sexta-feira, 11 de março de 2016

O Juizo Final - EBD



Lições Bíblicas CPAD Adultos – 1º Trimestre de 2016
Título: O final de todas as coisas — Esperança e glória para os salvos
Comentarista: Elinaldo Renovato – Lição 11: O Juízo Final
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 TEXTO ÁUREO
E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles(Ap 20.11).

VERDADE PRÁTICA
Todos os ímpios terão de prestar conta dos seus atos perante o Supremo Juiz.

LEITURA DIÁRIA
Jo 3.18 Quem não crê no Unigênito Filho de Deus já está condenado
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.

Hb 9.27 Todos os homens experimentarão a morte e, depois, o juízo
Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo,

At 17.31 Deus determinou um dia em que Jesus Cristo julgará o mundo
Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos.

Rm 14.11,12 Chegará o dia em que todo joelho se dobrará diante de Jesus Cristo
11. Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará glória a Deus {Is 45,23}.
12. Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

Sl 9.17 Os ímpios serão lançados no Lago de Fogo
17. Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus.

Ap 20.13 Todos serão julgados de acordo com suas obra
13. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 João 3.18,19; Apocalipse 20.11-15.
 João 3
18 — Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 — E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
 Apocalipse 20
11 — E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.
12 — E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
13 — E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
14 — E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
15 — E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
10. O Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago de fogo e de enxofre, onde já estavam a Fera e o falso profeta, e onde serão atormentados, dia e noite, pelos séculos dos séculos.
11. Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles.
12. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras.
13. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.
14. A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.
15. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.

10. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.
11. E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.
12. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
13. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
14. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.
15. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
10. e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.
11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles.
12. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
13. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.
14. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.
15. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.
10. e o Diabo que os seduzia foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde se acham a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos.
11. Vi um grande trono branco e o que estava sentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e lugar nenhum foi achado para eles.
12. Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; livros foram abertos, e foi aberto outro livro que é o da vida; e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nestes livros segundo as suas obras.
13. O mar entregou os mortos que nele havia; a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado segundo as suas obras.
14. A morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.
15. Se alguém não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.
10. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta eo falso profeta {são}, e serão atormentados dia e noite para todo o sempre.

11. E vi um grande trono branco, eo que estava assentado sobre ele, de cuja presença a terra eo céu fugiram; e não se achou lugar para eles.

12. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus; e os livros foram abertos, e outro livro foi aberto, que é o livro {} da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

13. E deu o mar os mortos que nele havia; ea morte eo inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. {Inferno: ou, a sepultura}

14. E a morte eo inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte.

15. E aquele que não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

HINOS SUGERIDOS
237, 457 e 492 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que todos terão que prestar conta dos seus atos diante do Trono Branco.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
·                     I. Explicar os eventos que antecedem ao juízo final;
·                     II. Saber como se dará o juízo final;
·                     III. Relacionar as bases do juízo final.
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INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje, estudaremos a respeito do julgamento do Grande Trono Branco. A Bíblia nos ensina a respeito de vários julgamentos, como por exemplo, o julgamento entre “ovelhas e bodes”, o Tribunal de Cristo e o tema desta lição, o Grande Trono Branco. Os crentes fiéis ao Senhor Jesus não terão de passar por tal julgamento, todos os que serão julgados perante o Grande Trono Branco já têm uma sentença e um destino reservados — o inferno. Tal sentença é porque estes rejeitaram a Deus não se arrependendo de seus pecados. Não adianta viver uma vida de prazeres e deleites longe do Criador e passar toda a eternidade no inferno. Muitos não creem, porém, o dia do Juízo Final virá e os incrédulos vão receber a sua recompensa. Todas as suas más ações estão sendo registradas nos livros divinos e serão uma a uma reveladas no Trono Branco.

"O que é a primeira ressurreição? O que é a segunda ressurreição?"

Resposta:
Daniel 12:2 resume os dois destinos muito diferentes que a humanidade enfrenta: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno." Todo mundo vai ressuscitar dos mortos, mas nem todos irão compartilhar o mesmo destino. O Novo Testamento revela detalhes adicionais das ressurreições distintas para os justos e os injustos.

Apocalipse 20:4-6 menciona uma "primeira ressurreição" e identifica os envolvidos como "bem-aventurados e santos." A segunda morte (no lago de fogo, Apocalipse 20:14) não tem poder sobre essas pessoas. A primeira ressurreição, então, é o levantamento de todos os crentes. Corresponde ao ensinamento de Jesus da "ressurreição dos justos" (Lucas 14:14) e "ressurreição da vida" (João 5:29).

A primeira ressurreição ocorre em vários estágios. O próprio Jesus Cristo (as "primícias", 1 Coríntios 15:20) abriu o caminho para a ressurreição de todos os que creem nEle. Houve uma ressurreição dos santos de Jerusalém (Mateus 27:52-53), a qual deve ser incluída em nossa consideração da primeira ressurreição. Ainda por vir estão a ressurreição dos "mortos em Cristo" no retorno do Senhor (1 Tessalonicenses 4:16) e a ressurreição dos mártires no final da Tribulação (Apocalipse 20:4).

Apocalipse 20:12-13 identifica aqueles que fazem parte da segunda ressurreição como os ímpios sendo condenados por Deus no julgamento do grande trono branco, antes de serem lançados no lago de fogo. A segunda ressurreição, então, é o levantamento de todos os incrédulos e está ligada à segunda morte. Corresponde ao ensino de Jesus sobre a "ressurreição do juízo" (João 5:29).

O evento que divide a primeira e segunda ressurreições parece ser o reino milenar. Os últimos justos são ressuscitados para reinarem "com Cristo durante mil anos" (Apocalipse 20:4), mas "os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição" (Apocalipse 20:5).

Que grande alegria vai fazer parte da primeira ressurreição! Que grande angústia da segunda! Que responsabilidade temos de compartilhar o Evangelho! "Salvai-os, arrebatando-os do fogo" (Judas 23).

O Juízo no Grande Trono Branco
O juízo final acontece após o Milênio e após o desfecho da Batalha de Gogue e Magogue, onde todos na batalha são consumidos pelo fogo; então, toda a alma comparecerá a juízo, e serão julgados os mortos, e não os vivos (como muitos entendem)!
Para verificar isso, somente atente e creia a palavra de Deus quando ela afirma:
"E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros..." (Apc. 20:12a)
Ora, a única barreira que nos priva de ver que o homem será julgado morto (e não vivo), é a falta de fé na palavra de Deus, pois ela afirma que foram vistos os "mortos".
E esses mortos não foram ressuscitados (pela morte, pelo inferno e pelo mar) para se irem a juízo, mas a morte, o inferno e o mar devolvem seus mortos para serem julgados. (Apc. 20:13)
Notemos que eles são devolvidos, e não ressuscitados; pois Deus não carece do dom da vida para julgar ao homem.
Porque a ressurreição exige-se um corpo - seja ele espiritual ou carnal! Mas nenhuma carne (e ossos e sangue) comparecerá ao Juízo diante de Deus p/ julgamento - o fim dela é no pó; mas o espírito sim, esse, sua alma vai. Também é a alma a receber o dano da segunda morte!  (Mar. 8:36-37 - Ecl. 12:7)
Acaso não lembramos de que Cristo pregou aos mortos??? (I Ped. 4:6 - Jo. 5:25)
E eles, ainda que mortos, não se despertaram p/ ouvir a pregação de Cristo???
E, na vinda de Cristo, acaso todo olho não o verá, até mesmo os que o traspassaram? (Apc. 1:7)
Ora, vemos que apesar de os homens estarem mortos a tempos, contudo na vinda gloriosa de Cristo, quando vier p/ ser glorificado, todo o olho O verá, até os mesmos que o traspassaram - também é nesse dia que o Senhor se envergonha deles - é o poder de Deus, amém. Mar. 8:36-38
Pois, dessa mesma forma, e do mesmo jeito também serão julgados os mortos - porque é Deus quem os julga, e para o Senhor não EXISTE impedimento algum.

Porém, não ressuscitam enquanto não cumprir-se o juízo; porquanto assim como os mortos no juízo recebem a 2ª morte (pós julgados) mediante ausência individual ao Livro da Vida; também é somente pós juízo que os que receberão a vida, recebem-na através do Livro da Vida, ressuscitando, portanto (após o juízo) na Ressurreição prescrita em Daniel 12:12 - para vergonha e desprezo eterno; por isso mesmo hão de ser julgados os mortos.
Somente após o juízo é que se saberá ao que a cada qual lhe cabe: se, a morte eterna (2ª morte) devido ausência ao Livro da Vida; ou se, a vida (em Nova Terra), e, portanto a ressurreição devida - mediante o Livro da Vida (por isso mesmo assim denominado: Livro da Vida, pois só os nele inscritos serão viventes). Apc. 20:15
Então, o que acontece é que devido aos muitos "pré-conceitos" que todos carregamos, quando lemos na palavra de Deus o termo: "mortos", automaticamente entendemos "vivos", devido ao grande "pré-conceito" que muitas vezes formulamos ao se ler a palavra de Deus.

De maneira que a literalidade da Palavra de Deus fica completamente anulada pela "literalidade" do meu "pré-conceito" ainda que eu o não percebo.
E, quanto á ressurreição, disse Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida..."
Isto significa que nenhum incrédulo (por não se ter parte em Cristo) pode receber jamais alguma melhor ressurreição - para a vida eterna no reino de Deus - ou para ir-se a Juízo - pois é Cristo a ressurreição, é Cristo a vida!
Por isso mesmo fica de fácil entendimento, sobre qual seria a ressurreição devida a todo o homem, após o milênio (os outros mortos que hão de ressuscitar na 2ª ressurreição - Apc. 20:5) - pois a única forma de vida inerente ao ser humano natural, deste mundo, dada por Deus, é a vida na carne, e num corpo feito do pó da terra - não tendo portanto, outra forma de existência a que se tenha direito, senão a vida na carne (como foi a ressurreição de Lázaro, voltando depois a morrer) pois estão sob domínio da morte e da lei.
Pois, no princípio, tendo o homem não crido em Deus, e pecado, e por isso morrido, e ainda depois não tê-lo crido, tampouco pode ele obter a verdadeira vida; ou a ressurreição que conduza a ela, porquanto é Cristo a RESSURREIÇÃO; é Cristo a Verdade e a Vida!
Diante disso, as ressurreições descritas em Daniel 12:2 -  quando se diz:
"E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno."

Só podem ter total relação e ligação a Cristo - por isso mesmo, constam no Livro da Vida: porque simplesmente existem dois livros designados "Livro da Vida" e que conduzem à vida:
O Livro da Vida do Cordeiro - escrito desde a fundação do mundo - concernente à 1ª ressurreição conduzindo-nos ao reino de Deus por Cristo, e à Jerusalém Celestial. (Apc. 21:27 - Apc. 13:8b)
E o Livro da Vida - aberto no dia do juízo (Apc. 20:12b) e que conduz à ressurreição para vergonha e desprezo eterno, concedendo habitação em Nova Terra (Sal. 115:16) - Terra, na qual (o mar já não existe) mas há e haverá nações, e reis (Apc. 21:24b); sendo-lhes jamais concedido a graça de poder ver a Deus; mas viverão eternamente, e serão participantes das folhas da Árvore da Vida, as quais serão p/ a saúde das nações. (Apc. 22:2b)
Assim, ninguém ressuscita para ir ao juízo (porque o incrédulo não tem como obter ressurreição, a não ser a da vida na carne (só que a da vida na carne serve-se somente para esta terra, e nunca p/ a vida espiritual), porque não tem parte alguma ao reino de Deus nem em Cristo; e, no juízo, ao se se abrirem os livros, e o Livro da Vida, aí sim, quando julgados os homens, e consultados os livros, e o Livro da Vida, então cumprem-se os dois respectivos destinos p/ os homens no Juízo:
  • Ou a ressurreição para uma Nova Terra (pelo Livro da Vida), ressurreição p/ vergonha e desprezo eterno - jamais podendo ver a Deus pela eternidade; ressurreição essa, também interligada a Cristo, e concernente ao perdão vindouro, devido ao evangelho de Cristo. Mat. 12:31-32
  • Ou a segunda morte - sentença a ser proclamada aos que já estavam na morte (e se encontram ausentes no Livro da Vida), a muito promulgada (desde Gêneses) devido ao pecado; determinada pela Lei - não podendo ser revogada, mas cumprida; e, quem, aquém de Cristo esteve e assim permaneceu, certamente há de recebê-la, sendo eternamente tragado por ela, a saber: a morte!  No Lago de Fogo!
Por isso diz:
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4:12)
Irmãos, com Deus não se brinca; e se veio ao homem a morte devido a incredulidade e a desobediência p/ com Deus; tampouco poderá esse receber ressurreição para outra vida (a verdadeira), sem jamais ter conseguido crer!














O Livro da Vida do Cordeiro
Ora, como se entender que existem dois livros distintos; e que o Livro da Vida do Cordeiro difere-se do Livro da Vida (a ser aberto no Juízo)?
- Pelo simples fato de o Livro da Vida do Cordeiro ser o único a conceder a homens pecadores à Maior Graça existida:
A de um ser decaído, injusto e desmerecedor (quais somos) possa um dia se ver face a face c/ seu Deus, e com Ele para sempre habitar:
"Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus." (Mat. 5:8)
"E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus." (Apc. 21:3)
"E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome." (Apc. 22:4)
Só o Livro da Vida do Cordeiro conduz à Jerusalém Celestial, e poderá ver a Deus. (Apc. 21:27)
Por isso mesmo difere-se ao Livro da Vida aberto no Juízo; porquanto no juízo, serão julgados os mortos; os quais provém da morte, do mar, e do inferno; e ninguém do Juízo adentra à Jerusalém Celestial !
No Juízo só existem dois caminhos: ou, a vida indo habitar Nova Terra (mediante inscrição ao Livro da Vida), ou a 2ª morte, no lago de fogo (devido ausência no livro).
O livro da vida confere à ressurreição livrando a alma da segunda morte, conduzindo à vida em Nova Terra, ficando de fora da Cidade Celeste - tampouco permitirá o ver a Deus!
Assim, enquanto existem os bem-aventurados (em Apocalipse) a adentrarem às portas à Jerusalém celestial, também há os que ficam fora da cidade - por isso diz:
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." (Apc. 22:14)
"Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apc. 22:15)
Ou seja, haverão os que ficam fora da cidade.
Ora, os acontecimentos (em Apocalipse 22:14-15) demonstram haver bem-aventurados entrando à Cidade Celestial por suas portas, provando da árvore da vida - enquanto outros a ficam fora da cidade e participam das folhas da árvore da vida, as quais servem de saúde às nações; são esses que no Juízo constam inscritos no Livro da Vida, os quais herdam uma Nova Terra (Sal. 115:16 - Apc. 22:2c)

Lembrando que somente a primeira ressurreição reina no milênio com Cristo, e não comparecem ao Grande Trono Branco (juízo final); no qual Juízo se abrem os livros e o Livro da Vida. (Apocalipse 20:11-15)
Porquanto ao Juízo Final (Apc. 20:11-15) só comparecem os mortos (e não os vivos) - por isso, dará o mar, a morte, e o inferno os seus mortos p/ serem julgados; e abrir-se-ão os livros, e o livro da vida (no qual todo o que não for achado inscrito) irá ao lago de fogo, sofrendo o dano da segunda morte!
Assim, só o livro da vida livra é que livra a alma da segunda morte! e, automaticamente conduz vida em uma bela e Nova Terra (por isso mesmo denominado Livro da Vida; porém incapaz de conduzir à Nova Jerusalém, tampouco concede a ver a Deus.
Em contrapartida, os que alcançarem a primeira ressurreição: os quais viveram e morreram em Cristo e também c/ Ele ressuscitaram; esses serão transformados e revestidos da imortalidade, da incorruptibilidade (I Cor. 15:53-54); e c/ o Senhor para sempre estarão e reinarão. 
Por isso, se acham inscritos noutro livro denominado Livro da Vida do Cordeiro, escrito desde a fundação do mundo, só esses vão à Nova Jerusalém e verão a Deus! 
"E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro."  (Apc. 21:27)
Só os inscritos ao Livro da Vida do Cordeiro (Apc. 13:8) adentram à cidade Celestial:
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas."  (Apc. 22:14)
"Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apc. 22:15)
Ora, se não houvesse os que ficasse fora da cidade - este verso não estaria escrito!!!!

Também podemos entender isso pelo fato de existirem Dois Concertos em Abraão: A palavra de Deus diz que o filho da escrava (Hagar), que era Ismael, sendo também filho de Abraão, não herdaria conjuntamente a Isaque, o filho da livre (Sara) - mas também herdaria.
E não só isso: Também Isaque teve dois filhos: Esaú e Jacó; e os dois herdariam, porém o maior serviria ao menor.
E todas essas bênçãos são futuras! (Heb. 11:20) E não somente passadas! (Aliás, Esaú - e seu povo - nunca serviu a Jacó)

Gálatas 4:30 diz:
"Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre".
Ora, se os filhos da livre (Jerusalém Celestial) estarão no Milênio; herdando a Nova Jerusalém, Canaã Celestial; logicamente que os filhos da escrava (Jerusalém terrena) já não herdam conjuntamente aos filhos da livre. E se os filhos da livre são herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, herdando a Celestial.
Logicamente que, os filhos da escrava que também hão de herdar, herdam (mas não c/ a livre).
E o que eles herdam ???
O Salmo 115:16 responde-nos: "Os céus são céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens."
Também diz: "E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe."  (Apc. 21:1)
"Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro. (Is. 45:18)

Ora, se Deus criará Novos Céus, e Nova Terra (Apc. 21:1), nos quais habita a justiça; então, aos homens inscritos no Livro da Vida no Juízo (os quais reviverão - Dan. 12:2b), uma Nova Terra eles herdarão.
Porquanto a terra, que o Senhor Deus a fez, Ele não a criou vazia, mas para ser habitada, e deu-a Ele, aos filhos dos homens, e isso para sempre. Amém! (Sal. 37:29)
Lembrando que o crente Abraão, que é pai de todos os que são da fé; tem entre seus herdeiros, somente os que seguem as pisadas da fé de Abraão, sendo filhos seus, tanto os da livre, quanto da escrava. Pois ambos herdarão - porque existem DOIS CONCERTOS.





















Por que o Juízo Final não é o Tribunal de Cristo?
Alguns teólogos, especialmente os amileraristas, veem o capítulo que menciona o Juízo Final — Apocalipse 20 — como uma recapitulação, e não como uma continuação do que já vinha sendo apresentado no livro. E, nesse caso, defendem a ideia de um único julgamento escatológico, afirmando que Trono Branco e Tribunal de Cristo (mencionado pelo apóstolo Paulo em suas epístolas) são designações do mesmo julgamento. Essa tese não se sustenta, à luz da analogia geral da Bíblia, considerando que há uma distinção clara entre os julgamentos, a qual se dá em razão de cinco aspectos: os participantes, o local, o momento, os critérios e o resultado. Aliás, se examinarmos com cuidado as Escrituras, descobriremos que há sete tipos de julgamento, e que é reducionista a ideia de que haverá apenas um julgamento escatológico, “naquele Dia”.

1. O julgamento do pecado. Quais foram os participantes desse julgamento? Toda a humanidade (Rm 3.23; 11.32). Onde ele ocorreu? No Gólgota (Is 53; Jo 1.29; Hb 2.9). Em que momento? Quando Cristo veio ao mundo (Hb 9.28). Que critério foi usado para julgar toda a humanidade? O pecado original, visto que por um homem entrou o pecado no mundo (Rm 5.12; 2 Co 5.17-21). E qual foi o resultado? Salvação para todo o que crê e condenação para quem desprezar a obra vicária realizada pelo Senhor Jesus (Jo 3.16-36). O leitor que desejar saber mais sobre esse julgamento deve estudar as seguintes passagens, dentre muitas outras: João 5.25; 12.31; 19.17,18, 1 Pedro 2.24; 3.18, Gálatas 3.13, Colossenses 2.13-15, 2 Coríntios 5.21, Hebreus 9.26, Romanos 8.1 etc.

2. O julgamento dos pecados atuais do crente. Quem está participando deste? Os salvos em Cristo (cf. 1 Co 11.31,32). Onde? Na Igreja (não confunda com o templo). Em que momento ocorre esse julgamento? Hoje, é claro, enquanto estivermos neste mundo. E quais são os seus critérios? Na passagem citada, vemos que devemos fazer um autojulgamento ao participar da Ceia do Senhor, mas outros textos bíblicos mostram que esse julgamento é amplo (1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1) e deve considerar dois conselhos do Senhor Jesus: julgar tudo segundo a reta justiça (Jo 7.24); e não julgar de modo calunioso ou difamatório (Mt 7.1,2). Qual é o resultado? Manutenção da salvação em Cristo. O crente pode, então, perder a salvação? Se não permanecer em Cristo, sim (cf. Ap 3.8; 2 Pe 2; Hb 3.12-14; 1 Co 15.1,2 etc.). Outras passagens que tratam do julgamento do crente feito pelo próprio crente são: 1 João 2.1,2, Hebreus 3.12,13; 12.7, 1 Pedro 4.17, 1 Coríntios 5, 1 Timóteo 1.20, Tiago 5.16, 1 Coríntios 4.3,4 etc.

3. O Tribunal de Cristo. Este é o primeiro julgamento futuro, dentro do plano escatológico. E não deve ser confundido com o Juízo Final, novamente por causa de cinco aspectos distintivos: participantes, local, momento, critérios e resultado. Antes de continuar esta leitura, abra sua Bíblia em 2 Coríntios 5.9,10, Romanos 14.10-12 e 1 João 4.17. Observe que os participantes desse julgamento serão julgados quanto às suas obras, boas ou más. Isso nada tem que ver com o Juízo Final, que condenará os pecadores segundo as suas más obras. Quanto aos salvos, não comparecerão ao Trono Branco na qualidade de réus, uma vez que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Quem são os participantes do Tribunal de Cristo? Os salvos arrebatados (1 Ts 4.16,17; 2 Tm 4.7,8). Onde e quando ocorrerá esse julgamento? Jesus disse: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

Se vamos encontrar com Ele nos ares, o seu Tribunal se dará exatamente por ocasião desse encontro, uma vez que a Igreja entrará no Céu, para participar das Bodas do Cordeiro, já galardoada, como se vê em Apocalipse, especialmente nos capítulos 6 e 19. E quais serão os critérios para esse julgamento? As passagens mencionadas no parágrafo anterior mostrar que o Senhor levará em consideração tudo o que tivermos feito por meio do corpo. E o resultado? Galardões de vários tipos ou perda de galardão. Escatologia é uma disciplina muito difícil. Não é por acaso que ela é estudada por último em Teologia Sistemática. Nesse caso, o meu conselho ao leitor é que examine as Escrituras com todo o cuidado, sem pressa. Por exemplo, quanto aos participantes do julgamento dos servos de Deus em apreço, examine Efésios 2.8-10; Mateus 25.14-30; Lucas 16.2 etc. Quanto ao tempo e ao local desse julgamento, medite em Mateus 16.27; 1 Pedro 5.4 e Apocalipse 19.7-9. E, quanto ao resultado, examine especialmente, com todo o cuidado, em oração, 1 Coríntios 3.10-15.

4. O julgamento de Israel. Quem serão os participantes desse julgamento? Os remanescentes de Israel. Onde ele se dará? Em Jerusalém. Em que momento? No fim da Grande Tribulação. Que critérios serão usados? Leia Daniel 12.1. E o resultado desse julgamento? Livramento para Israel, mas note: o remanescente. Quem deseja entender melhor esse julgamento, além de ler obras de autores piedosos, que têm compromisso com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra, deve examinar sem pressa, com toda a diligência, as seguintes passagens: Ezequiel 20.33-38; Zacarias 13.8,9; Amós 9.8,10; Romanos 9.27; 11.25,36; Mateus 23.39; Zacarias 12.10-14; 13.1; Apocalipse 12 etc.

5. O julgamento das nações. Este também tem sido confundido com o Juízo Final, mas novamente os mencionados cinco aspectos diferenciadores mostram que esses julgamentos são distintos. Quem serão os participantes do julgamento das nações? Se examinarmos Apocalipse 20.4 à luz de Joel 3.2,12,14,18 e Zacarias 14.4,16, chegaremos à conclusão de que serão os representantes das nações vivas. Onde se dará esse julgamento? Em Jerusalém (Zc 14). Em que momento? No fim da Grande Tribulação, logo após a manifestação do Senhor Jesus em poder e grande glória (cf. Ap 19-20). Que critérios serão usados nesse julgamento? Aconselho o leitor a ler com todo cuidado Mateus 25.31-46, onde se mencionam nações-bodes, à esquerda, e nações-ovelhas à direita do Justo Juiz. Este as julgará segundo o tratamento dispensado aos “irmãos”, ali, claramente, uma alusão aos israelitas. E qual será o resultado? Os inocentados ingressarão no Milênio, e os condenados irão direto para o fogo eterno. Para entender melhor o resultado desse julgamento, aconselho o leitor a ler as seguintes obras, dentre outras: O Calendário da Profecia, de Antonio Gilberto, O Ensino Bíblico das Últimas Coisas, de Stanley M. Horton, e Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar, de minha modesta autoria, todos publicados pela CPAD.

6. O julgamento do Diabo e suas hostes. Este se dará logo após a última revolta do Diabo, e a Palavra de Deus o menciona especialmente em Apocalipse 20.7-10, Judas v. 6, 2 Pedro 2.4 e 1 Coríntios 6.3. Os participantes desse julgamento, obviamente, são o Diabo e suas hostes. O local? Diante de Deus. O momento? Após o Milênio (cf. Ap 20). Os critérios? Segundo João 16.8-11, o Diabo já foi julgado e condenado por antecipação. Nesse caso, o julgamento em apreço seria uma espécie de “última instância”, não porque o Diabo recorreu e ainda pode escapar da condenação, e sim porque o Senhor permitirá que ele, mesmo condenado, engane as nações, antes e depois do Milênio, prestando, assim, um serviço para Deus. E o resultado? Condenação eterna do Diabo. Ele será, finalmente, esmagado (Rm 16.20).

7. O Juízo Final. À luz de 2 Timóteo 4.1, Apocalipse 20.11-15 e Mateus 7.21-23, façamos as cinco perguntas já usadas em relação aos outros julgamentos. Quem são os participantes do Juízo Final? Grosso modo, todos os ímpios. Esse julgamento é para efeito de condenação, e a Igreja — na sua totalidade, nessa ocasião — participará desse julgamento, mas não na qualidade de ré. Onde se dará o Trono Branco? Diante de Deus. Em que momento? Logo após o julgamento do Diabo e suas hostes, de acordo com a sequência claramente cronológica de Apocalipse 20. Quais serão os critérios para o Juízo Final? Livros serão abertos, principalmente o Livro da Vida, e os ímpios serão julgados segundo as suas obras (cf. Ap 20.12-15; Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22). E o resultado? Condenação dos ímpios, cujos nomes não estarão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Para saber mais sobre esse livro, examine as seguintes passagens: Daniel 12.1, Apocalipse 13.8; 21.27; 17.8, Êxodo 32.32,33, Apocalipse 3.3-5; 21.27, Lucas 10.20, Filipense 4.3 etc.

Diante do exposto, de modo nenhum o grande Juízo Final do Trono Branco deve ser confundido com o Tribunal de Cristo ou com qualquer outro julgamento. Observe que no Tribunal de Cristo não haverá condenação, visto que se trata do julgamento dos servos do Senhor para efeito de galardão. Serão consideradas as obras que resistem e as que não resistem ao fogo da presença de Deus, mas mesmo os servos de Deus não galardoados serão salvos, a despeito de suas obras feitas com desleixo, sem humildade etc. (1 Co 3.10-15). Já no grande Trono Branco os condenados o serão por causa de outros tipos de obras, dignas de condenação eterna, descritas claramente em Apocalipse 21.8 e 22.15.














COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos a respeito do dia do Juízo do Senhor. De acordo com a Palavra de Deus, este será um dia de ajuste de contas, onde todos os ímpios estarão perante Deus e terão de responder por seus atos. O julgamento se dará diante do “trono branco” de Deus (Ap 20.11 Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles.). Deus ama a todos e deseja que toda a humanidade seja salva, mas para os que não creem, os incrédulos, Ele tem uma sentença que já foi declarada por seu Filho: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18).


PONTO CENTRAL
Todos, crentes e não crentes, terão que enfrentar o Supremo Juiz.










I. EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL
1. A última revolta de Satanás. Depois de terminado o período do Milênio, Satanás será solto para provar os que nasceram durante o Milênio e que ainda não tiveram oportunidade de ter sua fé provada, diante das tentações malignas (1Pe 1.7). Ele enganará as nações e elas não se renderão a Cristo. O mesmo fez a multidão que escolheu soltar a Barrabás e condenar Jesus (Mt 27.17-21).

2. A prisão eterna de Satanás. Pela segunda vez, Deus vai mandar seus mensageiros poderosos prender “o Dragão”, “a antiga serpente” (Ap 20.2 2. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos;), que estava no “abismo” (Ap 20.3 3. lançou-o no abismo, fechou-o e pôs um selo sobre ele, para assim impedi-lo de enganar as nações até que terminassem os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.): “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10). (10. O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.) Só depois da última rebelião do maligno, e de sua prisão para sempre, é que será estabelecido o Juízo Final.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Antes do juízo final Satanás será preso por um período determinado de tempo.




SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza a figura abaixo. Utilize a ilustração para introduzir a lição, mostrando aos alunos os julgamentos futuros. Explique que “as Escrituras descrevem diversos julgamentos escatológicos diferentes, incluindo o julgamento entre ‘ovelhas e bodes’, o Tribunal de Cristo e o julgamento diante do Grande Trono Branco. Estes julgamentos ocorrem em momentos diferentes e aplicam-se a diferentes grupos” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.293).

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II. O JUÍZO FINAL
1. O que é e quando se dará? Será o Juízo de Deus sobre os ímpios e suas impiedades, em todos os tempos e lugares. De acordo com a Bíblia, o Juízo Final (do Trono Branco) ocorrerá logo após a segunda prisão de Satanás, nos eventos finais após o Milênio (Ap 20.7, 10 7. Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8. e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar.
9. As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do céu e as devorou.
10. O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.), depois de este ter enganado mais uma vez as nações (Ap 20.11 Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles.).

2. Quem será o Juiz? O Pai é o Supremo Juiz, porém Ele confiou ao seu filho Unigênito, Jesus Cristo, toda a autoridade no céu e na Terra (Jo 5.22,27 22. Assim também o Pai não julga ninguém, mas entregou todo o julgamento ao Filho.
26. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, 27. e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem.). Segundo o pastor Claudionor de Andrade, “para assisti-lo no tribunal, Jesus terá ao seu lado a Igreja Glorificada” (1Co 6.2,3 2. Não sabeis que os santos julgarão o mundo? E, se o mundo há de ser julgado por vós, seríeis indignos de julgar os processos de mínima importância?
3. Não sabeis que julgaremos os anjos? Quanto mais as pequenas questões desta vida!). Jesus, juntamente com sua Igreja “há de julgar os vivos e os mortos na sua vinda e no seu Reino” (2Tm 4.1b Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino:; Sl 9.8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; governa os povos com retidão.). Se alguém quer ser livre da condenação eterna, necessita aqui na Terra, nos dias em que vivemos (1Jo 2.1,2 Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.
2. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.), de se arrepender dos seus pecados e entregar-se a Jesus reconhecendo-o como Salvador e Senhor, porque depois será impossível (Sl 9.17 Voltem os ímpios ao pó, todas as nações que se esquecem de Deus!). Paulo afirma que Deus “há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31 Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.; Hb 12.23 22. Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, 23. da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição, 24. enfim, de Jesus, o mediador da Nova Aliança, e do sangue da aspersão, que fala com mais eloqüência que o sangue de Abel.). Por meio de Jesus será exercido o julgamento, pois Ele será o Supremo Juiz, assentado no Trono Branco, no Juízo Final (Jo 5.22,27 Assim também o Pai não julga ninguém, mas entregou todo o julgamento ao Filho.
23. Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que o enviou.
24. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida.
25. Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão.
26. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, 27. e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem.; Ap 20.11 Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles.).
Diante de Jesus todo joelho se dobrará! Queiram ou não, se prostarão diante dEle os ditadores, governantes, juízes, juristas, políticos, cientistas, militares de todas as patentes, milionários, em sua soberba, arrogância e prepotência, e também os pobres, analfabetos e miseráveis, se não tiverem aceitado a Cristo como Salvador. Diz a Bíblia: “Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.11,12 11. Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará glória a Deus {Is 45,23}.
12. Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.). Glória a Deus, pois atualmente já temos o privilégio de dobrar os nossos joelhos e adorar ao Senhor em espírito e em verdade.

3. Quem terá de prestar contas ao justo Juiz? Vejamos todos que serão julgados:
1) Primeiro serão julgados todos os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Estes, se não se arrependerem de seus pecados, vão enfrentar o Juízo Divino;
2) Também serão julgados todos os que estiverem vivos naquela ocasião;
3) Todos os salvos que tiveram morrido durante o Milênio (Dn 12.2. Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.);
4) Os anjos caídos, que se rebelaram contra Deus, também terão de comparecer ao julgamento para receber o seu castigo (Jd 6 Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia.).
Também vão prestar contas a Deus todos os falsos profetas, os falsos obreiros e pseudopastores que afastaram as pessoas e as impediram de conhecer o Filho de Deus. Ali estarão também todos os governantes, magistrados, juízes e políticos que aprovaram leis contra os princípios divinos, leis que perverteram o direito dos pobres, dos órfãos e das viúvas. Vivos ou mortos, estes não escaparão do tribunal divino.


SÍNTESE DO TÓPICO (II)
O Todo-Poderoso vai julgar as ações de todos os homens no dia do juízo final.


SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O Tribunal de Cristo
Algumas vezes, este julgamento é chamado de tribunal bema (grego). ‘Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal’ (2Co 5.10). No bema, Deus julgará as obras dos crentes, e não seus pecados. Estes foram expiados completamente por Jesus e Deus não se lembra mais deles (Hb 10.17). No bema, todas as obras são avaliadas segundo suas intenções e resultados. Visto que Deus é justo, Ele não pode deixar de examinar as nossas obras, sejam boas ou más. O Tribunal de Cristo é muitas vezes tratado como parte das doutrinas sobre recompensas para os cristãos. Não se trata de um julgamento para determinar se os crentes entrarão no céu, mas para avaliar a quantidade e a qualidade dos serviços prestados na terra. Sendo fiéis a Cristo, os cristãos serão recompensados.

O julgamento das nações gentílicas
Com a segunda vinda de Cristo, todas as nações do mundo comparecerão perante Ele para serem julgadas (Mt 25.32 Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.) — cena descrita na Bíblia como uma separação entre bodes e ovelhas. Este julgamento fundamenta-se no tratamento dispensado àqueles que Cristo identifica como ‘um destes meus pequeninos irmãos’ (Mt 25.40,45). Estes podem ser
(1) Israel,
(2) a Igreja ou
(3) os oprimidos”
(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.300-1).
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III. AS BASES DO JUÍZO FINAL
1. Livros serão abertos. No dia do Juízo Final serão abertos vários livros. Mas, que livros são estes? Estes livros são uma representação do julgamento divino. Segundo a Palavra de Deus, neles foram registradas todas as ações, boas e más, praticadas por todos os seres humanos desde o início do mundo até o Dia do Julgamento (Ap 20.11 Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles.). O julgamento de Deus terá como base os registros divinos que estão contidos ali. Ninguém poderá dizer que foi julgado de maneira injusta, pois tudo estará registrado com precisão. É importante ressaltar que não seremos salvos pelas nossas obras, pois a salvação é unicamente pela fé, pela graça divina. Mas as nossas ações evidenciam a nossa conversão. Aqueles que já experimentaram o novo nascimento, precisam demonstrar a nova vida em Cristo mediante os seus frutos (ações).

2. Qual a sentença. A Palavra de Deus afirma que todos os que não forem achados no Livro da Vida, serão lançados no lago de fogo e vão experimentar a segunda morte. Estes estarão eternamente separados de Deus. Quão terrível juízo há para aqueles que não receberem pela fé a salvação. A Igreja precisa anunciar a todos a mensagem do Evangelho, ganhando pessoas para Jesus enquanto é tempo. Hoje é o tempo da oportunidade, o tempo da salvação. Que sejamos como Noé que apregoou para sua geração o juízo do Senhor. Muitos rejeitaram a mensagem de Noé, porém o dia da ira não tardou a chegar.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)
O julgamento divino terá como base os registros do Todo-Poderoso.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
“O envio para o lago de fogo será para sempre. Deus fez todos os seus esforços para dar à humanidade todas as oportunidades possíveis para o arrependimento, mas este último ato final de rebelião, depois de mil anos de bênção [o Milênio] marcará o final da sua paciência. E todos os que rejeitarem a Cristo como Senhor serão condenados ao lago de fogo” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.289).

CONCLUSÃO

O Dia do Juízo de Deus virá para todos. Você está preparado? Ore, leia a Palavra de Deus e jamais permita que a carne, o Diabo e o mundo venham fazer você pecar e abandonar Jesus Cristo. Neste mundo temos muitas tribulações, mas “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus” (Lc 10.20 Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus.). Se pela fé você já aceitou a Jesus como seu único e suficiente Salvador, sua salvação já está garantida e caso você permaneça fiel até o fim, jamais passará pelo Juízo Final: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1).

PARA REFLETIR
A respeito da Escatologia Bíblica, responda:

Quais são os eventos que antecedem o Juízo Final?
A última revolta de Satanás e a sua prisão eterna.

O que é o Juízo Final?
Será o Juízo de Deus sobre os ímpios e suas impiedades, em todos os tempos e lugares.

Quando se dará o Juízo Final?
O Juízo Final (do Trono Branco) ocorrerá logo após a segunda prisão de Satanás, nos eventos finais após o Milênio (Ap 20.7,10), depois de este ter enganado mais uma vez as nações (Ap 20.11).

Quem será o Juiz?
O Pai é o Supremo Juiz, porém Ele cofiou ao seu filho Unigênito, Jesus Cristo, toda a autoridade no céu e na Terra (Jo 5.22,27).

Quem terá que prestar contas ao justo Juiz?
Todos os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Estes, se não se arrependerem de seus pecados, vão enfrentar o Juízo Divino; também serão julgados todos os que estiverem vivos naquela ocasião; todos os salvos que tiverem morrido durante o Milênio e os anjos caídos, que se rebelaram contra Deus, também terão de comparecer ao julgamento para receber o seu castigo (Jd 6).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Juízo Final
Chegará o dia em que os homens da Terra comparecerão diante do Trono Branco. Cristo se assentará como o supremo juiz e, junto à igreja, julgará a humanidade. E importante realçar a figura do Trono Branco como o símbolo da justiça e da santidade do Altíssimo. Enquanto os salvos se deleitarão no Senhor e reinarão com Cristo, aqueles que não foram achados seus nomes no Livro da Vida, atormentar-se-ão eternamente.
Vivemos num tempo que as pessoas não creem mais na prestação de contas que um dia os seres humanos farão a Deus. Talvez, devido ao predomínio das cosmovisões que colocam o ser humano como essencialmente bom em nossa cultura ocidental, é que a crença no Céu como um lugar preparado por Deus para os seus filhos, e no Inferno, como um lugar eterno de perdição, não sejam levados a sério. Por isso, prezado professor, nesta lição, apresente o céu como um estado (consciência) e lugar, e o inferno também em sua dimensão sensorial da eternidade.
Pontue algumas informações necessárias que foram destacadas para você nortear a aula desta semana:
1. O julgamento que o Altíssimo conduzirá no final dos tempos consoante às obras dos homens chama-se Juízo Final.
2. Antes de instaurar o Juízo Final, o Senhor julgará antecipadamente a Besta, o Falso Profeta e o Dragão.
3. Na instauração do Juízo Final teremos os seguintes símbolos: o Trono Branco, os tronos dos justos, o Supremo Juiz e os livros do Juízo.
4. No Juízo Final, os mortos, sejam grandes ou pequenos, estarão diante do Trono Branco.
5. Embora não sejam pessoas, a morte e o inferno serão finalmente julgados. Eles simbolizam os dois grandes castigos perpetuados na humanidade.
Caro professor, você sabe o que significa a palavra inferno? No exercício de tradução da Bíblia, da língua original para a portuguesa, há limites de caráter semântico imposto pelo idioma original a ser traduzido. Nem sempre encontramos palavras da língua nativa que expresse a plenitude semântica do termo original. A palavra inferno é um exemplo dessa complexidade. É importante explicar aos alunos que as Escrituras, na língua original, apresentam quatro termos cuja versão da língua portuguesa os traduziu para “Inferno”: Sheol, Hades, Tártaro e Geena. Na verdade, o inferno que será lançado no Lago de Fogo é o Hades, isto é, a morada dos mortos.

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OS LIVROS
1- As pessoas que saíram do Egito, e que morreram no deserto, umas foram salvas e outras condenadas.
2- É simples, é só ver a situação do povo, uns eram realmente crentes, outros rebeldes.
3- Quanto ao julgamento, no dia do juízo final serão abertos vários livros, passarei a citar alguns:
3.1- O livro da consciência Rm 2.15;
3.2- O livro da natureza Sl 19.1-14;
3.3- O livro da lei Rm 2.12;
3.4- O livro do Evangelho Rm 2.16;
3.5- O livro das memórias Lc 16.25;
3.6- O livro das obras Ap 20.12;
3.7- O livro da vida Ap 20.15.
4- Todas as pessoas serão julgadas, e todas receberão de Deus o que merecem, ninguém se dará por inocente diante de Deus, porque cada um será julgado de acordo com os livros citados acima.
5- O caso de Moisés: Ele não entrou na Terra da Promessa, mas foi salvo, pois o vemos falando com Jesus em Mt 17.3.


A realidade biblica sobre o inferno.



A realidade bíblica sobre o inferno – Marcos 9.43b,44,45b,46,47b,48
A realidade bíblica sobre o inferno

Introdução
O debate sobre o inferno tem sido reacendido. Por diversas vezes, pregadores conhecidos e desconhecidos têm procurado dar suas visões acerca do inferno. Mais recentemente, um famoso preletor para jovens negou que o inferno seja real e/ou eterno. Alguns de seus livros têm sido traduzidos para nossa língua, bem como a sua série Nooma. Estou falando do Rob Bell, que recentemente causou estranheza

no mundo cristão ao afirmar: um Deus amoroso jamais sentenciaria almas humanas para o sofrimento eterno. Será?

Parece que tem sido moda1  (ou ressurgimento de antigas heresias) negar a existência e eternidade do inferno. Tudo em nome de anunciar uma mensagem que transija com o “bem-estar” e, principalmente, com a filosofia pluralista e a pseudotolerância de nosso século. A fim de transmitir a imagem de “pastores e pregadores” contemporâneos, tolerantes e “bona fide”, esses tais reformulam o amor de Deus, ensinando que “um Deus de amor não lançará ninguém no inferno”. Será contraditório um Deus de Amor condenar homens ao inferno? Se Deus realmente é amor, então como ele pode mandar alguém para o inferno?

No texto que lemos encontramos a seriedade com que Jesus alertou sobre esse terrível lugar. Jesus não disse que era um estado espírito, como querem alguns “pregadores modernos e adocicados”. Na verdade, nesta exposição temática, veremos o que a Escritura ensina sobre esse lugar terrível e algumas objeções levantadas por aqueles que negam o caráter eterno da punição. Rogamos a Deus que nos conceda cuidado, compaixão e, sobretudo, fidelidade ao pisar nesse terreno.

OPÇÕES OFERECIDAS PARA O DESTINO FINAL – SÃO BÍBLICAS?
Não parece ser uma boa opção alguém passar a eternidade em sofrimento. É isto que se deduz da palavra “inferno” e das expressões usadas por Jesus: tormento e sofrimento. No entanto, têm-se oferecido outras opções sobre o destino eterno dos homens. Quero avaliá-las nesse momento, pois elas respondem à pergunta: o que acontece conosco quando morremos? A seguir nos voltaremos para o texto bíblico em exame. São elas:
I.    Reencarnação – tem sido a visão mais popular. Os que ensinam essa concepção nos dizem que temos múltiplas e sucessivas vidas. No túmulo de Alan Kardec tem o seguinte lema: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; está é a lei”. A Escritura não ensina reencarnação. Antes, ela diz: “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9. 27).

II.    Materialista/Naturalista – este grupo, embora menor, tem forte expressão. Eles nos dizem que não temos alma, que somos apenas corpo e que, ao morrer, deixamos de existir.  Tomando as Escrituras como autoritativa, encontramos o Senhor Jesus dizendo: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).

III.    Universalistas – alguns contemporâneos têm adotado essa visão. Entre eles o próprio Rob Bell. É também a teoria exposta no livro A Cabana (William P. Young, Ed. Sextante, 2008). Eles ensinam que no final todos que estão no inferno serão salvos e o inferno esvaziado. Por pensarem que todas as religiões conduzem a Deus, entendem então que todas as pessoas serão salvas. Porém, não é isso que Jesus Cristo ensinou. Na verdade, a própria morte de Jesus é sinal de que apenas alguns serão salvos (Cf. Mt 202.8; Mc 10.45). Também disse Isaias ecoado em Paulo: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27).

IV.    Purgatório – esta é a doutrina esposada pelo Catolicismo Romano. De fato, a não ser no Livro Apócrifo de 2 Macabeus 12.46, as Escrituras não reconhecem tal doutrina. O que ela ensina? Ouçamos o que diz o Catecismo Católico: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu”(C.C, 1030 – 1032).

v.    Aniquilacionismo – é a crença de que os incrédulos não irão sofrer eternamente no inferno, mas que, após algum tempo, serão extintos e deixarão de existir. Embora homens de Deus como John Stott tenham crido nesta doutrina, à luz das Escrituras e da História da Igreja como registrada nas Confissões, a posição cristã tem sido de que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Ouça o que diz a Escritura: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”(Ap 20.10; Cf. 14. 9 -11; 19.20).
O ENSINO BÍBLICO SOBRE O INFERNO
Por três vezes no texto, Jesus adverte aos discípulos: “melhor é para ti entrares na vida-reino de Deus – aleijado, coxo e cego – do que ires para o inferno” (v. 43, 45, 47). A cada advertência Jesus também acrescenta algo sobre o inferno: “para o fogo que nunca se apaga [ARA- inextinguível] (2x)” seguida de outro qualificativo: “onde o seu bicho não morre” 2.

Que descrição terrível vindo da doce voz do Senhor!

Precisamos lembrar que os discípulos não se impressionaram com a descrição. Por quê? Embora fosse uma nova revelação no ministério de Jesus, a descrição já era conhecida pelos discípulos na leitura dos Profetas: “e sairão [os eleitos], e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo nunca se apagará; e serão um horror a toda a carne” (Is 66. 24). Diante das palavras de Jesus e, agora, considerando o todo da revelação bíblica, vejamos qual é o ensino bíblico sobre esse lugar.

Primeiro, o inferno é um lugar real – Jesus diz que as pessoas “vão para o inferno”. O verbo (eiseltein) usado implica em “deslocar-se” ou “separar-se”. No nosso texto usa-se com a preposição (eis) e o substantivo ten geennan. Essa construção gramatical dá a noção espacial . Desse modo, o que Jesus quer dizer é que alguém é “separado para dentro da Geena”. Mas, o que era a Geena?
A palavra traduzida por “inferno” (geena) era uma referência a um lugar chamado de “Vale de Hinom” (Cf. Js 15.  8; 16.18; 2 Rs 23. 10; 2 Cr 33.6). Ficava ao sul de Jerusalém e lá, os antigos judeus apóstatas, sacrificaram seus filhos ao deus pagão Moloque (Cf. 2 Cr 16.3; 21.6; Jr 7. 31; 19.5,6; 32.35). Foi o Rei Josias quem pôs fim a essa prática e transformou o lugar num lixão da cidade. Ali eram jogadas as carcaças de animais que eram queimadas dia e noite. Havia um fogo por baixo do monturo e, por não faltar carniças, nunca deixava de haver vermes.
Veio a ser, portanto, o designativo do lugar de juízo de Deus e se passaria a chamar “Vale da Matança” (Cf. Jr 7. 32;
19. 6, 7). Ao dizer, então, que os ímpios “vão para a Geena [inferno]” têm-se uma ideia acerca do horrível lugar. Decerto que não havia outra figura para demonstrar quão terrível e miserável é o inferno. Não havia descrição mais chocante para descrever sofrimento e tormento. Então, afirmamos à luz das Escrituras, o inferno é um lugar real.

Segundo, é um lugar de consciência – ora, ao dizer que “é melhor isso do que aquilo”, Jesus Cristo revela que aqueles que vão para o inferno estão conscientes de suas escolhas. Poderiam ter escolhido “ficar sem uma mão, um pé ou um olho” e entrar no reino de Deus, mas preferiram perder a sua vida. Semelhante imagem apresenta no v. 42 – “melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado no mar” – em que aquele que fosse motivo de tropeço para um crente mais pequenino estava ciente do tropeço causado. Também o causador de tropeço estava consciente de sua pedra no pescoço e do lugar onde estava se lançando. De igual modo, aqueles que vão para o inferno saberão onde estão e por que estão ali.

Terceiro, é um lugar de permanente sofrimento – quando Jesus diz que “o fogo nunca se apaga e o verme não morre”, aponta para uma realidade permanente. O que mantém o fogo aceso é a existência de material para combustão. No inferno não faltará material para combustão. Claro que, ao usar a referência de “fogo” pode-se muito mais falar do sofrimento sob o juízo divino do que sob “chamas literais”, de acordo com alguns comentaristas. Diz Anthony Hoekema: “O objetivo das figuras, porém, é que o tormento e angústia internos, simbolizados pelo verme, nunca terão fim e os sofrimentos exteriores simbolizados pelo fogo nunca cessarão. Se as figuras utilizadas nesta passagem não significam sofrimento sem fim, então elas não significarão coisa alguma”.
Por diversas vezes, Jesus usa figuras semelhantes para falar do sofrimento eterno. Por exemplo, Jesus disse que é um lugar descrito como uma “fornalha de fogo” onde “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13.50; ); Jesus disse que os justos irão para vida eterna, mas os ímpios para “o tormento eterno” (Mt 25.46). Ora, não faria sentido pensar que os justos estarão junto a Deus por toda eternidade e, no mesmo texto, Jesus pensar que o tormento é temporário. O inferno também é chamado de “trevas” (Mt 25.30; 22.13). Em outra designação é que os que são destinados ao inferno “ira e indignação [...] tribulação e angústia”(Rm 2. 6-9). De acordo com João, os ímpios serão “atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). De acordo com Apocalipse 19.20, a Besta e o Falso Profeta foram lançados vivos no “lago de fogo e enxofre”. Porém, depois de Mil Anos eles ainda estavam lá, onde receberão a companhia do diabo (Cf. Ap 20.10).

Quarto, o inferno é o lugar da Ira de Deus – quando Jesus diz “fogo que nunca se apaga”, isso nos fala não apenas do sofrimento, mas também da ira de Deus. Em mais de 600 lugares, a Bíblia fala sobre a ira de Deus. No caso específico do inferno, o fogo não é purificador, mas o “fogo da ira de Deus”. Alguns há que costumam colocar os atributos de Deus uns contra os outros, como se, porventura, algum atributo de Deus prevalecesse sobre os demais. Porém, a justiça de Deus, bem como seu amor e soberania, exigem a existência do inferno4 . Porque Deus é justo, ele não pode contemplar os pecados (Hb 1.13). Porque Deus é amor e amou ao mundo, aqueles que rejeitam esse grande amor rejeitam tão grande salvação (Hb 2.3).  Porque Deus é soberano, o mal precisa ser derrotado. Deus vencerá no final (Ap 20). O inferno, portanto, é o efeito da Ira de Deus. Conclui-se daí que o inferno não é governado por Satanás, mas Deus Reina também no inferno. Como disse William Hendriksen:5 “o inferno é inferno porque Deus está lá, Deus em toda a sua ira (Hb 12.29; Ap 6.16). O céu é céu porque Deus está lá, Deus em todo o seu amor. É desta presença de amor que o ímpio é banido para sempre.”

Quinto, Jesus ensina que é possível livrar-se de ir para o inferno – ao dizer “melhor é isso do que aquilo”, Jesus apresenta uma maneira de ser lançado no inferno. Diante do contexto maior (8.34ss), fica claro que os “seguidores de Jesus Cristo”, porque renunciaram aos seus pecados, negaram-se a si mesmo, tomaram a sua cruz e, até mesmo, perderam a sua vida “por amor de mim [Jesus Cristo] e do Evangelho” (Cf. 8.35). Assim, ao fazer a comparação entre o que é “melhor”, estamos diante do teste do Senhor para saber quem é seu discípulo ou não. Aqueles que não renunciam seus pecados aqui terão de sofrer com eles longe da Glória de Deus, em eterno sofrimento. Jesus apresentou o preço a se evitar.

Outra coisa, por duas vezes Jesus diz “entrares na vida” (v. 43, 45) e uma vez diz “entrares o reino de Deus”. Ficamos sabendo pelo interlocutor João que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.7). Por “novo nascimento” o cristianismo ensina ser “a alegria sincera em Deus, por Cristo (1) , e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras (2). (Is 57:15; Rm 5:1,2; Rm 14:17. (2) Rm 6:10,11; Gl 2:19,20)” (Catecismo de Heidelberg, p. 90).

O próprio Jesus reconheceu que o inferno não foi preparado primeiramente para o homem, mas para o “Diabo e seus Anjos” (Mt 25.41). E para livrar o homem de ir para o inferno, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3.16). Porém, porque o homem permanece indiferente a Jesus Cristo, ou seja, não crê no Filho, então “não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36).

E, ENTÃO?
Existem temas nas Escrituras que são dolorosos. Falar sobre o inferno é um desses temas. Porém, a doutrina sobre o inferno é parte da Teologia Bíblica, e como prova disso, o Senhor Jesus e seus apóstolos a ensinaram repetidamente.  Como disse o Bispo John Ryle, “não há misericórdia alguma em ocultar dos homens o assunto a respeito do inferno. Por mais temível e tremendo que seja o inferno, ele deve ser uma realidade fortemente inculcada sobre todos, como uma das grandiosas verdades do cristianismo. O apóstolo João, no livro de Apocalipse, com frequência o descreveu. Os servos de Deus, hoje, não devem sentir-se envergonhados de confessar a sua crença nesse assunto. Se não houvesse ilimitada misericórdia em Cristo, para todos aqueles que nele creem, bem poderíamos nos esquivar desse temível tópico” (1994, p. 119).

Não pensem que é fácil falar sobre os milhões que passarão a eternidade no lago de fogo. Alguns amigos até acham minha posição meio dantesca e, por isso, medieval. No entanto, minha tarefa como ministro do Evangelho é falar a verdade, seguir os passos do Mestre, mesmo que, ao expor essa doutrina, alguns se sintam incomodados com ela. Muitos estão a passos largos no caminho do inferno, caminhando sobre um grande abismo que não se abre para engolir alguns dos tais, tal como engoliu vivo a Datã, Coré e Abirão (Nm 16. 30-33) por causa das muitas misericórdias de Deus, desse mesmo Deus que eles provocam a sua ira.

Muitos ainda amam os seus pecados e, de forma enganosa, acreditam que podem desfrutar da eternidade com Deus sem seus pecados serem perdoados. Qual não será a surpresa de muitos ao perceberem que estão debaixo da Ira de Deus, simplesmente porque relutam em amar a Deus. Não é amor aos amigos e inimigos se não se anunciar o perigo que estão correndo. Talvez seja preciso que alguns precisem sentir o fogo do abismo queimando sob seus pés.

Dirijo-me àqueles que ainda não despertaram para conversão e para o perigo que estão correndo.

O inferno é para todos que não estão em Cristo. Hão de suportar o peso da ira de Deus. Foi João quem disse que Deus mesmo pelejará contra os que não se converteram ou que pensam que são convertidos. O Senhor Disse: “Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 63.3). Outra vez João, o Discípulo do Amor, viu a cena terrível: “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”(Ap 19.15).

Não há nada entre eles e o inferno a não ser a misericórdia de Deus. Mas lembrem-se: Ele está irado e quem pode lhe impedir de agir contra os seus pecados? Alguns supõem equivocadamente que está tudo bem com eles porque têm saúde, prosperidade, alegria, vão à igreja e desfrutam das bênçãos comuns de Deus. Mas isso não é garantia de que serão livres do inferno. A única garantia encontra-se no Cordeiro de Deus, que sofreu a Ira de Deus pelos homens. Se isso não é amor de Deus, em entregar o seu Filho por pecadores, não sabemos, então, o que é amor.

E estou a par de que essa mensagem não é popular. Sei também que alguns encontrarão pessoas que procurarão lhes dissuadir da realidade do inferno. Mas, “por que a cruz e todo sofrimento [de Jesus ], a não ser que haja o inferno? A morte de Cristo perde o seu significado eterno a não ser que haja uma separação de Deus da qual as pessoas precisam ser salvas” 6.  Não pense, também, que o inferno é apenas uma ameaça, e não uma realidade. Se assim o fosse, Deus seria mentiroso. Deus não usa mentiras para atrair aos homens.

Como disse, essa não é uma mensagem popular. Mas ela é verdadeira porque a Bíblia é verdadeira, porque Jesus Cristo é verdadeiro e não pode mentir. Seja Deus verdadeiro e os homens mentirosos (Rm 3.3). Meus amigos, a visão que temos de nossos pecados não é um mínimo daquilo que Deus vê em nós. Certa vez, o pregador Jonathan Edwards, amparado numa visão estritamente bíblica, nos deu um quadro dos pecados dos homens:
Vossas iniquidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno. Seria como tentar segurar uma avalancha de pedras com uma teia de aranha. Se não fosse a misericórdia de Deus, a terra não suportaria vocês por um só momento, pois são uma carga para ela. A natureza geme por causa de vocês. A criação foi obrigada a se sujeitar à escravidão, involuntariamente, por causa da vossa corrupção. Não é com prazer que o sol brilha sobre vocês, para que sua luz vos alumie para pecarem e servirem a satanás. A terra não produz de bom grado os seus frutos para satisfazer vossa luxuria. Nem está disposta a servir de palco à exibição de vossas iniqüidades. Não é voluntariamente que o ar alimenta vossos corpos, mantendo viva a chama dos vossos corpos, enquanto vocês gastam a vida servindo os inimigos de Deus. As coisas criadas por Deus são boas e foram feitas para o homem, por meio delas, servisse ao Senhor. Não é com prazer que prestam serviço a outros propósitos, e gemem quando são ultrajadas ao servirem objetivos tão contrários à sua finalidade e natureza. E a própria terra vomitaria vocês se não fosse a mão soberana dAquele a quem vocês tanto tem ofendido. Eis aí as nuvens negras da ira de Deus pairando agora sobre vossas cabeças carregadas por uma tempestade ameaçadora, cheia de trovões. Não fosse a mão restringidora do Senhor, elas arrebentariam imediatamente sobre vocês. A misericórdia soberana de Deus, por enquanto, refreia esse vento impetuoso, do contrário ele sobreviria com fúria, vossa destruição ocorreria repentinamente, e vocês seriam como palha dispersada pelo vento"

Portanto, Deus está exortando-lhes, em nome de Cristo, por essa palavra rogando-lhes que se reconciliem com Deus (2Co 5.11-20). Não há muitas opções. É estar em Cristo ou longe dele. É céu ou inferno. Não brinque de cristão, não brinque de crente, não brinque de religiosos ou mesmo ateu. O Senhor Jesus é o seu Deus e Salvador? De fato, você já o recebeu e, portanto, pode ser contado entre os Eleitos do Senhor? O machado já está posto à raiz e “toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7.19), disse o Senhor Jesus. Onde estão os frutos? O Senhor ainda disse: “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (Jo 15. 6). Se isso não for uma realidade em sua vida, então a Ira de Deus permanece sobre você e você será lançado no inferno, no lugar que foi criado para o diabo e seus anjos. Rejeitando a presença de Deus, você estará em companhia do diabo e seus anjos. Fuja para os braços misericordiosos do Senhor Jesus enquanto é tempo!