tomou em suas mãos e apresentou o Senhor Jesus. O Senhor Jesus entrou neste Segundo Templo muitas vezes para ensinar a Palavra de Deus, então a glória do Segundo Templo foi maior do que a do Primeiro Templo”. (Do livro: O Povo de Israel, Uma Perspectiva Bíblica e Histórica – páginas 91-94– autor: Professor Alberto).

1. Contexto histórico. 
No livro de Esdras, encontra-se o relato das primeiras décadas do período pós-exílio.
Por isso, é fundamental ler os seis primeiros capítulos do referido livro, para compreendermos o profeta Ageu.
O rei Ciro, da Pérsia, baixou o decreto que pôs fim ao cativeiro de Judá em 539 a.C.
Império Persa

Pouco tempo depois, a primeira leva dos hebreus partiu da Babilônia de volta para Judá.
a) Cambises. Ciro reinou até 530 a.C, ano em que faleceu.
Cambises, identificado na Bíblia como Artaxerxes (Ed 4.7-23), reinou em seu lugar até 522 a.C.
Este, por dar ouvidos a uma denúncia dos vizinhos invejosos e hostis a Judá, decidiu embargar a construção da Casa de Deus em Jerusalém (Ed 4.23).

b) Dario Histaspes. Após a morte de Cambises, Dario Histaspes assumiu o trono da Pérsia (reinando até 486 a.C), e autorizou a continuação da obra do Templo.
Ele é citado nas Escrituras Sagradas simplesmente como “Dario” (Ed 6.1,12,13).

REIS MEDO-PERSAS (XÁS)
1.- Ciro (536-529 a.C.);
2.- Cambises (529-522 a.C.);
3.- Dario Histaspes (521-486 a.C.);
4.- Xerxes I (486-465 a.C.)
5.- Artaxerxes I, Longimano (465 – 425 a.C.);
6.- Xerxes II (425 – 424 a.C.);
7.- Dario II (424-405 a.C.);
8.- Artaxerxes II (405 – 350 a.C.);
9.- Artaxerxes Ocus (350 – 336 a.C.);
10.- Dario III, Codomano (336-331 a.C.).

2. Vida pessoal. 
Não há, além do profeta, outro Ageu no Antigo Testamento.
O seu nome aparece nove vezes na profecia e duas no livro de Esdras (Ed 5.1; 6.14).
O nome Ageu significa “festivo”.
É possível entender que o profeta tenha nascido em um dia de festa.
Pouco se sabe sobre esse profeta, mas acredita-se que por ter esse ministério, era uma pessoa distinta em seus dias.
A tradição judaica crê que ele nasceu no cativeiro babilônico, mas que fora orientado na fé a Jeová pelo profeta Ezequiel.
Tendo nascido na Babilônia, deve ter retornado a Jerusalém depois do primeiro grupo de exilados, já que seu nome não consta na primeira lista apresentada em Esdras 2.
Ageu foi o primeiro profeta a atuar no pós-exílio.
Seu chamado ocorreu cerca de dois meses antes de Zacarias receber o primeiro oráculo: “no ano segundo do rei Dario” em 520 a.C (1.1; Zc 1.1).
O fato de Ageu apresentar-se como “profeta” (vv.1,3,12; 2.1,10) demonstra que os contemporâneos reconheciam-lhe o ofício sagrado.
Além dele, apenas Habacuque e Zacarias mencionam o ofício profético em suas apresentações (Hc 1.1; Zc 1.1).

3. Zorobabel. 
A profecia de Ageu foi dirigida “a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote” (v.1).
Sob a sua liderança e a do sacerdote Josué, ou Jesua, filho de Jozadaque, os remanescentes judeus retornaram da Babilônia para Jerusalém (Ed 2.2; Ne 7.6,7; 12.1).
A promessa divina dirigida a Zorobabel é messiânica (2.21-23), sendo que a própria linhagem messiânica passa por ele (Mt 1.12; Lc 3.27).
Dessa forma, Jesus é o “Filho de Davi”, mas também de Zorobabel.

3. Estrutura e mensagem. 
 O livro do profeta Ageu é um livro pequeno são apenas 2 capítulos, 4 discursos, 4 mensagens, que foram reveladas no período de aproximadamente 3 meses entre o mês de agosto e dezembro do ano 520 a.C. (20º. Ano do rei Dario) capítulo 1 de Ageu.
São discursos pequenos, mas cheios do Espírito Santo.
O livro consiste de quatro curtos oráculos.
- o  primeiro foi entregue “no sexto mês, no primeiro dia do mês” (v.1) [mês hebraico de elul, 29 de agosto];
- o segundo, “no sétimo mês, ao vigésimo primeiro do mês” (2.1) [mês de tisrei, 17 de outubro];
- o terceiro e o quarto oráculos vieram no mesmo dia, o “vigésimo quarto dia do mês nono” (2.10,20) [mês de quisleu, 18 de dezembro].
A revelação foi dada diretamente por Deus (vv.1,3).
Apenas Ageu apresenta com tamanha precisão as datas do recebimento dos oráculos.
O tema do livro é reconstrução do Templo.
Dos a 38 versículos divididos em dois capítulos, dez falam da Casa de Deus, em Jerusalém (vv.2,4,8,9,14; 2.3,7,9,15,18).
Em o Novo Testamento, Ageu é citado uma única vez (2.6; Hb 12.26,27).


SINOPSE DO TÓPICO (I)
O tema do livro de Ageu é a reconstrução do Templo. Dos trinta e oito versículos, dez falam da Casa de Deus em Jerusalém.

II. RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÃO

1. A desculpa do povo.
 Ageu inicia a mensagem com a fórmula profética que aponta para a autoridade divina (v.2).
O povo, em débito que estava com o Eterno (v.2b), em vez de reivindicar o decreto de Ciro para continuar a construção do Templo, usou a desculpa de que não era tempo de construir.
Por isso, o Senhor evita chamar Judá de “meu povo”, referindo-se a eles como “este povo”.
Em outras palavras, Deus não gostou da desculpa da nação (Jr 14.10,11).

2. Inversão de prioridades (vv. 3,4).
O oráculo volta a dizer que a Palavra de Deus veio a Ageu (v.3).
Ênfase que demonstra ser o discurso do profeta uma mensagem advinda diretamente do Senhor que, inclusive, trouxera Judá de volta a Jerusalém para construir a sua Casa.
Mas o povo preocupou-se mais em morar nas casas forradas, enquanto que o Templo, cujo embargo havia ocorrido há 15 anos, continuava em total abandono (v.4).
Era uma opção insensata. Os judeus negligenciaram uma responsabilidade que, através do rei Ciro, o Altíssimo lhes atribuíra (Ed 1.8-11; 5.14-16).
O desprezo pela Casa do Altíssimo representa o gesto de ingratidão do povo judeu (veja o reverso em Davi: 2 Sm 7.2).

3. Um convite à reflexão. 
No versículo cinco, vemos um apelo à consciência e ao bom senso, pois é o próprio Deus quem fala.
Tal exemplo mostra que devemos parar e refletir, avaliando a situação à nossa volta, percebendo, inclusive, o agir do Senhor. 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A responsabilidade e as obrigações devem ser precedidas por uma reflexão cujo bom senso e a consciência permite-nos conhecer o agir do Senhor em nossa volta.

III. A EXORTAÇÃO DIVINA

1. Crise econômica.
O profeta fala sobre o trabalhar, o comer, o beber e o vestir como necessidades básicas, pois garantem a dignidade do ser humano.
Mas temos aqui um quadro deplorável da economia do país.
A abundante semeadura produzia muito pouco.
A quantidade de víveres não era suficiente para saciar a fome de todos.
A bebida era escassa, a roupa de baixa qualidade e o salário não tinha a bênção de Deus (v.6).
Tudo isso “por causa da minha casa, que está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa” (v.9).
Era o castigo pela desobediência (Dt 28.38-40).
Era o resultado da ingratidão do povo. Por isso, o profeta convida a todos a refletir (v.7).

2. A solução.
Nem tudo estava perdido! Deus enviou Ageu para apresentar uma saída ao povo.
O Profeta deveria levar adiante o compromisso assumido com Deus: subir ao monte, cortar madeira e construir a Casa de Deus.
Fazendo isso, o Senhor se agradaria de Israel e o nome do Eterno seria glorificado (v.8).
Não era comum o povo e as autoridades acatarem a mensagem dos profetas naqueles tempos.
Oseias e Jeremias são exemplos clássicos disso, mas aqui foi diferente.
O Espírito Santo atuou de maneira tão maravilhosa, que ocorreu um verdadeiro avivamento e a construção do Templo prosseguiu sob a liderança de Zorobabel e do sumo sacerdote Josué (v.14).

3. O Segundo Templo.
Enquanto isso, na Pérsia, o novo rei Dario Histaspes pôs fim ao embargo.
Ele colheu ofertas para a construção e deu ordens para não faltar nada durante o andamento da obra.
Ele ainda pediu oração ao povo de Deus em seu favor (Ed 6.7-10).
Finalmente, o Templo foi inaugurado em 516 a.C, “no sexto ano de Dario” (Ed 6.15).
Esse é o segundo e o último Templo de Jerusalém na história dos judeus.
E assim, a presença de Deus no Templo fez da glória da segunda Casa maior que a da primeira (2.9).
Maquete do Segundo Templo em Jerusalém - Israel

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A presença de Deus no Templo fez a glória da segunda Casa maior que a da primeira.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

A lição de Ageu tem muito a ensinar-nos.
Não devemos encarar a nossa responsabilidade e compromisso como fardos pesados, mas recebê-los como algo sublime.
É honra e privilégio fazer parte do projeto e do plano divinos, mesmo em situação adversa (At 5.41).
Assim, somos encorajados por Jesus a atuar na seara do Mestre a fim de que a nossa luz brilhe diante dos homens e Deus seja glorificado (Mt 5.16).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.
FONSECA, Alberto Alves da - O Povo de Israel, Uma Perspectiva Bíblica e Histórica.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Teológico
                     
Ageu: O compromisso do povo da aliança

O nome Ageu significa “festivo”. É possível entender que o profeta tenha nascido em um dia de festa. Pouco se sabe sobre esse profeta, mas acredita-se que por ter esse ministério, era uma pessoa distinta em seus dias. A tradição judaica crê que ele nasceu no cativeiro babilônico, mas que fora orientado na fé a Jeová pelo profeta Ezequiel. Tendo nascido na Babilônia, deve ter retornado a Jerusalém depois do primeiro grupo de exilados, já que seu nome não consta na primeira lista apresentada em Esdras 2.
Passados setenta anos de cativeiro babilônico, os judeus começaram a retomar com o apoio de um decreto que permitia e incentivava seu retorno, sob o governo de Ciro. O templo do Senhor precisava ser reconstruído, e quatorze anos depois, sem que o povo tomasse a iniciativa de reconstruir o local de adoração, Deus advertiu o povo por meio de uma seca e de uma colheita ruim, mostrando que o problema econômico pelo qual os israelitas passavam era fruto do descuido para com as coisas de Deus: “Tendes semeado muito e recolhido pouco; corneis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado” (Ag 1.6). Era Ele quem dava a chuva e impedia que ela caísse, e Ele também abençoava as plantações, mas também impedia que elas frutificassem.
A profecia de Ageu tem por objetivo motivar os líderes e liderados a não pararem de cuidas das coisas de Deus. Isso seria visto por Deus quando o povo tornasse a contribuir com seus próprios recursos (enviados por Deus, é claro!) para que a Casa do Senhor fosse reparada e tornasse a ser um local de encontro para a adoração do Deus vivo e verdadeiro. Não importa as desculpas que venhamos a dar para atrasar a obra de Deus. Ele espera que seus trabalhos não sejam esquecidos.
Felizmente, o povo ao qual Ageu profetizou aprendeu rápido com aquela profecia. Três semanas depois, eles estavam de volta aos labores para que o templo do Senhor fosse terminado. Ocorre que um mês depois do reinicio dos trabalhos, logo foi perceptível que o novo templo não seria tão grandioso quanto o templo de Salomão. Era um templo menor, e sem dúvida, desprovido dos adornos preciosos dos quais o antigo templo era dotado. Mas isso não deveria servir de elemento para desanimar os israelitas, pois Deus os estava abençoando pela sua obediência. “A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.9).