segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Lição 3 - EBD/CPAD - Joel - O Derramamento do Espirito Santo

Lição 03
JOEL – O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

21 de outubro de 2012
Professor Alberto


TEXTO ÁUREO


E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos (At 2.17).



VERDADE PRÁTICA


O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a Igreja até a vinda do Senhor.


COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO


E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos (At 2.17).

            Nosso texto áureo está inserido no discurso de Pedro (Atos 2.14-36),  após os 120 crentes terem recebido o batismo com o Espírito Santo no dia do Pentecostes.
            Em sua mensagem o apóstolo Pedro cita o profeta Joel que profetizou um grande derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus: E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito” (Joel 2.28-29).
            Segundo o apóstolo Pedro essa profecia tinha o seu cumprimento naquele dia, na vida daqueles irmãos judeus em Jerusalém: “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia. Isto é o que foi dito pelo profeta Joel” (Atos 2. 14-16).
            O apóstolo Pedro aponta essa promessa para todos os cristãos, é isso que o apóstolo ministra após as primeiras conversões (Atos 2.37-47). Em Atos 2.39 o apóstolo Pedro declara: "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar" (At 2.39).
O apóstolo Pedro em sua pregação apresenta o Batismo no Espírito Santo como sendo universal, ou seja, para todos, e começa dizendo que essa promessa dizia respeito aquele público que o ouvia “Porque a promessa vos diz respeito a vós...”  o povo de Israel, que estava ali, que vinham de várias partes do mundo, mas que eram os privilegiados em estarem em Jerusalém naquele momento.
Essa promessa não restringiria apenas aqueles judeus privilegiados de Jerusalém do dia do Pentecostes, mas era também extensiva a sua descendência, para seus filhos e filhas (Jl 2.28), o que também enfatiza a idéia da universalidade e atemporalidade da mensagem cristã e das bênçãos decorrentes dela, sem qualquer limite a diferença de sexo, tão acentuada naqueles dias. No judaísmo daquela época a mulher estava excluída de grande parte dos serviços sagrados, mas graças a Deus com a morte expiatória do Senhor Jesus o véu do templo se rasgou de alto abaixo e todos passaram a ter acesso a presença gloriosa de Deus independentemente de raça, sexo, condição social etc. As mulheres “filhas” que outrora eram excluídas, agora são objetos da promessa do batismo no Espírito Santo: “vosso filhos e vossas filhas profetizarão” (Jl 2.28). Glória a Deus.
A promessa do Batismo no Espírito Santo não está restrita apenas ao povo de Israel, nem ao tempo ou seja, é para outra geração também, nem excluí a mulher, pois se dirige a elas, mas vai além, podemos considerar aqui “...e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar", ou seja, gentios, os povos de longe, escravos e escravas, considerando a sociedade daquela época, todos são objetos da graça, do amor e da promessa do Batismo no Espírito Santo.
O trecho de Isaías 57.19, que é citado em Efésios 2.17 e Atos 22.21, fala das promessas de Deus que atingiram lugares distantes, longínquos, as terras gentílicas afundadas no paganismo. Ambas as idéias são verdadeiras no tocante à propagação do Evangelho, porquanto a mensagem de Cristo tanto tem chegado a todos os lugares mais distantes da face da terra como tem atingido os descendentes distantes da antiga nação de Israel, fora de suas fronteiras.
A expressão “...a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar" , nos remete ao grande amor de Deus que chama homens e mulheres do mundo inteiro. Essa chamada de Deus garante que o Batismo no Espírito Santo seja extensivo a todos os habitantes da terra. Porquanto Deus, nesse sentido, chama a todos, pois, no dizer de João 3.16: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” .
O Evangelho é universal, para todos os homens, todos que aceitarem a Cristo como seu Salvador pessoal, são receptáculos da promessa do Batismo com o Espírito Santo.

Joel: O derramamento do Espírito Santo

Joel, o segundo dos chamados profetas menores, exerceu seu ministério em Judá, no Reino do Sul. Seu nome significa “Jeová é Deus”. Em que pese o fato de ele ter profetizado sobre o derramamento do Espírito de Deus no futuro, com manifestações específicas, a tônica de sua profecia vai mais além.
No capítulo 1, “Joel profetiza ao povo logo após enormes enxames de gafanhotos terem destruído a terra. Esses insetos comeram todas as plantas e ervas próprias para a alimentação. Ao mesmo tempo, havia falta de chuva, ocasionando também falta de água. Contudo, ainda que essa destruição tenha sido muito terrível, Joel escreve dizendo que isso não é nada em comparação com o que Deus está prestes a fazer por causa da desobediência do povo. Joel pede que as pessoas se voltem para Deus e lhe obedeçam antes que seja tarde demais.” (Quero Entender a Bíblia, CPAD, pg.187).
Acerca de desastres naturais, Lawrence O. Richards comenta: “Os desastres naturais geralmente são identificados como sendo ‘atos de Deus’. Na atualidade, sabemos que isso significa tão somente que não há ser humano capaz de manter controle sobre um evento em particular. Na época do Antigo Testamento, entretanto, muitos ‘desastres naturais’ eram literalmente considerados atos de Deus, uma demonstração de sua soberania sobre os atos naturais para deles se extrair uma lição espiritual” (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pg.531).
Séculos mais tarde, Deus enviou seu Espírito Santo aos santos que estavam em oração em um cenáculo, aguardando o cumprimento do que Jesus havia prometido: um revestimento de poder com o objetivo de anunciarem o evangelho de Jesus Cristo.
Naquele dia, aqueles que estavam no cenáculo foram cheios com o Espírito Santo, de forma que falaram em outras línguas, e anunciaram a Jesus de forma ousada e sem temor dos homens.
Pedro utilizou a passagem de Joel para explicar o derramamento do Espírito Santo, mostrando que esse evento traria sinais como a capacidade de profetizar e ter visões.
Joel também apresenta pontos em sua profecia, como o chamado “Vale da Decisão”, local em que Deus há de apresentar suas decisões contra a humanidade rebelde (e não um lugar onde as pessoas decidirão o que vão fazer); fala também que aquele que invocar o nome do Senhor há de ser salvo, uma observação inicial para os judeus, mas que entendemos ter sido estendida aos gentios que clamarem a Deus e que serão salvos.




INTERAÇÃO


Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja, em Jerusalém, muitas pessoas ficaram atônitas com o fenômeno, pois viram gente simples falando línguas totalmente desconhecidas deles.
Outros, no entanto, zombavam, afirmando que essas pessoas estavam “cheias de mosto” ou “embriagadas”.
Nessa ocasião, o apóstolo Pedro se levantou, junto dos demais apóstolos (At 2.14) e expôs sistematicamente os pontos centrais da revelação de Deus através de Jesus Cristo.
Ele evocou a profecia de Joel a respeito do derramamento do Espírito Santo (At 2.15-21), e conclamou-os: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel.
·   Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina.
·   Saber que o livro de Joel é escatológico.


RESUMO DA LIÇÃO 03


I.                  O LIVRO DE JOEL NO CÂNON SAGRADO
1.      Contexto histórico.
2.     Posição de Joel no Cânon Sagrado.
3.     Estrutura e mensagem.

II.               A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
1.      Sua personalidade.
2.     Sua divindade.
3.     Como uma pessoa pode ser derramada?
4.     Linguagem metafórica.
III.           HORIZONTES DA PROMESSA
1.      Ponto de partida.
2.     Comunicação divina.

IV.            O FIM DOS TEMPOS
1.      Sinais.
2.     Etapas.
3.     Resultado.

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Palavra Chave
DERRAMAMENTO: 
ato ou efeito de derramar; derramação.

O Movimento Pentecostal, no início do século 20, colocou o livro de Joel em evidência, fazendo com que ele fosse conhecido como o “profeta pentecostal”. Apesar disso, o anúncio da descida do Espírito Santo não é o tema predominante de seus oráculos. A maior parte de suas profecias fala da praga da locusta e do julgamento das nações no fim dos tempos.

I. O LIVRO DE JOEL NO CÂNON SAGRADO

1. Contexto histórico. 
Pouco ou quase nada se conhece sobre Joel e a sua época.
As escassas informações baseiam-se em alguns lampejos extraídos de seu livro.
Era profeta de Judá e seu pai se chamava Petuel (1.1).
O nome Joel significa: “O Senhor é Deus”.
Isso é tudo o que sabemos de sua vida pessoal.
Nenhum rei é mencionado em seu livro, dificultando a contextualização histórica.
Ele é anterior a todos os profetas literários, pois tem-se como certo que escreveu suas profecias em 835 a.C.
Trata-se da época em que Judá estava sob a regência de Joiada durante a infância de Joás (2 Cr 23.16-21).
Isso explica a influência e a presença significativa dos sacerdotes no governo de Judá (Jl 1.9,13; 2.17).
O templo estava em pleno funcionamento (Jl 1.9,13,14).

1.1.           - Contexto Histórico - “Joás, rei de Judá
O verdadeiro descendente de Davi assentou-se no trono, e reinou durante quarenta anos (835-796).
Visto que ele tinha apenas sete anos quando se tornou rei, ficou sob a tutela de Jeoiada, o sumo sacerdote, cuja autoridade sobre o jovem monarca estendia-se ao ponto de escolher suas esposas (2 Cr 24.3).
Os anos de apostasia sob Atália atingiram a vida religiosa da nação.
Particularmente grave era o fato de o templo e os serviços sagrados haverem sido abandonados.
Joás, já no princípio de seu reinado, decidiu reformar e restaurar a casa de Yahweh (2 Rs 12.2,5).
Portanto, incumbiu os sacerdotes e levitas de saírem a todas as cidades e vilarejos de seu reino a fim de obter as ofertas para a manutenção do templo.
Embora o apelo resultasse no acúmulo de fundos, a obra tardou por alguma razão, e até o vigésimo terceiro ano de Joás (cerca de 814) não havia qualquer indício da obra.
O rei Joás então ordenou ao sumo sacerdote Jeoiada que providenciasse a construção de um gazofilácio ao lado do grande altar, onde os sacerdotes depositariam as ofertas do povo.
Um apelo foi feito por todo o reino para que trouxessem suas ofertas ao templo; e com alegria o povo ofertou (MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007, pp.384,86).

2. Posição de Joel no Cânon Sagrado. 
A ordem dos Profetas Menores em nossas versões da Bíblia é a mesma do Cânon Judaico e da Vulgata Latina, mas não é cronológica.
Joel é o segundo livro, situado entre Oseias e Amós, mas na Septuaginta há uma diferença na ordem dos primeiros seis livros: Oseias, Amós, Miqueias, Joel, Obadias, Jonas.

3. Estrutura e mensagem. 
O oráculo foi entregue ao profeta por meio da palavra (1.1).
São três capítulos, mas a sua divisão na Bíblia Hebraica é diferente: lá temos quatro capítulos, pois o trecho 2.28-32 equivale ao capítulo três, com cinco versículos, e o conteúdo do capítulo quatro é exatamente o mesmo do nosso capítulo três.
São dois os temas principais: a praga da locusta (1.1-2.27) e os eventos do fim dos tempos (2.28-3.21).
O assunto do livro é escatológico, com ameaças e promessas.




SINOPSE DO TÓPICO (I)

O livro de Joel é uma obra escatológica que contém advertências e promessas divinas.


II. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

1. Sua personalidade. 
O Espírito está presente em toda a Bíblia, que o mostra claramente como uma pessoa e não como uma mera influência.
Ele é inteligente (Rm 8.27), tem emoções (Ef 4.30) e vontade (At 16.6-11; 1 Co 12.11).
Há abundantes provas bíblicas de sua personalidade.

2. Sua divindade. 
O Espírito Santo é chamado textualmente de “Deus de Israel” (2 Sm 23.2,3).
Ele é igual ao Pai e ao Filho em poder, glória e majestade.
Na declaração batismal, somos batizados também em seu nome (Mt 28.19; Ef 4.4-6).
Isso significa que o Espírito Santo é objeto da nossa fé e da nossa adoração.
Ele é tudo o que Deus é (1 Co 2.10,11).

3. Como uma pessoa pode ser derramada? 
Esta é uma das perguntas que alguns grupos religiosos fazem frequentemente com a finalidade de “provar” que o Espírito Santo não é Deus nem uma pessoa.
Aqui, por duas vezes a palavra profética afirma “derramarei o meu Espírito” (2.28,29), o que é ratificado em o Novo Testamento (At 2.17,18).
Ao longo da história, a divindade do Espírito Santo sempre encontrou oposição.
Após o Concílio de Niceia, surgiram os pneumatomachoi (“opositores do Espírito”) que, liderados por Eustáquio de Sebaste (300-380), não aceitavam a divindade do Espírito Santo.

4. Linguagem metafórica. 
O “derramamento” do Espírito Santo é a expressão que a Bíblia usa para descrever o revestimento de alguém com o poder do mesmo Espírito.
Trata-se de uma metáfora, figura que “consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é a sua, em virtude de uma comparação implícita” (Gramática Rocha Lima).
Simbolizado pela água, o Espírito Santo lava, purifica e refrigera como reflexo de suas múltiplas operações (Is 44.3; Jo 7.37-39; Tt 3.5).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

O Espírito Santo é uma pessoa e não uma mera influência.


III. HORIZONTES DA PROMESSA

1. Ponto de partida. 
A profecia do derramamento do Espírito Santo começou a ser cumprida no dia de Pentecostes, que marcou a inauguração da Igreja (At 2.16).
O apóstolo Pedro empregou apropriadamente a expressão “nos últimos dias” (At 2.17) no lugar de “depois” (Jl 2.28a).
Não faz sentido algum, por conseguinte, afirmar que a efusão do Espírito Santo foi apenas para a Era Apostólica; antes, pelo contrário, começou com os apóstolos e continua em nossos dias.
Era o ponto de partida, e não de chegada.

2. Comunicação divina. 
Deus disponibilizou recursos espirituais para manter a comunicação com o seu povo por meio de sonhos, visões e profecias, independentemente de idade, sexo e posição social (2.28b,29).
Todavia, cabe-nos ressaltar que somente a Bíblia é a autoridade divina e definitiva na terra.
Quanto aos sonhos, visões e profecias, são-nos concedidos para a edificação individual, e não podem ser usados para fundamentar doutrinas.
A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A efusão do Espírito Santo começou com os apóstolos e continua em nossos dias até a volta de Jesus.


IV. O FIM DOS TEMPOS

1. Sinais. 
A profecia de Joel fala ainda sobre aparição de sinais em cima no céu e embaixo na terra, de sangue, fogo e colunas de fumaça, do sol convertendo-se em trevas e da lua tornando-se sangue (2.30,31).
São manifestações teofânicas de Jeová para revelar a si mesmo e também para executar juízo sobre o pecado (Êx 19.18; Ap 8.7).
Tudo isso o apóstolo Pedro citou integralmente em sua pregação (At 2.19,20).
É de se notar que tais manifestações não foram vistas por ocasião do Pentecostes. A explicação é que se trata do começo dos “últimos dias”.

2. Etapas. 
O primeiro advento de Cristo e o derramamento do Espírito Santo são eventos introdutórios dos “últimos dias” (At 2.17).
Os sinais cósmicos acompanhados de fogo, coluna de fumaça etc., ausentes no dia de Pentecostes, dizem respeito à Grande Tribulação, no epílogo da história, “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Jl 2.31; At 2.20).

3. Resultado. 
A vinda do Espírito Santo, além de revestir os crentes em Jesus, resulta também em salvação a todos os que desejam encontrar a vida eterna.
O apóstolo Pedro termina a citação de Joel com estas palavras: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (At 2.21).
O nome “SENHOR”, com letras maiúsculas, indica na Bíblia Hebraica a presença do tetragrama YHWH (as quatro consoantes do nome divino “Yahweh, Javé, Yehovah, Jeová”).
O apóstolo Paulo citou essa passagem referindo-se a Jesus, e afirmando que o Meigo Nazareno é o mesmo grande Deus Jeová de Israel (Rm 10.13).


SINOPSE DO TÓPICO (IV)

O livro de Joel é escatológico. Ele fala do fim dos tempos a partir do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O derramamento do Espírito Santo inaugura a dispensação da Igreja, que, acompanhado de grandes sinais, faz do cristianismo uma religião sui generis.
A Igreja continua recebendo o poder do alto e prossegue anunciando a salvação a todos os povos.
Nisso, vemos a múltipla operação do Espírito Santo, revestindo de poder os crentes em Jesus e convencendo o pecador de seus pecados (At 1.8; Jo 16.7-11).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

Joel - o derramamento do Espirito Santo

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2012

Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo
Comentarista: Esequias Soares


Lição 3: Joel — O derramamento do Espírito Santo
Data: 21 de Outubro de 2012

TEXTO ÁUREO


E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos(At 2.17).

VERDADE PRÁTICA


O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a Igreja até a vinda do Senhor.

HINOS SUGERIDOS


100, 290, 491.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Is 4.43 - O derramamento do Espírito Santo
Terça - Mt 3.11 - Jesus batiza com o Espírito Santo
Quarta - Jo 14.16 - O Consolador está sempre conosco
Quinta - Jo 14.26 - O Espírito Santo ensina a Igreja
Sexta - At 2.4 - As línguas e o batismo com o Espírito Santo
Sábado - At 11.15,16 - Os gentios e o batismo com o Espírito Santo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Joel 1.1; 2.28-32.

Joel 1
1 - Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.

Joel 2
28 - E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
29 - E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.
30 - E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça.
31 - O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.
32 - E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar.

INTERAÇÃO


Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja, em Jerusalém, muitas pessoas ficaram atônitas com o fenômeno, pois viram gente simples falando línguas totalmente desconhecidas deles. Outros, no entanto, zombavam, afirmando que essas pessoas estavam “cheias de mosto” ou “embriagadas”. Nessa ocasião, o apóstolo Pedro se levantou, junto dos demais apóstolos (At 2.14) e expôs sistematicamente os pontos centrais da revelação de Deus através de Jesus Cristo. Ele evocou a profecia de Joel a respeito do derramamento do Espírito Santo (At 2.15-21), e conclamou-os: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel.
  • Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina.
  • Saber que o livro de Joel é escatológico.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, utilize o quadro abaixo para introduzir a aula e explicar que o livro de Joel pode ser dividido em duas partes. A primeira descreve a devastação de Judá ocasionada por uma grande praga de gafanhotos e a comunidade. E a segunda, a resposta de Deus a Israel e às nações.

 
COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Derramamento: ato ou efeito de derramar; derramação.

O Movimento Pentecostal, no início do século 20, colocou o livro de Joel em evidência, fazendo com que ele fosse conhecido como o “profeta pentecostal”. Apesar disso, o anúncio da descida do Espírito Santo não é o tema predominante de seus oráculos. A maior parte de suas profecias fala da praga da locusta e do julgamento das nações no fim dos tempos.

I. O LIVRO DE JOEL NO CÂNON SAGRADO

1. Contexto histórico. Pouco ou quase nada se conhece sobre Joel e a sua época. As escassas informações baseiam-se em alguns lampejos extraídos de seu livro. Era profeta de Judá e seu pai se chamava Petuel (1.1). Isso é tudo o que sabemos de sua vida pessoal. Nenhum rei é mencionado em seu livro, dificultando a contextualização histórica. Ele é anterior a todos os profetas literários, pois tem-se como certo que escreveu suas profecias em 835 a.C. Trata-se da época em que Judá estava sob a regência de Joiada durante a infância de Joás (2 Cr 23.16-21). Isso explica a influência e a presença significativa dos sacerdotes no governo de Judá (Jl 1.9,13; 2.17). O templo estava em pleno funcionamento (Jl 1.9,13,14).
2. Posição de Joel no Cânon Sagrado. A ordem dos Profetas Menores em nossas versões da Bíblia é a mesma do Cânon Judaico e da Vulgata Latina, mas não é cronológica. Joel é o segundo livro, situado entre Oseias e Amós, mas na Septuaginta há uma diferença na ordem dos primeiros seis livros: Oseias, Amós, Miqueias, Joel, Obadias, Jonas.
3. Estrutura e mensagem. O oráculo foi entregue ao profeta por meio da palavra (1.1). São três capítulos, mas a sua divisão na Bíblia Hebraica é diferente: lá temos quatro capítulos, pois o trecho 2.28-32 equivale ao capítulo três, com cinco versículos, e o conteúdo do capítulo quatro é exatamente o mesmo do nosso capítulo três. São dois os temas principais: a praga da locusta (1.1-2.27) e os eventos do fim dos tempos (2.28-3.21). O assunto do livro é escatológico, com ameaças e promessas.


SINOPSE DO TÓPICO (I)

O livro de Joel é uma obra escatológica que contém advertências e promessas divinas.


II. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

1. Sua personalidade. O Espírito está presente em toda a Bíblia, que o mostra claramente como uma pessoa e não como uma mera influência. Ele é inteligente (Rm 8.27), tem emoções (Ef 4.30) e vontade (At 16.6-11; 1 Co 12.11). Há abundantes provas bíblicas de sua personalidade.
2. Sua divindade. O Espírito Santo é chamado textualmente de “Deus de Israel” (2 Sm 23.2,3). Ele é igual ao Pai e ao Filho em poder, glória e majestade. Na declaração batismal, somos batizados também em seu nome (Mt 28.19; Ef 4.4-6). Isso significa que o Espírito Santo é objeto da nossa fé e da nossa adoração. Ele é tudo o que Deus é (1 Co 2.10,11).
3. Como uma pessoa pode ser derramada? Esta é uma das perguntas que alguns grupos religiosos fazem frequentemente com a finalidade de “provar” que o Espírito Santo não é Deus nem uma pessoa. Aqui, por duas vezes a palavra profética afirma “derramarei o meu Espírito” (2.28,29), o que é ratificado em o Novo Testamento (At 2.17,18). Ao longo da história, a divindade do Espírito Santo sempre encontrou oposição. Após o Concílio de Niceia, surgiram os pneumatomachoi (“opositores do Espírito”) que, liderados por Eustáquio de Sebaste (300-380), não aceitavam a divindade do Espírito Santo.
4. Linguagem metafórica. O “derramamento” do Espírito Santo é a expressão que a Bíblia usa para descrever o revestimento de alguém com o poder do mesmo Espírito. Trata-se de uma metáfora, figura que “consiste na transferência de um termo para uma esfera de significação que não é a sua, em virtude de uma comparação implícita” (Gramática Rocha Lima).
Simbolizado pela água, o Espírito Santo lava, purifica e refrigera como reflexo de suas múltiplas operações (Is 44.3; Jo 7.37-39; Tt 3.5).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

O Espírito Santo é uma pessoa e não uma mera influência.


III. HORIZONTES DA PROMESSA

1. Ponto de partida. A profecia do derramamento do Espírito Santo começou a ser cumprida no dia de Pentecostes, que marcou a inauguração da Igreja (At 2.16). O apóstolo Pedro empregou apropriadamente a expressão “nos últimos dias” (At 2.17) no lugar de “depois” (Jl 2.28a).
Não faz sentido algum, por conseguinte, afirmar que a efusão do Espírito Santo foi apenas para a Era Apostólica; antes, pelo contrário, começou com os apóstolos e continua em nossos dias. Era o ponto de partida, e não de chegada.
2. Comunicação divina. Deus disponibilizou recursos espirituais para manter a comunicação com o seu povo por meio de sonhos, visões e profecias, independentemente de idade, sexo e posição social (2.28b,29). Todavia, cabe-nos ressaltar que somente a Bíblia é a autoridade divina e definitiva na terra. Quanto aos sonhos, visões e profecias, são-nos concedidos para a edificação individual, e não podem ser usados para fundamentar doutrinas. A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A efusão do Espírito Santo começou com os apóstolos e continua em nossos dias até a volta de Jesus.


IV. O FIM DOS TEMPOS

1. Sinais. A profecia de Joel fala ainda sobre aparição de sinais em cima no céu e embaixo na terra, de sangue, fogo e colunas de fumaça, do sol convertendo-se em trevas e da lua tornando-se sangue (2.30,31). São manifestações teofânicas de Jeová para revelar a si mesmo e também para executar juízo sobre o pecado (Êx 19.18; Ap 8.7). Tudo isso o apóstolo Pedro citou integralmente em sua pregação (At 2.19,20). É de se notar que tais manifestações não foram vistas por ocasião do Pentecostes. A explicação é que se trata do começo dos “últimos dias”.
2. Etapas. O primeiro advento de Cristo e o derramamento do Espírito Santo são eventos introdutórios dos “últimos dias” (At 2.17). Os sinais cósmicos acompanhados de fogo, coluna de fumaça etc., ausentes no dia de Pentecostes, dizem respeito à Grande Tribulação, no epílogo da história, “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Jl 2.31; At 2.20).
3. Resultado. A vinda do Espírito Santo, além de revestir os crentes em Jesus, resulta também em salvação a todos os que desejam encontrar a vida eterna. O apóstolo Pedro termina a citação de Joel com estas palavras: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (At 2.21). O nome “SENHOR”, com letras maiúsculas, indica na Bíblia Hebraica a presença do tetragrama YHWH (as quatro consoantes do nome divino “Yahweh, Javé, Yehovah, Jeová”). O apóstolo Paulo citou essa passagem referindo-se a Jesus, e afirmando que o Meigo Nazareno é o mesmo grande Deus Jeová de Israel (Rm 10.13).


SINOPSE DO TÓPICO (IV)

O livro de Joel é escatológico. Ele fala do fim dos tempos a partir do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias.


CONCLUSÃO

O derramamento do Espírito Santo inaugura a dispensação da Igreja, que, acompanhado de grandes sinais, faz do cristianismo uma religião sui generis. A Igreja continua recebendo o poder do alto e prossegue anunciando a salvação a todos os povos. Nisso, vemos a múltipla operação do Espírito Santo, revestindo de poder os crentes em Jesus e convencendo o pecador de seus pecados (At 1.8; Jo 16.7-11).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS


1. Qual o assunto do livro de Joel?
R. O assunto do livro é escatológico, com ameaças e promessas.

2. Em que parte da Bíblia o Espírito Santo é textualmente chamado de Deus?
R. O Espírito Santo é chamado textualmente de “Deus de Israel” em 2 Samuel 23.2,3 e Atos 5.3,4.

3. Qual o nome do líder que após o Concílio de Niceia não aceitava a divindade do Espírito Santo?
R. Eustáquio de Sebaste.

4. Qual o significado do derramamento do Espírito Santo?
R. O “derramamento” do Espírito Santo é a expressão que a Bíblia usa para descrever o revestimento de alguém com o poder do mesmo Espírito.

5. Quais sãos os eventos introdutórios dos “últimos dias”?
R. O primeiro advento de Cristo e o derramamento do Espírito Santo são eventos introdutórios dos “últimos dias” (At 2.17).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Histórico

“Joás, rei de Judá
[...] O verdadeiro descendente de Davi assentou-se no trono, e reinou durante quarenta anos (835-796). Visto que ele tinha apenas sete anos quando se tornou rei, ficou sob a tutela de Jeoiada, o sumo sacerdote, cuja autoridade sobre o jovem monarca estendia-se ao ponto de escolher suas esposas (2 Cr 24.3). Os anos de apostasia sob Atália atingiram a vida religiosa da nação. Particularmente grave era o fato de o templo e os serviços sagrados haverem sido abandonados. Joás, já no princípio de seu reinado, decidiu reformar e restaurar a casa de Yahweh (2 Rs 12.2,5). Portanto, incumbiu os sacerdotes e levitas de saírem a todas as cidades e vilarejos de seu reino a fim de obter as ofertas para a manutenção do templo.
Embora o apelo resultasse no acúmulo de fundos, a obra tardou por alguma razão, e até o vigésimo terceiro ano de Joás (cerca de 814) não havia qualquer indício da obra. O rei Joás então ordenou ao sumo sacerdote Jeoiada que providenciasse a construção de um gazofilácio ao lado do grande altar, onde os sacerdotes depositariam as ofertas do povo. Um apelo foi feito por todo o reino para que trouxessem suas ofertas ao templo; e com alegria o povo ofertou (MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007, pp.384,86).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Joel: O derramamento do Espírito Santo

Joel, o segundo dos chamados profetas menores, exerceu seu ministério em Judá, no Reino do Sul. Seu nome significa “Jeová é Deus”. Em que pese o fato de ele ter profetizado sobre o derramamento do Espírito de Deus no futuro, com manifestações específicas, a tônica de sua profecia vai mais além. No capítulo 1, “Joel profetiza ao povo logo após enormes enxames de gafanhotos terem destruído a terra. Esses insetos comeram todas as plantas e ervas próprias para a alimentação. Ao mesmo tempo, havia falta de chuva, ocasionando também falta de água. Contudo, ainda que essa destruição tenha sido muito terrível, Joel escreve dizendo que isso não é nada em comparação com o que Deus está prestes a fazer por causa da desobediência do povo. Joel pede que as pessoas se voltem para Deus e lhe obedeçam antes que seja tarde demais.” (Quero Entender a Bíblia, CPAD, pg.187). Acerca de desastres naturais, Lawrence O. Richards comenta: “Os desastres naturais geralmente são identificados como sendo ‘atos de Deus’. Na atualidade, sabemos que isso significa tão somente que não há ser humano capaz de manter controle sobre um evento em particular. Na época do Antigo Testamento, entretanto, muitos ‘desastres naturais’ eram literalmente considerados atos de Deus, uma demonstração de sua soberania sobre os atos naturais para deles se extrair uma lição espiritual” (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pg.531).
Séculos mais tarde, Deus enviou seu Espírito Santo aos santos que estavam em oração em um cenáculo, aguardando o cumprimento do que Jesus havia prometido: um revestimento de poder com o objetivo de anunciarem o evangelho de Jesus Cristo. Naquele dia, aqueles que estavam no cenáculo foram cheios com o Espírito Santo, de forma que falaram em outras línguas, e anunciaram a Jesus de forma ousada e sem temor dos homens. Pedro utilizou a passagem de Joel para explicar o derramamento do Espírito Santo, mostrando que esse evento traria sinais como a capacidade de profetizar e ter visões.
Joel também apresenta pontos em sua profecia, como o chamado “Vale da Decisão”, local em que Deus há de apresentar suas decisões contra a humanidade rebelde (e não um lugar onde as pessoas decidirão o que vão fazer); fala também que aquele que invocar o nome do Senhor há de ser salvo, uma observação inicial para os judeus, mas que entendemos ter sido estendida aos gentios que clamarem a Deus e que serão salvos.

Oseias - A fidelidade no relacionamento com Deus - EBD/CPAD

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 4º Trimestre de 2012

Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo
Comentarista: Esequias Soares


Lição 2: Oseias — A fidelidade no relacionamento com Deus
Data: 14 de Outubro de 2012

TEXTO ÁUREO


Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo(2 Co 11.2).

VERDADE PRÁTICA


O casamento de Oseias ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de Deus.

HINOS SUGERIDOS


100, 254, 295.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Is 54.5 - Deus se apresenta a Israel como um marido

Terça - Jr 2.2 - A união de marido e mulher é uma figura do relacionamento entre Deus e Israel

Quarta - Mt 25.1 - O Senhor Jesus compara o cortejo nupcial a sua vinda
  
Quinta - Sl 45.9-11 - O resplendor do casamento real ilustra a beleza e a pureza da Igreja
  
Sexta - Hb 13.4 - O casamento deve ser honrado por todos
  
Sábado - Ap 19.7 - O encontro de Cristo com a Igreja é comparado a um casamento

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Oseias 1.1,2; 2.14-17,19,20.

Oseias 1
1 - Palavra do SENHOR que foi dita a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
2 - O princípio da palavra do SENHOR por Oseias; disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.

Oseias 2
14 - Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
15 - E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.
16 - E acontecerá naquele dia, diz o SENHOR, que me chamarás: Meu marido e não me chamarás mais: Meu Baal.
17 - E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória,
19 - E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.
20 - E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR.

INTERAÇÃO


O casamento de Oseias denota uma diversidade de sentimentos humanos que desabrocham numa história trágica entre Deus e seu povo. Sim! Tristezas e frustrações fazem parte da vida pessoal do profeta. Mas também é verdade que renovadas esperanças estão implícitas na mensagem dramática desse profeta. Como marido, ele esperava a reconciliação plena com sua esposa Gomer. Tal retrato reflete o amor, a beleza e a intimidade que o verdadeiro casamento pode proporcionar. No caso de Israel, o Altíssimo almeja que a nação deixe o caminho do adultério espiritual e retorne ao amor inefável do esposo que, acima de tudo, a ama.

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conhecer a estrutura do livro de Oseias.
  • Compreender a linguagem simbólica usada no livro.
  • Conscientizar-se de que Deus está pronto a nos reconciliar e acolher.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Reproduza o esquema abaixo no quadro de giz. Utilize-o na introdução do primeiro tópico da lição. O esquema facilitará a compreensão dos alunos a respeito da estrutura do livro de Oseias. Explique que os assuntos principais do livro são: a apostasia de Israel; o grande amor de Deus; o juízo divino e as promessas de restauração. O objetivo do livro é mostrar quão grande e abnegado é o amor de Deus por seu povo.

O ESBOÇO DO LIVRO DE OSEIAS
Esposa do profeta Oseias.......................................................................(Os 1 — 3).
O povo de Oseias.....................................................................................(Os 4 — 14).
Mensagem de julgamento......................................................................(Os 4 — 10).
Mensagem de Amor................................................................................(Os 11 — 14).

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Matrimônio: União voluntária entre um homem e uma mulher.

A mensagem de Oseias começa a partir de sua vida pessoal. O seu casamento com Gomer e o difícil relacionamento familiar ocupam os três primeiros capítulos do livro que leva o seu nome. Deus tinha uma mensagem para o povo, pois a esposa e os filhos de Oseias, assim como o abandono e a prostituição dela, e o seu sofrimento e perdão, são sinais e profecias sobre Israel e Judá ao longo dos séculos.

I. O LIVRO DE OSEIAS

1. Contexto histórico. O ministério de Oseias deu-se no período da supremacia política e militar da Assíria. Ele profetizou em Samaria, capital do Reino do Norte, durante os “dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel” (1.1). A soma desses anos deve ser reduzida significativamente porque Jotão foi corregente com seu pai, Uzias, e da mesma forma Ezequias reinou com Acabe, seu pai (2 Rs 15.5; 18.1,2,9,10,13).
Esses dados fornecidos pelo profeta nos permitem datar o seu ministério entre 793-753 a.C. Jeroboão II, reinou 41 anos num período de prosperidade econômica, mas também de apostasia generalizada (2 Rs 14.23-29).
2. Estrutura. A revelação foi entregue ao profeta pela palavra “dita a Oseias” (1.1a). A segunda declaração: “O princípio da palavra do Senhor por Oseias” (1.2a), reitera a forma de comunicação do versículo anterior. Também esclarece que a ordem para Oseias se casar com “uma mulher de prostituições” aconteceu no começo do seu ministério, como fica claro na ARA e na TB (1.2b).
O livro pode ser dividido em duas partes principais. A primeira é uma biografia profética escrita em prosa que descreve a crise do relacionamento de Oseias com sua esposa infiel, ao mesmo tempo que compara essa crise conjugal com a infidelidade e a apostasia do seu povo (1-3). A segunda parte é escrita em forma poética e se constitui de profecias proferidas durante um longo intervalo de tempo (4-14).
3. Mensagem. O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus revelado, que compreende advertência, juízo divino e promessas de restauração futura (8.11-14; 11.1-9; 14.4-9). Mesmo num contexto de decadência moral, o oráculo descreve o amor de Deus de maneira bela e surpreendente (2.14-16; 6.1-4; 11.1-4; 14.4-8). Seus oráculos são cheios de metáforas e símbolos dirigidos aos contemporâneos. Sua mensagem denuncia o pecado do povo e a corrupção das instituições sociais, políticas e religiosas das dez tribos do norte (5.1). Oseias é citado no Novo Testamento (1.10; 2.23 cp. Rm 9.25,26; 6.6 cp. Mt 9.13; 12.7; 11.1 cp. Mt 2.15).

 
SINOPSE DO TÓPICO (I)

O livro do profeta Oseias é repleto de metáforas e símbolos. Sua mensagem denuncia o pecado e a corrupção do povo.


II. O MATRIMÔNIO

1. Etimologia. Os termos “casamento” e “matrimônio” são equivalentes e ambos usados para traduzir o grego gamos, que indica também “bodas” (Jo 2.1,2) e “leito” conjugal (Hb 13.4). Trata-se de uma instituição estabelecida pelo Criador desde a criação, na qual um homem e uma mulher se unem em relação legal, social, espiritual e de caráter indissolúvel (Gn 2.20-24; Mt 19.5,6). É no casamento que acontece o processo legítimo de procriação (Gn 1.27,28), gerando a oportunidade para a felicidade humana e o companheirismo.
2. Simbolismo. A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade que o casamento proporciona fazem dele o símbolo da união e do relacionamento entre Cristo e a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7). Essa figura é notada desde o Antigo Testamento.
3. A ordem divina para o casamento de Oseias. Considerando a santidade do casamento confirmada em toda a Bíblia, a ordem divina parece contradizer tudo o que as Escrituras falam sobre o matrimônio. Temos dificuldade em aceitá-la, mas qualquer interpretação contra o caráter literal do texto é forçada. Quando Jeová deu a ordem, acrescentou: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (1.2b). Isso era literal. A infidelidade a Deus é em si mesma um adultério espiritual (Jr 3.1,2; Tg 4.4), ainda mais quando se trata do culto a Baal, que envolvia a chamada prostituição sagrada (4.13,14; Jz 8.33).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

O matrimônio de Oseias com Gomer simboliza a infidelidade do povo em relação a Deus.


III. A LINGUAGEM DA RECONCILIAÇÃO

1. O casamento restaurado. O amor é o tema central de Oseias. Com ele, Israel será atraído por Jeová (11.4; Jr 31.3). O deserto foi o lugar do julgamento (2.3) e nele Israel achou graça, tal qual a noiva perante o noivo (Êx 5.1; Jr 2.2). A expressão “e lhe falarei ao coração” (2.14) é a linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa (4.13,14; Gn 34.3; Jz 19.3). Nós fomos atraídos e alvejados pelo amor de Deus (Rm 5.6-8).
2. O vale de Acor e a porta de esperança. Há aqui uma menção do monumento erguido no vale de Acor, onde Acã pagou pelos seus crimes e foi executado com toda a sua casa (Js 7.2-26). A promessa é que esse vale não será mais lembrado como lugar de castigo. Será transformado em lugar de restauração (Is 65.10), cujas vinhas serão dadas “por porta de esperança” (2.15).
3. A reconciliação. A sentença de divórcio (2.2) será anulada: “desposar-te-ei comigo para sempre” (2.19). O baalismo generalizado (2.13) virá a ser transformado em conversão nacional e genuína. Todo o povo servirá a Jeová em fidelidade, e cada um voltará a ter conhecimento do Deus verdadeiro (2.20).

 
SINOPSE DO TÓPICO (III)

A linguagem da reconciliação no livro de Oseias é apresentada através do amor, tema principal do oráculo divino neste livro.


IV. O BANIMENTO DA IDOLATRIA EM ISRAEL

1. Meu marido, e não meu Baal. A fórmula “naquele dia” (2.6,18,21) é escatológica (Jl 3.18). As expressões “meu marido” e “meu Baal”, em hebraico ishi e baali, são um jogo de palavras muito significativo.
a) Significados. A palavra ish significa “homem, marido” (Gn 2.24; 3.6); e baal, ou baalim, no plural, quer dizer “dono, marido” (Êx 21.29; 2 Sm 11.26). O termo também é aplicado metaforicamente a Deus, como marido: “Porque o teu Criador é o teu marido” (Is 54.5). A palavra “baal”, como “dono, proprietário”, aparece 84 vezes no Antigo Testamento, sendo 15 delas como esposo de uma mulher, portanto “marido”.
b) Divindade dos cananeus. Como nome da divindade nacional dos fenícios com a qual Israel e Judá estavam envolvidos naquela época, aparece 58 vezes, sendo 18 delas no plural. Essa palavra se corrompeu por causa da idolatria e por isso Jeová não será mais chamado de “meu Baal”, mas de “meu marido” (2.16).
2. O fim do baalismo. Os ídolos desaparecerão da terra (Jr 10.11). Isso inclui os baalins, cuja memória será execrada para sempre, uma vez que a palavra profética anuncia o fim definitivo do baalismo: “os seus nomes não virão mais em memória” (2.17). Apesar de a promessa divina ser escatológica, esses deuses são hoje repulsa nacional em Israel.

 
SINOPSE DO TÓPICO (IV)

O baalismo foi definitivamente extinguido em Israel. Isso pode ser confirmado até hoje.

 
CONCLUSÃO

O emprego das coisas do dia a dia como ilustração facilita a compreensão da mensagem divina, e a Bíblia está repleta desses recursos literários. O casamento é o símbolo perfeito para compreendermos o relacionamento de Deus com o seu povo, e do Senhor Jesus Cristo com o cristão.

VOCABULÁRIO


Corregente: Pessoa que governa com outra.
ARA: Versão Almeida Revista e Atualizada.
TB: Versão da Tradução Brasileira.
Metáfora: Consiste na transferência da palavra para outro âmbito semântico; fundamenta-se numa relação de semelhança entre o sentido próprio e o figurado.
Execrada: Abominável.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BOYER, O. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2 ed., RJ: CPAD, 2008.
SOARES, E. Oseias: A restauração dos filhos de Deus. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.

EXERCÍCIOS


1. Qual o assunto do livro de Oseias?
R. O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus revelado.

2. O que faz do casamento um símbolo do relacionamento entre Cristo e a Igreja?
R. A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade.

3. Que linguagem a expressão “e lhe falarei ao coração” lembra?
R. A linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa.

4. Que palavra se corrompeu por causa da idolatria?
R. A Palavra “baal”.

5. O que os deuses são hoje em Israel?
R. Uma repulsa nacional.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Bibliológico

“Livro de Oseias
[...] Quando Oseias iniciou seu ministério, Israel estava desfrutando o zênite da sua prosperidade e poder sob o reinado de Jeroboão II. Para entender melhor o livro de Oseias, leia 2 Reis 14.23 a 15.31. Oseias distinguia as dez tribos pelo nome de Israel, ou de Samaria, sua capital, ou de Efraim, a tribo principal. Oseias não morreu antes de ver o cumprimento de suas profecias.
O autor: Oseias, 1.1.
A chave: Adultério espiritual, 4.12. A idolatria com toda espécie de vício, permeava todas as classes sociais. Oseias por mais ou menos 60 anos condenava do modo mais veemente o procedimento do povo, qualificando-o de adultério. Continuava seus avisos sem resultados, o que é um tocante exemplo de perseverança no meio dos maiores desânimos.
As divisões:
I. Israel, a esposa infiel de Deus, caps. 1 a 3;
II. Israel pecaminoso, 4.1 a 13.8;
III. Israel restaurado, 13.9 a 14.9”.
(BOYER, O. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2 ed., RJ: CPAD, 2008, p.394)

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“Diante de tudo que temos estudado podemos compreender que o homem tem sido ingrato e rebelde e mesmo assim Deus trabalha para a redenção humana. Primeiro levantou um povo na antiguidade para a glória de seu nome: Israel. Esse povo fracassou, mas ainda será restaurado. Quando Israel fracassou, rejeitando o seu Messias, Deus levantou outro povo, a Igreja.
É comum encontrar no livro do profeta Oseias as promessas de bênçãos após as advertências de juízos, isso revela o grande amor de Deus por seu povo e isso é confirmado no Novo Testamento pela expressão: ‘Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo’ (2 Tm 2.13).
Depois de anunciar o fim da casa de Israel, ‘farei cessar o reino da casa de Israel’ (1.4), e de afirmar que Israel não é mais seu povo, ‘porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus’ (1.9), logo em seguida afirma que os filhos de Israel são povo de Deus e também chama de filhos de Deus. Não há nisso contradição alguma, pois essa promessa é escatológica, vem depois dos juízos anunciados nesse capítulo, em outros lugares do livro de Oseias.
Vemos que no Velho Testamento, Jeová se utilizou da experiência de seu povo para se revelar a si mesmo de maneira progressiva, culminando com a manifestação de sua plenitude na Pessoa de seu Filho Jesus Cristo (Cl 2.9). Agora, em Oseias, começa-se a vislumbrar o amor de Jeová pelo seu povo e por toda a humanidade, amor manifestado no calvário (Jo 3.16)” (SOARES, E. Oseias: A restauração dos filhos de Deus. 1 ed., RJ: CPAD, 2002, p.53).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


O primeiro dos profetas menores é Oseias. Ele foi profeta às 10 tribos do Norte, à nação de Israel já dividida. Notemos que por ocasião de seu ministério, Israel experimentou o exílio pelos assírios. Antes de Oseias falecer, Samaria, a capital da nação do Norte, caiu, cumprindo o que Oseias havia predito. Profetas como Amós, Isaías e Miqueias foram contemporâneos de Oseias, sendo que o primeiro profetizou para o Reino do Norte, ao passo que os dois últimos profetizaram no reino do Sul.
O nome Oseias significa Salvação. Esse nome difere de Josué e de Jesus, pois eles significam “Jeová é Salvação”. Ele também é tido como “o mais gentil dos profetas do Antigo Testamento” (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pág.523). Ao longo de seu livro, Oseias é apresentado como um homem casado com uma mulher infiel. De forma sintética e didática, podemos dividir o livro de Oseias em duas grandes partes. Nos capítulos 1 a 3, Oseias se casa com Gomer e tem três filhos com ela. Mas Gomer abandona o marido e vai buscar o amor de outros homens. Oseias recebe de volta sua esposa adúltera, comprando-a de volta em um mercado de escravos! Já nos capítulos 4 a 14, vemos a tristeza de Deus para com Israel, e a advertência de Oseias para com a nação: eles seriam levados para a Assíria cativos. Apesar de tudo, da mesma forma que Oseias recebe de volta sua esposa infiel, demonstrando amor e misericórdia, Deus receberá de volta a Israel, um povo desta vez amadurecido pela adversidade e pelo reconhecimento de que só o Senhor é Deus.
E certo que Gomer pagou um alto preço por ser infiel a Oseias. De uma mulher honrada passou a ser adúltera, e depois, escrava, tendo sido resgatada por aquele a quem ela desprezou. Da mesma forma que Gomer, Israel abandonou ao Senhor, que lhe deu um nome e o transformou de um bando de escravos dos egípcios em uma nação forte e reconhecida no cenário internacional. Apesar de tudo o que Deus fez por eles, os israelitas não valorizaram sua posição e se deixaram levar pela adoração a outros deuses, sendo, portanto, punidos pelos seus pecados.
Oseias apresenta uma profecia que se cumpriu na pessoa de Jesus Cristo: “Do Egito chamei a meu filho” (Os 11.1), uma referência ao retorno de José e Maria com o menino Jesus para Israel, após a morte daqueles que queriam matar o Senhor quando Ele era ainda uma criança indefesa e totalmente dependente de seus pais. Esses dois eventos ocorreram séculos depois.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

As 4 leis

As 4 leis espirituais

As 4 leis espirituais

Horario de Verao 2012

15/10/2012 17h24 - Atualizado em 15/10/2012 17h24

Adaptação ao horário de verão deve ser gradativa, recomenda especialista

Mudanças de comportamento deve começar com 5 dias de antecedência.
Flexibilizar horários reduz impacto no organismo, diz fisiologista da UFSCar.

Do G1 São Carlos e Araraquara
 
O horário de verão começa no próximo sábado (21) a meia-noite, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. Quem tem mais dificuldades em se adaptar à mudança, deve começar a preparar o organismo com antecedência, diz a fisiologista da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Ana Cláudia Duarte.
Para muitas pessoas, os efeitos dessas mudanças provocam alterações no sono, que podem causar irritabilidade, estresse e baixa produtividade. Cansaço, fraqueza muscular, dores de cabeça, mau humor, alteração do apetite e diminuição na capacidade de concentração são outros sintomas.
Segundo a especialista, sofre mais quem tem dificuldade em flexibilizar o horário, como idosos e crianças. “Pessoas que têm o horário mais rígido tem mais dificuldade. Quem está acostumado com a variação no ritmo do dia não se prejudica tanto”, explica.
De acordo com Duarte, mudar os hábitos gradativamente cinco dias antes de o início do novo horário já é o suficiente para adaptar o corpo. Quem costuma dormir às 22h, por exemplo, pode tentar fazer isso às 22h20. Na noite seguinte, às 22h30, depois, às 22h40. Essa alteração gradativa pode ser aplicada às demais rotinas, como almoço, jantar, atividades físicas.

Prosperando na Tera da Aflição

Prosperando na Terra da Aflição

Quebra-gelo: Você já passou por aflições? Como é?
Textos: Gênesis 41:52 e João 16:33
Introdução: A Bíblia ensina que enquanto vivermos nessa terra passaremos por aflições, porém a Bíblia também mostra que é possível prosperar na terra de nossas aflições, essa foi a experiência de José.
José foi um rapaz que até os trinta anos de idade passou muitas aflições, não vamos entrar aqui em detalhes, mas José até os trinta anos sofreu muito mesmo conhecendo a Deus. Dos trinta anos em diante que a vida de José começa a melhorar e José prospera muito.
Nós também podemos vencer em meio às aflições, essa pode ser a nossa experiência. É só aprendermos com José.
1)Permaneça firme com Deus.
José em meio a todas as aflições que viveu sempre permaneceu firme, fiel a Deus. Ele foi muito tentado, mas resistiu. Não cedeu, não pecou contra Deus (Gênesis 39:7-9). Quando cedemos à tentação pecamos contra Deus, não faça isso, independente do que você enfrentar permaneça firme com Deus.
2)Lembre-se: Deus estará com você.
A Bíblia ensina que nada, nem ninguém podem nos separar do amor de Deus (Romanos 8:38-39). A única coisa que nos separa de Deus são os nossos pecados (Isaías 59:1-2). Se permanecermos firmes com Deus, mesmo em meio a aflições Ele estará conosco.
Quando Deus está conosco tudo é diferente. A presença Dele torna tudo mais fácil de ser enfrentado (exemplo: Moisés e a travessia do deserto com o povo – Êxodo 33:15).
3)A bênção de Deus te torna próspero(a).
Prosperidade não é uma questão de quanta riqueza eu possuo, ou quantos bens eu tenho, prosperidade é muito maior que isso. Tem muitas pessoas que são ricas, mas tem uma vida miserável; não tem paz na família, vivem preocupadas em perder o que tem, não tem amigos verdadeiros, só os que são resultado do dinheiro; são miseráveis ricos, isso não é ser próspero. José foi próspero como escravo e como prisioneiro antes de ser o segundo homem mais importante do Egito (Gênesis 39:2-3 e 20-23). É a presença de Deus e a bênção Dele que fazem de alguém uma pessoa próspera.
Conclusão: Enquanto viver neste mundo você terá aflições, isso é inevitável, mas também pode ser uma pessoa próspera. Para isso é preciso permanecer firme com Deus. Você quer isso? Quer permanecer firme com Deus? Quer que Ele esteja com você? Levante a mão, vamos orar.
Fonte: IMM